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R.I.P. | O melhor de Zulawski, Bowie & Scola

2016 chegou a sua metade, e importantes personalidades que marcaram o mundo da Sétima Arte nos deixaram. Está é uma singela homenagem à estes grandes artistas e uma pequena lista de seus principais trabalhos.
R.I.P. 2016.1 | O melhor de Zulawski, Bowie & Scola

2016 chegou a sua metade, e importantes personalidades que marcaram o mundo da Sétima Arte nos deixaram. Está é uma singela homenagem à estes grandes artistas e um Top #3 de seus principais trabalhos.

Andrzej Zulawski (à direita na imagem - capa) 22/11/1940-17/02/2016

Realizador Polaco nascido em novembro de 1940 foi um dos mais ousados e inovadores do nosso tempo. Dono de um estilo provocador, criou uma linguagem bem característica: sangue, sexo, violência com doses de niilismo em meio ao caos que é a vida.

R.I.P. 2016.1: | O melhor de Zulawski, Bowie & Scolla
Top #3

A Terça Parte de Noite (Trzecia Czesc Nocy)  - 1971

Alucinações e duplos acompanham a peregrinação de um homem em meio a ocupação nazista na Polônia que, depois de presenciar a morte de sua esposa e filho na mão de militares, decide cuidar de uma mulher e seu filho recém-nascido sendo cobaia na criação de uma vacina. Foi seu primeiro filme.


O Globo de Prata (Na Srebrnym Globie) - 1989

A obra-prima de Zulawsk! O filme começou a ser rodado em meados dos anos 70, mas só foi finalizado em 1988. Globo de prata é ficção científica com viés filosófico dotada de belas imagens que discute fé, origem da vida e a existência humana.

Possessão (Possession) - 1981

Filme de difícil definição. Seja por sua trama bizarra, elíptica e metafórica, quanto pelos espectros que transita: política e relações humanas e pela dificuldade do espetador diferenciar o subjetivo do objetivo.  Possessão narra a um drama com pitadas existências que aborda obsessão, ciúmes e traição. É como se David Lynch filmasse Dom Casmurro adaptado por H.P. Lovecraft.

David Bowie (centro da imagem - capa) 8/01/1947-10/01/2016


David Bowie foi um músico, pintor e ator nascido em janeiro de 1947 em Londres. Certamente, daqui uns bons anos, quando a maioria dos artistas deste século e do que acabou, quase não será lembrado, a obra do inglês ainda será objeto de estudo e reverenciada.
Além da carreira musical bem-sucedida, Bowie teve trabalhos notáveis no cinema, tendo trabalhado com alguns dos melhores diretores de seu tempo: Martin Scorsese, Nicolas Roeg, Nagisa Oshima, David Lynch e Julian Schnabel.

Top #3

O Homem que Caiu na Terra (The Man Who Fell To Earth) - 1976

Clássico dirigido pelo Diretor inglês Nicolas Roeg, O Homem que Caiu na Terra é uma ficção científica com mensagem ecológica que narra a história de um alienígena que veio a terra a procura de água, pois já não existe em seu planeta.  

Furyo, em Nome da Honra (Merry Christmas, Mr. Lawrence) - 1983

Furyo, em Nome da Honra é um drama de guerra dirigido pelo provocador cineasta japonês, Nagisha Oshima. O filme narra o choque de culturas, a japonesa e a ocidental, em um campo de prisioneiros no pacifico, bem com a tensão sexual entre o capitão da base e um prisioneiro rebelde (Bowie). Destaque para as interpretações de Bowie, Ryuichi Sakamoto eTakeshi Kitano, quanto para a maravilhosa trilha sonora assinada por Sakamoto.      

Fome de Viver (The Hunger) - 1983

Garotada, esqueçam o crepúsculo! Esse é o verdadeiro filme sobre vampiros e triângulos amorosos. Dirigidos por Tonny Scott, o irmão menos famoso do Ridley,  Fome de Viver é um filmaço! Sexy, melancólico e assustador na medida certa e ainda possui um final sensacional.

Ettore Scola (à esquerda na imagem - capa)  10/05/1931-19/01/2016


Etore Scolla foi um dos principais cineastas da Itália. Nascido em janeiro de 1931 em Trevicco, Scolla vem de uma tradição do cinema italiano voltada ao engajamento político, no entanto, seu humor corrosivo e sua sensibilidade harmonizavam perfeitamente realçando o lado autoral em seus trabalhos.

Top #3

Nós que nos Amávamos Tanto (C'eravamo Tanto Amati) -1975

Uma das obras primas do cinema mundial! No filme, Scolla (menos irônico e mais humano) toma uma história de amor e amizade para traçar um espetro da vida italiana no pós-guerra, da inevitável passagem do tempo e ainda tem tempo para nos brindar com uma delicada e metalinguística homenagem ao cinema italiano.

O Baile (Le Bal) -1983

Película simplesmente genial de Scolla. Aqui 50 anos são passados em um único espaço: um salão de dança, cujo o tempo é medido pelas danças e as músicas. O filme não possui um diálogo se quer, mas sua elegância e sutilezas falam mais que qualquer conversa.


Feios, Sujos e Malvados (Brutti sporchi e cattivi) - 1976

Scolla aqui desfere um tapa na cara da sociedade italiana. Comédia dramática de humor negro divertidíssima sobre o dia-a-dia de uma família paupérrima que mora em uma favela em Roma. Giacinto Mazzatella(Nino Manfredi) ganhou uma bolada num seguro por ter perdido um dos olhos e seus familiares tentam, a todo custo, roubar-lhe o dinheiro.

Divulgaí

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