Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegue aqui

Crítica: Jumanji - Próxima Fase

No geral Jumanji: Próxima Fase diverte na mesma medida de seu antecessor, mas desliza ao se explicar novamente e ao cometer equívocos do primeiro longa, é como se o longa não aprendesse com os erros do passado, algo pouco condizente com a temática de vídeo game abordada na obra.
Jumanji - Próxima Fase

Dois anos após a estreia surpreendente do reboot/sequência de 1995, Jumanji: Próxima Fase chega aos cinemas trazendo as mesmas características de seu antecessor, apostando as vezes até no mesmo tipo de humor, mas trazendo pequenos novos elementos à jornada dos personagens.

Depois das aventuras vividas no longa anterior e ao sair do colégio para ingressar na vida universitária, os jovens Spencer (Alex Wolff), Martha (Morgan Turner) Bethany (Madinson Iseman) e Fridge (Ser'Darius Balin) seguem suas vidas tentando sempre manterem em contato, as coisas porém não caminham bem para Spencer, seu relacionamento com Martha não está nas melhores condições, seu trabalho em Nova Iorque não é o esperado, e diante das circunstâncias, o garoto decide reviver seus dias de glória como Dr. Bravestone (Dwayne 'The Rock' Johnson) e encontra uma maneira de retornar ao mundo de Jumanji, seus amigos então se juntam para resgatar o amigo de dentro do jogo.

O primeiro ato da nova aventura não se distancia do esquema já estabelecido no primeiro longa, focando principalmente na vida de Spencer, o longa apesar de ter sido um sucesso de público, gasta boa parte de seus minutos iniciais explicando novamente as regras do jogo para a audiência. O recurso quase chega a ficar cansativo, não fosse a introdução de novos personagens para a trama, mas até mesmo essas novas personalidades se tornam um pouco enfadonhas dentro de um cenário repetitivo deste ato inicial.

Quando a aventura enfim tem início, as novas adições e mudanças nas personalidades dos avatares do game se tornam hilárias, gerando momentos muito bons de humor. Novamente o grande destaque fica a cargo do carismático The Rock que entrega um personagem completamente diferente do que visualmente ele apresenta. Se na versão anterior ele encarna um geek solitário, na nova versão, o Dr. Bravestone é mais rabugento, mais confiante, mas ao mesmo tempo completamente perdido dentro do universo em que está.

O único avatar que não muda quem os controla é a personagem Ruby Roundhouse (Karen Gillan), ainda sendo a versão de Martha dentro do jogo, a personagem tem a função de passar sobriedade para a trama, enquanto Frigde reclama de ter se tornado o Professor Shelly Oberon (Jack Black), Martha tenta contornar os problemas e explicar aos novos participantes como devem prosseguir em sua missão de resgate.

O filme foca novamente na questão da amizade e a importância de poder contar e estar com seus amigos, na primeira versão, os jovens se conheciam melhor e se aceitavam dentro do jogo criando um forte laço de amizade e companheirismo, aqui em Próxima Fase, todos revitalizam suas conexões fraternas e evoluem suas relações nessa segunda parte da franquia.

Mesmo utilizando o jogo para resolver os conflitos dos personagens, alguns deles ficam completamente escanteados, a trama cheia de personagens deixa muitos deles praticamente sem uma função relevante para o enredo. O exemplo mais claro disso é o personagem de Jackson Seaplane McDonough (Nick Jonas) que não aparece em boa parte da obra, e depois de seus primeiros momentos some ou não contribui para o restante das cenas, incluindo um trecho bem sem graça para mostrar o personagem novamente com apenas uma vida restante.

O vilão Jurgen O Brutal interpretado por Rory McCann (Game of Thrones) é novamente sem motivação e sem sal, completamente dimensional, a trama até tenta justificar a sua falta de desenvolvimento, mas não evolui em nada os erros cometidos por seu antecessor. Quem dera esse fosse o único problema na estrutura da trama. Por exemplo, um determinado personagem tem uma fraqueza que dentro do filme dura pouco mais de 20 segundos de cena, sendo irrelevante para tudo que estava sendo construído. O excesso de ação e falta nos tempos de respiro para o desenvolvimento, causa também uma falta de emoção nos momentos que deveriam trazer um sentimento mais profundo para a obra, a direção de Jake Kasdan empilha cenas de ação uma atrás da outra dando um tom de urgência para o longa, mas tirando completamente a sutileza de detalhes.

Entre as novas adições da história, se sobressaem as presenças de Awkawfina interpretando a ladra Ming Fleetwood, Danny DeVito que vive o rabugento avô de Spencer, Eddie Galpi, e por fim Danny Glover interpretando Milo Walker, que se torna hilário pela maneira calma e pensativa com que se comunica.

No geral Jumanji: Próxima Fase diverte na mesma medida de seu antecessor, mas desliza ao se explicar novamente e ao cometer equívocos do primeiro longa, é como se o longa não aprendesse com os erros do passado, algo pouco condizente com a temática de vídeo game abordada na obra.




Deixe sua opinião:)

Mostrar comentários 💬