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Governo brasileiro pede remoção do longa “Lindinhas” e investigação à Netflix

O governo de Jair Bolsonaro pediu na segunda-feira (21/9) a suspensão das exibições locais do filme francês “Lindinhas” (Cuties) e uma investigação
Lindinhas


O governo de Jair Bolsonaro pediu na segunda-feira (21/9) a suspensão das exibições locais do filme francês “Lindinhas” (Cuties) e uma investigação sobre a Netflix por supostamente oferecer “pornografia infantil” e um filme com cenas “simulando práticas sexuais” aos público. O pedido foi encaminhado à Coordenação da Comissão Permanente da Infância e da Juventude da Procuradoria-Geral da República do Estado do Rio Grande do Sul.

O longa-metragem, disponibilizado pela plataforma de streaming desde setembro, é acusado de promover a sexualização dos protagonistas. O filme gira em torno de um grupo de meninas de 11 anos que fazem parte de um coletivo de dança.

Em ofício, o Secretário Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha, afirma que a produção traz pornografia infantil e cenas múltiplas enfocando partes intimas das meninas. Solicitou a verificação da “Responsabilidade pelo fornecimento e distribuição de conteúdo pornográfico envolvendo crianças” .

Por esses motivos, esta Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, vê com extrema preocupação a perpetuação do referido conteúdo retratado, que longe de ser entretenimento ou liberdade de expressão, na verdade, afronta e enfraquece a norma nacional de proteção à criança e ao adolescente, além de ser uma apologia ao crime de pornografia infantil, caso em que requer a atuação desta Comissão Permanente da Infância e da Juventude”, afirma no documento.

A carta destaca ainda que pornografia infantil é entendida pelo ECA como “qualquer situação que envolva criança ou adolescente em atividade sexual explícita, real ou simulada, ou a exibição de órgãos genitais de criança ou adolescente para fins primordialmente sexuais”.

Sobre o assunto, a ministra Damares disse que o governo tomará todas as medidas cabíveis para impedir o filme.

Meninos, meninas e adolescentes são o bem mais precioso e vulnerável da nação. É do interesse de todos nós impedir qualquer conteúdo que coloque crianças em risco ou as exponha à erotização precoce. O governo do presidente Jair Bolsonaro não vai parar nessa luta”, disse.


O filme estreou no dia 9 de setembro. Em agosto, semanas antes do lançamento da produção, a Netflix mudou a sinopse e mudou o pôster usado para divulgar “Lindinhas” após críticas nas redes sociais.

A sinopse do filme dizia: “Amy, 11, é fascinada por uma equipe de twerk. Na esperança de se juntar a ela, ela começa a explorar sua feminilidade, desafiando as tradições de sua família.” Agora diz que a produção é sobre uma menina de 11 anos chamada Amy, que “começa a se rebelar contra as tradições familiares conservadoras e encontra seu lugar em um grupo de dança da escola”.

A empresa se desculpou pela publicação do material. Segundo a plataforma, as peças não representavam corretamente o filme.

Pedimos desculpas pela arte [pôster] inadequada que usamos para o filme 'Cuties'. Estava errado e a arte não representava corretamente o conteúdo desse filme francês que ganhou 1 prêmio no Festival de Sundance” , disse a Netflix no Twitter.

Quando o filme foi ao ar, a hashtag #CancellNetflix passou a figurar entre os tópicos mais comentados pelos usuários do Twitter.

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