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Reflexões de um Cinéfilo – 2016 em cena: Uma retrospectiva dos destaques, polêmicas, surpresas e os MELHORES do ano!

Entre confraternizações de colegas de trabalho, amigos ocultos, festas de família, panetones e perus de Natal, finais de ano também são os momentos em que os cinéfilos fazem um balanço acerca da produção fílmica do ano, inclusive escolhendo suas produções preferidas.
Reflexões de um Cinéfilo – 2016 em cena: Uma retrospectiva dos destaques, polêmicas, surpresas e os MELHORES do ano!

Entre confraternizações de colegas de trabalho, amigos ocultos, festas de família, panetones e perus de Natal, finais de ano também são os momentos em que os cinéfilos fazem um balanço acerca da produção fílmica do ano, inclusive escolhendo suas produções preferidas.

O ano já começou com polêmicas na indústria do cinema. A começar pelos protestos do #oscarsowhite, que resultou em vários grandes nomes da indústria, como Will Smith  Spike Lee, boicotando a cerimônia. No entanto, a apresentação de Chris Rock, com piadas autodepreciativas referentes à Academia de Artes Cinematográficas, conseguiu, ao mesmo tempo, fazer com que o assunto fosse levado a sério e responsabilizar quem realmente tem culpa: a própria indústria, e não especificamente a Academia.

Polêmica também foi a premiação dos filmes participantes da Mostra Competitiva do Festival de Cannes. Filmes controversos como É Apenas o Fim do Mundo e Personal Shopper foram premiados, respectivamente, com o Grande Prêmio e Melhor Diretor. Bom lembrar que o Brasil recebeu o prêmio “Olho de Ouro” pelo documentário Cinema Novo; e o curta A Moça que Dançou com o Diabo ganhou uma distinção do júri. Elogiadíssimo durante o evento, Aquarius não levou nada, mas ficou marcado pelos protestos contra o impeachment da ex-presidenta Dilma durante o tapete vermelho.

Aliás, Aquarius, considerado pela maioria dos especialistas como o melhor filme nacional do ano, foi esnobado durante a escolha do representante brasileiro no Oscar 2017. Represália pelos protestos políticos durante o Festival de Cannes? A maioria diz que sim.

Falando em Oscar, finalmente testemunhamos o grande Leonardo DiCaprio vencendo o prêmio por uma atuação; principalmente depois da esnobada em 2014, quando arrebentou em O Lobo de Wall Street (sua melhor atuação), e em 2013, quando nem foi indicado por Django Livre.

Infelizmente, a Academia perdeu a oportunidade de reconhecer, finalmente, o cinema de gênero comercial ao não premiar o fenomenal Mad Max: Estrada da Fúria em nenhuma das principais categorias (sobretudo Melhor Diretor); fazendo-o apenas nas categorias técnicas. Aliás, este ano tivemos ao menos dois fatos históricos no Oscar: pela terceira vez consecutiva um diretor latino vence o prêmio de Melhor Diretor; e Emmanuel Lubezki foi o único diretor de fotografia a vencer o prêmio três anos consecutivos.

Não podemos esquecer que 2016 marcou os 50 anos da querida franquia Star Trek com o bom Sem Fronteiras; além de ter nos brindado com o retorno glorioso do universo Harry Potter com Animais Fantásticos e Onde Habitam, matando a saudade dos Potterheads, que aguardavam algo novo na saga maga desde 2011. Ademais, pudemos conferir o universo de Star Wars se expandido no cinema, com o comentário político-social de Rogue One; assim como desfrutar de refilmagens de desenhos clássicos da Disney, como Mogli: O Menino Lobo e Meu Amigo, o Dragão. Aliás, a Disney reinou absoluta nas bilheterias de 2016, já que é detentora da Pixar, Lucasfilm e Marvel - sem contar seus próprios filmes.

Como de costume, parte dos primeiros lançamentos do ano no Brasil correspondem a filmes que foram premiados no ano anterior, ou que concorrerão às famosas premiações do início do ano, como Oscar, Globo de Ouro e premiações de sindicatos. Nada mais que uma estratégia para render mais bilheteria utilizando o marketing de suas indicações à prêmios em plena temporada de premiações.

Este ano tivemos a estreia atrasada de diversos deles, como os badalados A Grande Aposta, O Quarto de Jack e O Regresso; o vencedor do Oscar de melhor filme Spotlight – Segredos Revelados; o renascimento do universo de Rocky Balboa em Creed – Nascido para Lutar e até sucessos do cinema independente como Tangerina, Brooklin e Anomalisa.

Para a alegria dos cinéfilos de plantão, 2016 foi recheado de filmes de diretores renomados. Quentin Tarantino, com Os Oito Odiados, e Paul Verhoeven, com Elle, realizaram alguns dos melhores trabalhos de suas carreiras. Os Irmãos Coen e Woody Allen nos divertiram com Ave, César! e Café Society, respectivamente. Já Richard Linklater (Jovens, Loucos e Mais Rebeldes) e Pedro Almodóvar (Julieta) permaneceram apenas no regular. E enquanto Oliver Stone retornou ao seu cinema de denúncia política em Snowden, Tim Burton criou outra fábula macabra (O Lar das Crianças Peculiares) que ficou acima da média de seus últimos filmes. Já Clint Eastwood (que infelizmente não lança um verdadeiro BOM filme há 10 anos, desde Cartas de Iwo Jima) decepcionou com seu Sully – O Herói do Rio Hudson.

Infelizmente, 2016 não foi um grande ano para o cinema “pipoca”. A falta de bons blockbusters foi patente, tornando a temporada de verão americano deste ano uma das piores em muito tempo. O Caçador e a Rainha de Gelo, Alice Através do Espelho, Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos, As Tartarugas Ninjas: Fora das Sombras, Independence Day – O Ressurgimento, A Lenda de Tarzan, O Bom Gigante Amigo, Ben-Hur e Inferno são todos exemplos de potenciais grandes bilheterias que se revelaram fracassos, tanto de público, quanto crítica.

Em contrapartida, o cinema brasileiro teve um ano extremamente prolífico. Houve apostas tanto em longas mais autorais e metafóricos, como Boi Neon (vencedor do Prêmio FIPRESCI do Festival de Toronto), Aquarius, O Silêncio do Céu e Big Jato; quanto em filmes de gênero, como Reza a Lenda, Mundo Cão, Shaolin do Sertão e Mate-me Por Favor.

No entanto, a quantidade de filmes de super-heróis e animações de grandes estúdios foi considerável. Foram seis produções de super-heróis durante o ano. Destaque para o humor ácido de Deadpool, uma das maiores bilheterias do ano, principalmente se considerarmos a censura 18 anos. O destaque negativo vai para Esquadrão Suicida, uma das maiores decepções, e oportunidade desperdiçadas, dos últimos tempos. Memorável também foi toda a polêmica acerca do aguardado Batman Vs Superman – A Origem da Justiça. Mutilado pelo estúdio quando lançado no cinema, o longa se revelou um GRANDE filme quando lançado em sua versão integral; muito mais complexo e interessante que a montagem inicial se mostrou.

Em relação às animações de grandes estúdios, o número de lançamentos foi espantoso: 12 longas. Destaques positivos para o retorno de Charlie Brown e sua turma no sensacional Snoopy e Charlie Brown: Peanuts – O Filme; a genialidade de Charlie Kaufman em Anomalisa; o stop-motion de Kubo e as Cordas Mágicas; além da reflexão sobre a sociedade moderna e o discurso de ódio em Zootopia – Essa Cidade é o Bicho. Interessante também foi a comédia Festa da Salsicha, uma animação para maiores que alçou voos mais altos que o esperado, já que trouxe uma crítica social ferrenha com temas como religião, política, intolerância e sexualidade.

O cinema de terror e suspense em 2016 também merece um espaço à parte, tendo em vista que, há VÁRIOS anos, o público brasileiro não acompanhava uma gama tão variada, e de qualidade homogênea, de estreias do gênero. Apesar de tropeços como O Sono da Morte e O Quarto dos Esquecidos, foram lançados excelentes exemplares dos mais variados subgêneros. Tivemos desde thrillers que apostavam no fator humano para gerar tensão, como Rua Cloverfield, 10 (uma das maiores surpresas do ano), O Homem nas Trevas e O Convite; até filmes sobrenaturais como Invocação do Mal 2, Quando as Luzes se Apagam e Ouija – A Origem do Mal. Nesse interim, também estrearam filmes mais desafiadores, como A Bruxa e Demônio de Neon (um dos filmes que abalou o Festival de Cannes em 2016).

Não menos importante foi a presença de vários longas que demonstraram histórias de emancipação e empoderamento feminino, seguindo a tendência de anos anteriores. Testemunhamos romances (Carol), dramas (Tallulah), comédias (As Caça-Fantasmas, Perfeita é a Mãe, Vizinhos 2), animações (Zootopia – Essa Cidade é o Bicho) e até mesmo suspense (Elle) e terror (A Bruxa). Inclusive, foi muito interessante a representatividade da questão de identidade de gênero, como em Tangerina e no fraco A Garota Dinamarquesa (mais um exemplo de direção ruim de Tom Hooper).

Por último, mas não menos importante, em 2016, perdemos vários artistas ligados à sétima arte: Alan Rickman, David Bowie, Gene Wilder, Anton Yelchin, Kenny Baker, Arthur Hiller, Carrie Fisher, Debbie Reynolds ... Todos nomes que serão relembrados pela eternidade pelos amantes do cinema.

E como cinéfilos AMAM uma lista, confiram abaixo uma compilação particular. Importante frisar duas coisas: primeiro, as listas a seguir não representam uma unanimidade, afinal, gosto é subjetivo; segundo, só foram considerados para a listagem os filmes lançados comercialmente no Brasil no ano de 2016.

Vamos lá!

Os 10 melhores filmes de 2016 (em ordem de preferência).




1 – Os Oito Odiados (The Hateful Eight, 2015) de Quentin Tarantino

Merecedor do primeiro lugar desta lista, o “oitavo” filme de Quentin Tarantino foi muito subestimado, tanto por especialistas, quanto pelo público. Utilizando com inteligência suas referências habituais, Tarantino cria uma FASCINANTE metáfora sobre a intolerância fincada na “construção” da América com um filme de câmara que transforma O Enigma de Outro Mundo (1982) em uma história de Agatha Christie (no melhor estilo O Caso dos Dez Negrinhos) durante a era dos westerns. Se isso já seria divertido o suficiente, o diretor ainda apresenta uma gama de personagens que se mostram incrivelmente multifacetados e bem desenvolvidos. Contando com aspectos técnicos impecáveis, o longa ainda conta com uma trilha sonora emblemática do mestre Ennio Morricone, rendendo ao mesmo o primeiro Oscar específico por um trabalho de sua gloriosa carreira.


2 – A Chegada (Arrival, 2016) de Dennis Villeneuve

Mais um exemplar que nos deixa impressionados com o talento do diretor Dennis Villeneuve. Apostando na austeridade que faltou a Interestelar, A Chegada é daquelas ficções científicas que aparecem de tempos em tempos (como 2001 – Uma Odisseia no Espaço e O Dia em que a Terra Parou) trazendo uma reflexão profunda sobre o que faz de nós seres humanos; criando um contraste sobre a curiosidade pelo “externo” e a compreensão do “interno”. GRANDE atuação de Amy Adams; enquanto Jeremy Renner e Forest Withaker estão em excelente forma. Além das obras já citadas, o filme ainda ecoa tons dos clássicos Solaris, Contato e Contatos Imediatos de Terceiro Grau; nos arrebatando ao comentar a situação social atual da humanidade e ao criar uma discussão fascinante sobre amor e morte.

3 – A Bruxa (The Witch – A New-England Folktale, 2015) de Robert Eggers

Seguindo os ensinamentos de William Friedkin, Roman Polanski e Stanley Kubrick, Robert Eggers criou um filme de terror que aposta na contramão do perfil do gênero atual, desafiando o espectador a questionar e julgar a dubiedade de tudo que ocorre na tela. Além de trazer um clima de horror realmente macabro (a fotografia Jarin Blaschke e a trilha sonora de Mark Korven são destaques), o filme realmente inspira medo pela espiral desesperadora em que coloca sua protagonista. Com uma forte mensagem feminista, A Bruxa ainda possui um dos finais mais apoteóticos vistos nos últimos anos.

4 – Deus Branco (Fehér Isten, 2015) de Komél Mundruczó

Deus Branco é, talvez, o primeiro filme a realmente debater com clareza e realismo a situação preocupante dos maus-tratos e políticas públicas relacionadas aos animais domésticos. Vencedor de um prêmio especial no Festival de Cannes de 2015, o “Pata de Ouro”, o filme traz vários temas negligenciados da sociedade contemporânea acerca do manejo populacional e da guarda responsável. Nunca reducionista, o diretor sempre traz várias dimensões aos seus personagens, sendo que o modo como filma Hagen, o cão protagonista, é de um respeito que me levou às lágrimas em vários momentos. É daqueles filmes que une a crueza e o sentimentalismo de forma genuína.

5 – Elle (Idem, 2016) de Paul Verhoeven

O melhor filme de Paul Verhoeven desde Instinto Selvagem em 1992. Criando uma parceria absurdamente eficaz com a diva do cinema europeu Isabelle Huppert, Verhoeven nos desafia a acompanhar sua história de violência da forma mais difícil possível; onde todos são HUMANOS nos mais variados sentidos da palavra. Como de costume, Verhoeven não tem medo de utilizar sexo e violência para criar novas facetas aos seus personagens. Com uma protagonista marcante, Elle trabalha o empoderamento feminino de uma forma controversa, mas não menos fortalecedora. O retorno triunfal de Verhoeven.

6 – Tangerina (Tangerine, 2015) de Sean Baker

Essa sensação do cinema independente dos EUA merece todo o respeito do mundo por trazer atrizes transgênero como protagonistas. Filmado totalmente com um iPhone (!), o filme trata TODOS os seus personagens com a sinceridade adequada, trazendo humor e drama na medida certa para não impor nenhum julgamento. A química de KiKi Kitana Rodriguez e Mya Taylor explodem na tela, bem como o carisma pulsante da dupla. Destaques para a elegância da fotografia cheia de cores vibrantes, e as adaptações da montagem de acordo com as diferentes passagens.

7 – Animais Noturnos (Nocturnal Animals, 2016) de Tom Ford

DEVASTADOR: o adjetivo ideal para descrever o segundo filme de Tom Ford; bem como, os sentimentos pelos quais seus personagens passam por esse neo-noir. Trazendo novamente seu apuro estético irrepreensível (as fusões criadas nesse filme são belíssimas) que já havia demonstrado em Direito de Amar, Tom Ford o usa a favor de uma história de violência, dor, culpa e melancolia que não abre espaço para leveza. O filme ainda conta com um elenco FORMIDÁVEL encabeçado por uma intrigante Amy Adams, um pungente Jake Gyllenhaal, um assustador Michael Shannon (o grande destaque do filme) e um sórdido Aaron Taylor-Johnson. Assim como A Bruxa, Animais Noturnos é um filme que te acompanha por semanas após assisti-lo. 

8 – Capitão Fantástico (Captain Fantastic, 2016) de Matt Ross

Capitão Fantástico talvez é o longa mais adorável do ano. Correndo o risco de se tornar simplista caso fosse trabalhado por mentes menos talentosas, a premissa é comandada de uma forma que cria cada vez mais camadas complexas, e questionamentos, às situações impostas aos personagens (o paralelo da cultura de caça entre os dois universos é um belo exemplo). Mortensen (com forte presença, como sempre) lidera um maravilhoso, e homogêneo, elenco; dando vida a criaturas autênticas que se tornam cada vez mais queridas ao longo do filme, mesmo que cometendo sua parcela de erros (afinal, são humanos). Um filme que toca fundo no coração dos espectadores por trabalhar o humor com naturalidade, bem como, demonstrar profundo respeito e carinho pelos seus personagens.

9 – Steve Jobs (Idem, 2015) de Danny Boyle

Trazendo o talento singular de Aaron Sorkin no roteiro (esnobado pelo Oscar), Steve Jobs se beneficia de uma direção mais comedida, por conseguinte mais efetiva, de Danny Boyle. O diretor compreende que o grande atrativo aqui são os embates dialógicos entre os personagens, e não as ações; unindo forças com o montador Elliot Graham para energizar o filme com uma urgência sempre presente. O filme conta com um elenco formidável, encabeçado pela presença magnética de Michael Fassbender; uma Kate Winslet roubando a cena (e novamente provando ser a nova Meryl Streep); além de excelentes participações de Jeff Daniels e Seth Rogen. Steve Jobs é a exploração das várias facetas do ser humano por trás do gênio em três intensos atos.


10 – Carol (Idem, 2015) de Todd Haynes

O diretor Todd Haynes cria um contraste magnífico entre a paixão domada das protagonistas e a estética sempre fria e conservadora do ambiente em que vivem. Da mesma forma, é fascinante ver as diferenças de personalidade entre as personagens de Cate Blanchet e Rooney Mara (ambas maravilhosas) para enriquecer ainda mais essa história de amor. Trazendo um daqueles momentos finais simbólicos como em Marcas da Violência, a conclusão é realmente inesperada. Assim como em O Segredo de Brokeback Mountain e Azul é a Cor Mais Quente, é respeitoso no sentido de ser um filme de AMOR, independentemente de ser homossexual.

Menções honrosas de filmes lançados em 2016 (em ordem alfabética).



  • Anomalisa (2015) de Charlie Kaufman e Duke Johnson
  • Aquarius (2016) de Kleber Mendonça Filho 
  • Ave, César! (Hail, Caesar, 2016) dos Irmãos Coen
  • Batman Vs Superman – A Origem da Justiça: Versão Estendida (Batman V Superman – Origin of Justice, 2016) de Zack Snyder
  • Blue Jay (Idem, 2016) de Alexandre Lehman
  • Caça-Fantasmas (Ghostbuster, 2016) de Paul Feig
  • O Convite (The Invitation, 2015) de Karyn Kusama
  • Creed: Nascido para Lutar (Creed, 2015) de Ryan Coogler
  • Destino Especial (Midnight Especial, 2016) de Jeff Nichols
  • De Palma (Idem, 2015) de Jake Paltrow e Noah Baumbach
  • Demônio de Neon (The Neon Demon, 2016) de Nicholas Widing Refn
  • Festa da Salsicha (Sausage Party, 2016) de Conrad Vemon e Greg Tiernan
  • Florence: Quem É Essa Mulher? (Florence Foster Jenkins, 2016) de Stephen Frears
  • A Grande Aposta (The Big Short, 2015) de Adam McKay
  • Invocação do Mal 2 (The Conjunring 2, 2016) de James Wan
  • Jogo do Dinheiro (Money Monster, 2016) de Jodie Foster
  • Negócio das Arábias (A Hologram for the King, 2016) de Tom Tykwer
  • Ouija – A Origem dos Espíritos (Ouija – Origin of Evil, 2016) de Mike Flanagan
  • O Quarto de Jack (Room, 2015) de Lenny Abrahamson
  • O Que Fazemos nas Sombras (What We Do In the Shadows, 2014) de Jemaine Clement e Taika Waititi
  • Rogue One – Uma História Star Wars (Rogue One – A Star Wars Story, 2016) de Gareth Evans
  • Rua Cloverfield, 10 (10, Cloverfield Lane, 2016) de Dan Trachtenberg
  • Sing Street – Amor e Música (Sing Sreet, 2016) de John Carney
  • Snoopy e Charlie Brown: Peanuts – O Filme (The Peanuts Movie, 2015) de Steve Martino
  • Snowden – Herói ou Traidor? (Snowden, 2016) de Oliver Stone
  • Spotlight - Segredos Revelados (Spotlight, 2015) de Thomas McCarthy
  • Tallulah (Tallulah, 2016) de Sian Heder
  • Zootopia - Essa Cidade é o Bicho (Zootopia, 2015) de Byron Howard e Rich Moore

Os momentos mais memoráveis do cinema em 2016 (sem ordem de preferência)

ATENÇÃO: Esta lista contém possíveis SPOILERS.



A introdução sensível e pesarosa de A Chegada; assim como a descoberta de que aquilo era, na verdade, o destino da personagem de Amy Adams;

Michèle descobrindo a identidade do funcionário que a havia humilhado anteriormente e surpreendendo-o ao exigir que ele mostre seu pênis em Elle;

Tia Lúcia relembrando momentos eróticos da juventude durante seu aniversário de 70 anos em Aquarius;

A coelha Judy finalmente se dando conta de como a sociedade de Zootopia entrou em um quadro de paranoia e intolerância após seu discurso entusiasta e inconsequente;

O pequeno Jack retornando, e se despedindo, de seu “universo” em O Quarto de Jack;

O diálogo cheio de humanidade e dor entre as personagens de Allison Janney e Tammy Blanchard, na cozinha da primeira, em Tallulah;

O desconcertante monólogo sobre estrangulamento que a pequena Doris “performa” em Ouija – A Origem do Mal;

A destruição da Enterprise em Star Trek – Sem Fronteiras;

A personagem de Maria Bello descobrindo, e aceitando, a forma de acabar com a perseguição sobrenatural que afeta sua família em Quando as Luzes se Apagam;

Toda a sequência final apoteótica de A Bruxa;

A troca de olhares, sem diálogo, entre Carol e Therese nos minutos finais de Carol, quando a última se entrega a um sentimento inevitável;

Will observando um horizonte assustador da dimensão do que havia acabado de ocorrer naquela casa em O Convite;

Rocky Balboa recebendo a notícia sobre sua doença em Creed – Nascido para Lutar;

O despertar do “homem cego” em O Homem nas Trevas;

TODOS os quadros de Demônio de Neon;

As aparições de “A Freira” em Invocação do Mal 2;

A pequena Lisa Brennan com uma confusão melancólica ao descobrir a relação de seu nome e o computador inventado por seu pai em Steve Jobs;

As garotas dançando livres e descalças na última festa de Vizinhos 2;

A reação explosiva, e reveladora, da namorada de Kyle em Jogo do Dinheiro;

O beijo secreto, e libertador, de Alan Clay e sua médica no fundo do mar em Negócio das Arábias;

O assassinato de Emmett em Rua Cloverfield, 10;

O personagem de Steve Carell prevendo como a bolha imobiliária será colocada nas costas dos pobres e imigrantes dos EUA em A Grande Aposta;

Alexandra pagando o dono da casa noturna por ter feito o “favor” de deixá-la realizar um show musical em Tangerina;

A montagem com repórteres, políticos e estudiosos comentando os atos do Superman no planeta Terra; assim como a entrada da Mulher-Maravilha no confronto contra Apocalypse em Batman Vs Superman – A Origem da Justiça;

O confronto entre super-heróis no aeroporto em Capitão América: Guerra Civil;

A expressão de arrependimento e surpresa do cão Hagen ao reconhecer o ato de selvageria que foi obrigado a cometer contra outro cão em Deus Branco;

Marquis Warren narrando uma história de vingança pessoal para o General Smithers; além do início dos sinais do envenenamento do café em Os Oitos Odiados;

Hobie Doyle tendo dificuldades em pronunciar suas falas ao gravar sua primeira cena em um filme dramático; e o musical clássico inintencionalmente, mas reveladoramente, homoafetivo em Ave, César!;

Cosmo sonhando com uma apresentação de Drive I Like You Stole It, como na redentora cena do baile de De Volta Para o Futuro, em Sing Street – Música e Sonho;

A “orgia gastronômica” dos personagens de Festa da Salsicha;

Todas as cenas envolvendo Petyr em O Que Fazemos nas Sombras;

A devastação assustadora da Estrela da Morte, e a morte iminente, sendo observada estoicamente por Jynn Erso e Cassian Andor enquanto Orson Krennic enfrenta o mesmo destino sob uma ótica irônica e fatalista no fim de Rogue One – Uma História Star Wars.

A família do personagem de Viggo Mortensen realizando os desejos da matriarca e criando um dos velórios mais doces e emocionantes do cinema atual ao som de Sweet Child of Mine em Capitão Fantástico.

O monólogo de Ed sobre a dimensão das espionagens realizadas pela NSA enquanto vemos as fotos dos milhares de pessoas espionadas conectando-se e formando uma rede densa que se revelará uma íris em Snowden - Herói ou Traidor.

O plano geral em Procurando Dory que exibe várias trilhas formadas por conchas que confluem na casa dos pais de Dory.

O primeiro plano do rosto de Susan quando ela se dá conta de que os sentimentos experimentados por ela através do livro de Edward, e sua ausência preocupante no jantar, nada mais foi que uma CRUEL vingança em Animais Noturnos.

A voz de Jennifer Jason Leigh se fundindo lentamente à de Tom Noonan enquanto o personagem de David Thewlis encara uma depressiva revelação em Anomalisa.


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