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Crítica #2: O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio

Em comparação a outros filmes agora esquecidos pela franquia, não é muito melhor que O Exterminador do Futuro: A Salvação, ou o seriado Terminator: The Sarah Connor Chronicles, mas ao menos tem cara de Exterminador do Futuro, coisa que o quinto filme da série não tinha.
 O Exterminador do Futuro - Destino Sombrio

Ignorando seus dois últimos filmes da franquia criada por James Cameron nos anos 1980, o novo longa de Exterminador do Futuro visa organizar a linha do tempo e apela para a nostalgia dos antigos personagens para convencer o público a novamente gastar seu suado dinheiro na franquia.

A abertura do longa já deixa claro o intuito de fazer o público esquecer quase tudo que fora criado após O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991) fazendo mudanças significativas na mitologia da franquia, dando espaço para o surgimento de novos personagens e para um novo modelo de Exterminador.

O enredo da série de filmes não é muito diferente em suas produções, aqui abre espaço para uma novidade, mas a premissa padrão de “Uma máquina do futuro é enviada ao passado para matar o futuro líder da resistência” continua presente, isso em si não é um demérito para a obra, pois o filme até consegue se reinventar ao trazer um trio feminino muito forte para o centro da narrativa, algo que rende novos desdobramentos à premissa simplista do filme. Entre os novos personagens, o roteiro apresenta Grace (Mackenzie Davis), Dani Ramos (Natalia Reyes) e Gabriel Luna como o novo Exterminador.

A participação de Mackenzie Davis em Exterminador do Futuro é importante para criar uma relação mais humana entre os enviados do futuro e os perseguidos do presente. O roteiro tenta criar uma conexão entre sua personagem e a de Natalia Reyes, a relação funciona, mas exige um certo grau de boa vontade do público. Davis é capaz de passar ao público o lado forte da personagem e sua humanidade.

Dani Ramos é uma personagem muito mais forte e decidida do que o jovem John Connor de 1991, então ao invés de fugir o tempo inteiro, temos a grata surpresa de alguém que decide enfrentar a ameaça. Os diálogos e a mudança repentina de atitudes não ajudam muito Reyes a passar verdade ao público, porém, na medida do possível, a atriz consegue apresentar ao espectador uma mulher forte e desafiadora.

A volta de Linda Hamilton no papel de Sarah Connor é um aditivo importante para a obra, a atriz consegue revisitar sua personagem 28 anos depois de sua última aparição e entregar uma ótima evolução da personagem. Ao mesmo tempo que vemos traços da personalidade perturbada de Sarah Connor, o senso de humor ranzinza e ácido, mas vemos também uma mulher destruída pela guerra e as tragédias que cercam sua vida, e quando ela está em ação é capaz de demonstrar todo o lado badass da personagem.

O roteiro deixa a desejar em diversos diálogos cafonas, algumas piadinhas fora de hora, mas corrige os rumos da franquia, concluindo o arco de alguns personagens e criando um caminho novo a ser explorado nas futuras sequências.

Desde o início da série de filmes em 1984, os principais aspectos de Exterminador do Futuro estão nos Efeitos Visuais e as cenas de ação. É muito difícil no cenário atual em que animais são feitos de maneira tão realista como em Mogli e O Rei Leão, surpreender o público com efeitos que dão o aspecto de novidade, como a franquia fez em 1991 quando o Exterminador se transforma em algo líquido capaz de sobreviver a tiros e atravessar grades, os efeitos de hoje são tão realistas quanto os daquela época, as máquinas parecem assustadoras na primeira vez que aparecem em cena, mas ao longo das duas horas de produção, o impacto não é tão forte. Já as cenas de ação deixam a desejar, não no quesito entretenimento, mas sim na questão da novidade, a franquia precisava de algo novo que fosse além de sua história e não entrega, nem mesmo faz questão de tentar coreografias inéditas ou novas formas do Exterminador agir, tudo que está em cena já foi visto em outros longas da franquia, até mesmo nos que passam a serem ignorados nessa nova linha do tempo.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio funciona bem para resolver algumas pontas soltas da franquia, dar um novo rumo para a série de filmes criada por James Cameron, mas nem mesmo o forte apelo nostálgico é capaz de fazer a obra se equiparar a seus antecessores do século passado. Em comparação a outros filmes agora esquecidos pela franquia, não é muito melhor que O Exterminador do Futuro: A Salvação, ou o seriado Terminator: The Sarah Connor Chronicles, mas ao menos tem cara de Exterminador do Futuro, coisa que o quinto filme da série não tinha.



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