Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegação

De sul-coreanos à terror de primeira e o que 2016 deixou para trás

Desastroso, complicado, surpreendente, estranho. O ano de 2016 foi muitas coisas, mas se tem uma característica que tem o direito de estar no top 3 é: cinéfilo

Desastroso, complicado, surpreendente, estranho. O ano de 2016 foi muitas coisas, mas se tem uma característica que tem o direito de estar no top 3 é: cinéfilo. E isso não se dá apenas pela qualidade técnica dos filmes que apenas tem melhorado, muito menos pelas revelações e surpresas do cinema nacional, mas pelo simples fato que esse foi um ano para todos os gostos.

Quer uma prova? Depois de anos de tentativas, o cinema do gênero de terror conseguiu apresentar dois clássicos em um mesmo ano. E pasmem, sem a necessidade de ter o nome de alguma franquia ou as mesmas estratégias de monstros que estão bombando na mídia. Além disso, a Warner pôde dar as seus primeiros passos com o universo expandido da DC e a Marvel se superou com algumas novas produções.

Mas também houve perdas. Desde ícones que nos deixaram, de David Bowie a Carrie Fisher, até alguns longas que prometeram demais e deixaram muito a desejar. E agora, nos últimos dias deste ano, somando os altos e baixos, o mais animador é que em 2017, parece que teremos tudo de bom e em dobro.  É só ver o calendário de estreias e o burburinho – que está se tornando um grito de animação – dos filmes participantes da corrida para o Oscar.

Então, chega de conversa e vamos ao que interessa: alguns dos melhores filmes do ano.

10. Rogue One - Uma História Star Wars

E por que não começar por uma das maiores esperas? A nova história de Star Wars traça um novo caminho para a franquia, bem diferente do que está sendo construído com o Episódio VII. Mesmo com algumas falhas de roteiro, o elenco de Rogue One não apenas segurou o spin-off, como também traz um sorriso de animação para as antologias que estão por vir.

9. Mãe Só Há Uma

Então o filme acaba com um corte inesperado e deixa uma história sem final, mas junto, aquele gostinho de quero mais. Mesmo que isso torne Mãe Só Há Uma, um filme frustrante, a curiosidade para o que acontece com a vida de Pierre depois daquele diálogo, transforma o longa brasileiro em uma verdadeira obra de arte. Com um filme repleto de discussões de gênero e família, Anna Muylaert não poderia ficar de fora desta lista.

8. Doutor Estranho

Um pouco da "estranhice" do ano se deve a esse herói. Doutor Estranho era o herói mais improvável a dar as caras no Universo Cinematográfico da Marvel. Não apenas pela sua baixa popularidade, mas também pela dificuldade de passar o mundo cheio de LSD dos quadrinhos para o cinema. Mas a Marvel Studios conseguiu, mesmo que com algumas falhas. O vilão pode não agradar, mas a porta da magia e "estranhismo" que foi aberta, agrada e muito.

7. Capitão Fantástico

Na verdade, ele não tem nada de fantástico, mas a beleza visual e musical – até mesmo poética –, tornam Capitão Fantástico uma ótima experiência. Além disso, trás o retorno do ator Viggo Mortensen e dá espaço para atores mirins brilharem na tela. E seguindo uma das tendências do ano, mais um filme pronto para debater assuntos sociais que importam.

6. Divinas

O streaming que tem deixado o público louco teve vários pontos altos, desde suas séries até os documentários – Amanda Knox e Audrie e Daisy – e filmes. Divinas foi um deles. Pouco comentado até o momento, o filme traz o mesmo panorama de sempre quando se trata de mulheres da minoria em famílias disfuncionais, mas o seu olhar delicado mediante a miséria e conflito, conscientizam o público de forma invisível, fazendo-o entender o que assistiu apenas quando os créditos começam a subir.

5. Sing Street

Uma ode aos anos 80. Entre romance e bullying, oito jovens atravessam diversos estilos musicais e com uma trilha original de se fazer dançar, Sing Street não apenas entretêm como musical, mas cativa pela qualidade técnina. Incluindo o elenco, que é jovem, mas que não deixa faltar talento.

4. Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Se teve um gênero que pareceu “desbotar” este ano, foi o de animação. Nada pareceu fazer grande alarde no mundo das princesas e nem dos Minions, mas a Disney conseguiu marcar com Zootopia – e diga-se de passagem, vários outros estúdios apostaram em animais falantes. Mas, os personagens dessa cidade que é o bicho rapidamente se tornaram canônicos e as entrelinhas da história chamou a atenção de crianças e também adultos.

3. Aquarius

E é claro que o queridinho do ano do cinema nacional não poderia faltar. Aquarius é uma homenagem a tudo que faz ou já fez o cinema brasileiro cativante: Sônia Braga, música, praia e até mesmo sexo. Com um roteiro simples, Kleber Mendonça Filho conseguiu fazer um filme que já é um clássico e que faz todos lamentarem por não ter nem feito parte da lista de cotados para o Oscar.

2. A Criada

Esse também foi o ano da Coréia expandir seus horizontes e finalmente conseguir chamar atenção do mundo com suas produções. Óbvio que não é de hoje que o cinema asiático conquista o público, mas desta vez, quem esteve antenado, pode descobrir e usufruir dessa qualidade bem antes dessas produções chegarem aos canais de TV à cabo e DVDs. The Handmaiden é suspense, terror e romance. Mistura diversos gêneros em um longa de duas horas que não é nada cansativo e ainda deixa um gostinho de quero mais.

1. A Bruxa

Uma das maiores qualidades de um filme é quando ele consegue fazer o público debater, misturar ideias e finalmente chegar em uma opinião. O fato de que ninguém consegue chegar em um acordo sobre A Bruxa é o que o torna tão único nesse punhado de filmes. O longa dividiu os fãs de terror e fez com que outros tipos de público entrassem na discussão para dizer em alto e bom som que não se trata de terror.


Menções Honrosas

Mas como toda boa lista, sempre há as exceções que infelizmente não podem entrar na lista por não terem sido tão boas, mas conseguiram deixar uma marca em que a escreve. Como é o caso De Amor e Trevas, que tem Natalie Portman como diretora e roteirista; além do surpreendente Rua Cloverfield, 10; o outro grande filme de terror, O Homem nas Trevas; uma das últimas aparições de Anton Yelchin no cinema, Sala Verde e Invasão Zumbi, outro longa sul-coreano.


Divulgaí

Deixe sua opinião:)