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“Mostra de Cinema Polonês” celebra 100 anos da Reconquista da Independência

A seleção traz um amplo olhar temático e diversidade de estéticas, percorrendo períodos históricos, a partir do ponto de vista de diferentes gerações. As obras podem ser divididas em três épocas: a Polônia sob as partições, a Segunda Guerra Mundial e a República Popular da Polônia comunista.
O Pianista

De 08 a 15 de dezembro, a Cinemateca Brasileira exibe oito títulos poloneses na Mostra de Cinema Polonês, que faz parte da celebração mundial do centenário da reconquista da independência da Polônia. Os filmes, que já passaram pela Europa, América do Norte, Ásia e Oceania, chegam ao país possibilitando ao público brasileiro conhecer um pouco do cinema histórico polonês.

A seleção traz um amplo olhar temático e diversidade de estéticas, percorrendo períodos históricos, a partir do ponto de vista de diferentes gerações. As obras podem ser divididas em três épocas: a Polônia sob as partições, a Segunda Guerra Mundial e a República Popular da Polônia comunista.

O espectador vai entender que a arte cinematográfica serviu como forma de protesto e foi crucial na luta pela independência da Polônia. O filme “Cinzas e Diamantes” (1958), de Andrzej Wajda, é um verdadeiro marco do cinema polonês e usa uma linguagem artística cheia de símbolos e metáforas para conseguir driblar a censura. O “O Homem de Mármore” (1976), outro longa de Wajda, é um exemplo de cinema político e rebelde, retratando sem medo a realidade do regime socialista. A indicação ao Oscar recebida por “Terra Prometida” (1974), também de Wajda, e por “Dias e Noites”, de Jerzy Antczak (1975), comprovam o valor do cinema polonês do período. O primeiro filme conta a história de três amigos na Polônia industrial do final do século XIX, que sonham em montar uma fábrica de tecidos para fazer fortuna, enquanto o segundo narra, do ponto de vista feminino, a vida de uma típica família da burguesia polonesa entre 1863 e 1914.

Os dois longas que tratam da Segunda Guerra Mundial, “O Pianista” (2002), de Roman Polanski, e “Volínia”, de Wojtek Smarzowski (2016), não poderiam ter sido filmados antes da queda do muro de Berlim, pois seus temas eram tabus durante o período da República Popular da Polônia. A história dos judeus durante a guerra era um tema proibido e o massacre na Volínia até hoje desperta controvérsias.

Varsóvia 44”, de Jan Komasa, conta a história do Levante de Varsóvia, da resistência da juventude e dos sacrifícios por seus ideais e pela pátria, em uma produção cinematográfica moderna. O mais recente título da Mostra, “Guerra Fria” (2018), de Paweł Pawlikowski, melhor direção em Cannes deste ano, conta a história de um amor impossível, nos tempos difíceis da década de 1950, com ritmos de música e sofisticadas cenas de dança folclórica ao fundo.


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