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Especial Oscar 2017 – Análise e Previsões da Premiação

Como todo Louco por Filmes adora uma especulação de premiações, fizemos um texto para analisar as chances de cada candidato de acordo com seu histórico em premiações e campanhas.
Especial Oscar 2017 – Análise e Previsões da Premiação

No início do ano sempre acontece uma das noites mais esperadas pelos Loucos por Filmes: a cerimônia de entrega do “Oscar”. Desde o início da temporada de premiações (que começa no último trimestre do ano anterior), todos os cinéfilos ficam em polvorosa pelas especulações dos filmes e artistas que serão indicados ao prêmio.

É importante frisar que o “Oscar” é uma cerimônia de premiação do cinema mundial. Não devemos confundir com festivais, como os que acontecem em Sundance, Cannes, Berlim, Veneza e tantos outros. A cerimônia é fomentada pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, fundada em 1927, em Los Angeles. A Academia foi fundada por Louis B. Mayer, um dos mais influentes produtores de cinema da história, promotor do “Star System” de Hollywood e um dos fundadores do famoso estúdio MGM (Metro-Goldwyn-Mayer, aquele do leão lembra!?).

Não é exagero falar que o evento pode ser considerado o mais prestigioso e influente do mundo relacionado à indústria cinematográfica; além de ser um dos maiores eventos televisivos do planeta, sendo transmitido ao vivo para mais de 200 países simultaneamente.

No entanto, sabe-se que a premiação não prestigia necessariamente o “melhor”, e sim o que “menos desagradou”. O próprio sistema de votação já nos denuncia isso. De forma BEM resumida, a votação funciona da seguinte forma: os votantes não escolhem apenas seu preferido, mas sim, criam uma escala de preferência entre os concorrentes; ou seja, a opção que mais aparece nas primeiras posições ganha, independente se ela aparecer mais na primeira posição (embora tenha seu peso).

Por esse motivo que filmes insossos como O Discurso do Rei, e até filmes menos marcantes, como Argo e Spotlight – Segredos Revelados (apesar de muito bons), ganham o Oscar de Melhor Filme a frente de outros infinitamente mais interessantes e progressistas como Cisne Negro, A Rede Social e A Origem (que foram concorrentes de O Discurso do Rei); Django Livre e Amor (concorrentes de Argo); Mad Max: Estrada da Fúria e A Grande Aposta (concorrentes de Spotlight). Filmes mais desafiadores têm mais chance de desagradar alguns votantes mais “tradicionalistas”, o que aumenta suas chances de serem classificados nos últimos lugares da lista.

Sem falar que devemos levar em consideração que no Oscar há MUITA política, e isso também interfere muito na decisão dos votantes. Por exemplo, em 2013, quando Jennifer Lawrence ganhou o Oscar de Melhor Atriz por O Lado Bom da Vida, todos gritaram em uníssono que a atuação da recentemente falecida Emmanuelle Riva em Amor era infinitamente mais complexa, desafiadora e bem-sucedida. Porém, prestigiar uma jovem atriz promissora, internacionalmente conhecida, que já havia sido indicada ao Oscar antes, e que havia feito campanha em praticamente todos os talk-shows famosos dos EUA, faria o voto “valer” mais. Quanto mais os concorrentes permanecem na memória dos votantes e na grande mídia, mais eles terão chances de vencer.

Sim, no Oscar há campanhas quase iguais às propagandas políticas em época de eleição. Um caso vergonhoso foi o da campanha que a própria Melissa Leo realizou para vencer o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por O Vencedor em 2011. Na ocasião, ela criou vários anúncios, que mais pareciam fotos de divulgação de modelo, com imagens dela mesma ostentando riqueza; em contraste completo com a personagem pela qual estava concorrendo. Nesse ano ela quase perdeu o Oscar para a novata Hailee Steinfeld por Bravura Indômita. Sorte que ela é, realmente, uma excelente atriz.

E se na política há MUITA propaganda desleal e difamatória, no Oscar não seria diferente. Harvey Weinstein, um dos grandes produtores da Hollywood atual, é bastante conhecido por promover seus filmes gastando milhões de dólares com festas e manipulando notícias (algo que a Academia vem combatendo aos poucos). No caso de O Artista, por exemplo, o dinheiro que Weinstein gastou na campanha foi maior que o orçamento do filme (!) – o longa ganhou cinco Oscars, incluindo Melhor Filme, Diretor e Ator, em 2012. Já na premiação de 2002, o produtor acabou arquitetando polêmicas midiáticas envolvendo a vida pessoal do matemático John Nash (cuja história foi adaptada em Uma Mente Brilhante), para tentar denegrir o filme e aumentar as chances do seu candidato, Entre Quatro Paredes. E como esquecer da campanha GIGANTESCA feita ao redor de Shakespeare Apaixonado? Que resultou na esnobada ao superior O Resgate do Soldado Ryan na categoria Melhor Filme; e à atuação de Fernanda Montenegro em Central do Brasil (indicada por pelos críticos como a melhor concorrente), quando Gwyneth Paltrow ganhou como Melhor Atriz.

Uma boa dica para prever os vencedores do Oscar é seguir as premiações dos sindicatos (de produtores, atores, roteiristas, diretores etc). O fato se dá porque os votantes da Academia, de cada categoria específica, e dos sindicatos são geralmente os mesmos. Portanto, se determinado filme ou artista foi vencedor no sindicato, possivelmente ele sairá vencedor no Oscar também. Um exemplo: nos últimos dez anos, a premiação do PGA (Sindicato dos Produtores da América) coincidiu NOVE vezes com o resultado de Melhor Filme do Oscar.

Outros eventos, como as premiações de associações de críticos (Washington, Nova York, Boston, Detroit, Critic’s Choice etc) também podem servir um pouco como termômetro, já que os votantes da Academia sempre ficam de olho no prestígio que os colegas estão recebendo em prêmios de estudiosos especializados. Já em relação ao Globo de Ouro e BAFTA podem esquecer, pois os votantes são completamente diferentes. No caso do Globo de Ouro é ainda pior, já que essa premiação possui um histórico escabroso de compra de votos e corrupção.

Enfim, acredito que já deu para perceber que, infelizmente, nem sempre é o melhor que vence no Oscar. Há diversas outras variantes envolvidas na escolha dos vencedores. No entanto, é sempre importante apoiarmos essa premiação da Academia, afinal ela promove e celebra internacionalmente essa arte tão querida por nós, além de angariar fundos para que façam trabalhos de restauração, arquivamento e manutenção de obras da sétima arte e valorizem sua história (dizem que visitar a Academia, e ver o trabalho de valorização da história do cinema, é algo IMPRESSIONANTE).

Inclusive, a edição do Oscar desse ano nos trouxe algumas gratas surpresas: pela primeira vez, em todas as categorias principais há artista negros concorrendo; sendo que a de melhor atriz coadjuvante traz uma maioria de atrizes negras. Além disso, temos o fato inédito de um diretor de fotografia negro concorrendo na categoria. Pelo visto, as mudanças ocorridas na seleção de votantes da Academia após a polêmica do #Oscarsowhite gerou resultados.

Mas como todo Louco por Filmes adora uma especulação de premiações, fizemos um texto para analisar as chances de cada candidato de acordo com seu histórico em premiações e campanhas. IMPORTANTE: O texto não indicará, necessariamente, nossos favoritos ou os que mais merecem o prêmio, mas sim, os que terão mais chances de vencer.

Serão analisadas as principais categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz, Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator Coadjuvante, Melhor Roteiro Original e Melhor Roteiro Adaptado; além da categoria de Melhor Filme de Animação.


Melhor Filme

A disputa de Melhor Filme está principalmente entre La La Land e Moonlight. Se formos considerar o prestígio dos filmes em relação à temporada de premiações, o musical de Damien Chazelle ganha (74 prêmios, contra 62 de Moonlight). Moonlight traz um comentário social pungente, além de trazer um protagonista homossexual, que poderia dar forças ao filme (principalmente pela vergonha que a Academia passou em 2006 ao premiar Crash – No Limite e esnobar o superior, e mais importante, O Segredo de Brokeback Mountain). Conta como ponto favorável a Moonlight, também, a polêmica criada acerca de um personagem branco de La La Land querer “salvar” o jazz, estilo musical tradicionalmente negro.

No entanto, devemos levar em consideração toda a aura nostálgica da Era de Ouro de Hollywood com a qual La La Land foi criado; e se há uma coisa que a Academia ADORA é premiar um filme que enaltece o próprio ofício do cinema. Fora que o filme é realmente deslumbrante e efetivo em suas emoções, além de ter vencido o prêmio do sindicato de produtores (PGA). Portanto, é mais provável que La La Land vença essa disputa.

É uma pena que o BELO A Chegada não tenha chances, já que seria uma excelente oportunidade de a Academia demonstrar que reconhece, também, o valor de filmes do gênero fantástico (nunca vou perdoá-los por esquecerem o talento de George Miller em Mad Max – Estrada da Fúria no ano passado). Desde que O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei venceu em 2004, nunca mais um filme de gênero foi laureado. Tudo piorou em 2009, quando dois dos melhores filmes do ano anterior (Batman – O Cavaleiro das Trevas e Wall-e) nem foram indicados aos prêmios principais. Foi só a partir dessa injustiça que a Academia resolveu estender os indicados a melhor filme a até 10 exemplares (como era no início da premiação).

Se houver alguma surpresa na premiação, com exceção de Moonlight vencer sobre La La Land, seria uma possível vitória de Estrelas Além do Tempo. Além de ser um sucesso de crítica, o filme tem ganhado fôlego na disputa por ter vencido o prêmio de Melhor Elenco na premiação do Sindicato de Atores (SAG), além de ser um sucesso de bilheteria até maior que La La Land. Devemos considerar também que, assim como Moonlight, o filme poderia ser mais considerado como forma de combater a polêmica do #OscarsoWhite do ano passado. E em tempos de Donald Trump, ver premiado um filme que reconhece a força das mulheres negras que foram membros fundamentais da evolução da NASA (forte símbolo estadunidense), seria algo absurdamente satisfatório.


Melhor Diretor

  • Barry Jenkins – Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
  • Dennis Villeneuve - A Chegada
  • Kenneth Lonergan - Manchester à Beira Mar
  • Mel Gibson - Até o Último Homem
Damien Chazelle é a aposta mais óbvia, já que angariou 10 prêmios de direção por La La Land em toda a temporada de premiações, inclusive o prêmio do sindicato de diretores (DGA). Garoto prodígio do cinema atual, Chazelle já estava na mira da Academia desde que estreou em longa metragens com o sensacional Whiplash (que venceu três Oscars). Sua direção em La La Land é realmente genial. Além de criar excelentes momentos musicais, Chazelle imprime muito ritmo a todo o seu filme, conseguindo transitar entre momentos de mais energia e entusiasmo com outros mais delicados e introspectivos de forma completamente fluida. Sem contar o apuro estético belíssimo e sua PAIXÃO declarada pela Hollywood clássica.

É importante destacar que Mel Gibson está fora do radar, já que, apesar de diretor talentoso, as polêmicas antissemitas, racistas e misóginas da figura ainda são muito patentes. Da mesma forma, Dennis Villeneuve também não deve ganhar, já que sua indicação parece mais um pedido de desculpas por ter sido esnobado dois anos consecutivos por seu trabalho nos incríveis Os Suspeitos e Sicario, do que exatamente por A Chegada em si (apesar do trabalho ESTUPENDO).

Já Kenneth Lonergan e Barry Jenkins não tem exibido tanta força de reconhecimento na categoria de direção (embora mereçam, muita) quanto Damien Chazelle.


Melhor Atriz

  • Emma Stone - La La Land: Cantando Estações
  • Isabelle Huppert - Elle
  • Meryl Streep – Florence: Quem é Essa Mulher?
  • Natalie Portman - Jackie
  • Ruth Negga - Loving
Pelo visto Amy Adams vai se tornar a nova “Leonardo DiCaprio” (que comecem os memes), já que a atriz foi esnobada não só por seu fenomenal trabalho em A Chegada, como também em Animais Noturnos (completamente esnobado). Shame on You Academia!

Dito isso, a categoria de Melhor Atriz é uma das mais duvidosas da noite. Apesar de Emma Stone ter vencido o prêmio do Sindicato de Atores (SAG) e mais quatro prêmios por sua atuação; dos 15 prêmios que Elle conseguiu durante a temporada, 10 foram para atuação da veterana francesa Isabelle Huppert; lembrando que ela não pôde ser indicada ao SAG Awards por não ser membro desse sindicato estadunidense.

Por um lado, a Academia gosta de privilegiar jovens talentos promissores (lembrar das recentes Jennifer Lawrence, Brie Larson, Anne Hathaway e Alicia Vikander); por outro lado, Huppert é EXTREMAMENTE respeitada pelos colegas por seu talento ilimitado e sua filmografia invejável. E se levarmos em consideração que Elle não teve indicação a Melhor Filme Estrangeiro, a premiação de Huppert poderia simbolizar, não só seu impressionante trabalho, como também o filme e o diretor Paul Verhoeven. Além disso, o longa traz uma mensagem de empoderamento feminino nada óbvio e desafiador. Nesse caso, eu apostaria em Isabelle Huppert como a favorita.

Pelo buzz, Natalie Portman e Ruth Negga correm por fora, enquanto Meryl Streep está aqui somente para cumprir protocolo. Apesar de a veterana estar bem (como sempre) em Florence Foster Jenkins, Amy Adams merecia MUITO MAIS essa posição por qualquer um dos seus dois filmes.


Melhor Ator

  • Andrew Garfield – Até o Último Homem
  • Casey Affleck – Manchester à Beira Mar
  • Denzel Washington – Um Limite Entre Nós
  • Ryan Gosling - La La Land: Cantando Estações
  • Viggo Mortensen – Capitão Fantástico
Até o dia da premiação do SAG Awards essa era a categoria mais óbvia: Casey Affleck iria ganhar o Oscar. Porém, quando Denzel Washington venceu o SAG Awards de Melhor Ator o jogo virou, e essa se tornou uma categoria tão duvidosa quanto a de Melhor Atriz.

Tudo indica que Affleck perdeu muito de seu fôlego na corrida pelo prêmio pelo ressurgimento dos processos por abuso sexual que sofreu por duas colegas de trabalhos enquanto dirigia o filme Eu Ainda Estou Aqui. Uma situação BEM complicada, já que, apesar de ter desempenhado um trabalho notoriamente FANTÁSTICO e superior ao de seu colega Washington (que foi muito criticado por ser demasiado teatral em sua interpretação), o fato de premiar um homem envolvido em tais escândalos poderia gerar duras críticas à Academia. Nem todos os votantes vão conseguir separar o peso do desempenho do ator, de sua vida pessoal.

A força de Denzel Washington deve-se também ao fato de ele ter não só atuado, como também dirigido e produzido o filme. E se formos pegar Dança com Lobos e Coração Valente como exemplos, a Academia adora premiar artistas que se dividiram em diversas funções em um mesmo filme. Portanto, eu colocaria Washington como o favorito.

Andrew Garfield e Viggo Mortensen correm por fora, enquanto a indicação de Ryan Gosling também foi uma injustiça contra o superior desempenho de Joel Edgerton em Loving.


Melhor Atriz Coadjuvante

  • Michelle Williams – Manchester à Beira-Mar
  • Naomie Harris – Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Nicole Kidman - Lion: Uma Jornada para Casa
  • Octavia Spencer – Estrelas Além do Tempo
  • Viola Davis – Um Limite Entre Nós
NÃO TEM PARA NINGUÉM! Dessa vez a MARAVILHOSA Viola Davis (que já venceu 14 prêmios pelo mesmo papel) vai sair vencedora da premiação. Além de ser a atriz negra a ser mais vezes indicada ao Oscar durante toda a história da premiação (também foi indicada por Dúvida e Histórias Cruzadas), Davis tem exibido interpretações invejáveis em todos os seus trabalhos. Além disso, a atriz foi laureada com o Emmy Awards e o Tonny Awards há poucos anos. E se vocês acham que a Academia vai deixar de prestigiar Davis com um Oscar para completar sua “trinca” de prêmios de atuação, vocês estão muito enganados!


Melhor Ator Coadjuvante

  • Lucas Hedges – Manchester à Beira-Mar
  • Mahershala Ali – Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Dev Patel - Lion: Uma Jornada para Casa
  • Jeff Bridges – À Qualquer Custo
  • Michael Shannon – Animais Noturnos
Juntamente com a categoria de atriz coadjuvante essa será uma das premiações mais óbvias da noite. Por mais que eu gostaria de ver o GRANDE Michael Shannon sair premiado (principalmente após não ser lembrado por atuações impressionantes como em Possuídos, O Abrigo e 99 Casas), não há dúvidas que o vencedor será Mahershala Ali (vencedor de incríveis 15 prêmios durante a temporada).

Apesar de ter sido extremamente elogiado também, Jeff Bridges já possui um Oscar e muito prestígio. Enquanto Dev Patel e Lucas Hedges não estão sendo muito considerados.


Melhor Filme de Animação

  • Kubo e as Cordas Mágicas
  • Minha Vida de Abobrinha
  • Moana – Um Mar de Aventuras
  • A Tartaruga Vermelha
  • Zootopia – Essa Cidade é o Bicho
Conforme vem se provando durante os anos (Detona Ralph, Frozen, Operação Big Hero), o estúdio de animação da Disney (sem contar a Pixar) vem merecendo muito reconhecimento pelo seu amadurecimento, inovações de abordagem temática e técnica. Esse ano ela concorre com duas ótimas obras: Zootopia e Moana, sendo que o vencedor será possivelmente o primeiro (inclusive, vencedor do PGA).

Zootopia não só é um excelente filme, como também traz uma mensagem importantíssima e atual sobre intolerância e discurso de ódio (mais uma vez, um contexto interessante e urgente em tempos de Donald Trump).

Porém, eu não me surpreenderia de ver Kubo e as Cordas Mágicas premiado, já que possui 10 prêmios (contra 11 de Zootopia); fora que o estúdio Laika é um querido da Academia.


Melhor Roteiro Adaptado

  • Allison Schroeder e Theodore Melfi - Estrelas Além do Tempo
  • August Wilson - Um Limite Entre Nós
  • Barry Jenkins - Moonlight: Sob a Luz do Luar
  • Eric Heisserer - A Chegada
  • Luke Davies - Lion: Uma Jornada para Casa
Esse será um dos prêmios mais difíceis de prever, já que no prêmio do Sindicato de Roteiristas (WGA) o roteiro de Moonlight e A Chegada concorriam em categorias separadas (Moonlight como Roteiro Original), saindo ambos vencedores. Já no Oscar, ambos estão concorrendo juntos.

De qualquer forma, já é praticamente certeza que Moonlight seja reconhecido na categoria de ator coadjuvante, enquanto a categoria de roteiro é a única que poderia trazer algum reconhecimento substancial para o sucesso indiscutível de A Chegada. Portanto, considero esse último o favorito.


Melhor Roteiro Original

  • Damien Chazelle - La La Land: Cantando Estações
  • Kenneth Lonergan - Manchester à Beira Mar
  • Mike Mills – Mulheres do Século 20
  • Taylor Sheridan - À Qualquer Custo
  • Yorgos Lanthimos e Efthimis Filippou – O Lagosta
Embora o sucesso de La La Land seja absoluto, o filme deve mais à sua direção completamente inspirada que ao roteiro (que possui alguns chavões já conhecidos do cinema). Já Manchester à Beira Mar é o contrário, apesar de uma direção cheia de poesia, sua força principal vem do roteiro, do desenvolvimento dos personagens, dos diálogos e do destino dos mesmos. E se considerarmos que Casey Affleck perdeu (MUITO) as chances de vencer o Oscar de Melhor Ator, talvez a categoria de roteiro seja a única forma de reconhecer o belo filme de Kenneth Lonergan em alguma categoria principal (assim como A Chegada). A aposta fica para Manchester à Beira Mar.

E vocês amigos Loucos por Filmes? Quais as apostas de vocês? Aproveitem o espaço de comentários abaixo para darem suas opiniões.

Com apresentação Jimmy Kimmel, o Oscar será transmitido ao vivo neste domingo, 26 de fevereiro, pela ABC Television Network.


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