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Crítica: Brinquedo Assassino

A era dos reboots/remakes chegou, de fato, para todos, e o emblemático boneco Chucky não escapou dessa repaginada pelas mãos do diretor Lars Klevberg.
Brinquedo Assassino

Se há alguns anos alguém dissesse que um dos nomes mais simbólicos do terror slasher ganharia uma versão mais “leve”, menos assustadora e que apostasse numa tentativa de adaptar a paranormalidade ao melhor estilo Black Mirror, muitos não acreditariam. Mas a era dos reboots/remakes chegou, de fato, para todos, e o emblemático boneco Chucky não escapou dessa repaginada pelas mãos do diretor Lars Klevberg.

O enredo segue pouco da premissa original, já que busca inserir ao máximo a história que conhecemos do boneco no contexto tecnológico do século XXI. Andy (Gabriel Bateman) é o típico adolescente protagonista com dificuldades de se enturmar, com uma mãe solteira que tem dificuldades de compreender o filho e acredita que mudar para uma nova cidade é uma boa oportunidade para um bom recomeço. Karen (Aubrey Plaza) trabalha em um supermercado, onde acompanha a recente febre de vendas do boneco Buddy, um pequeno androide capaz de se tornar o companheiro ideal para crianças, e interagir com todos os aparelhos tecnológicos da casa. Preocupada com a falta de amigos do filho, a mãe decide presenteá-lo com o boneco, o qual inicia a trama de forma simpática e amigável, e aos poucos vai desenvolvendo um afeto obsessivo e possessivo por Andy.

Antes de mais nada, é importante se atentar ao fato de que nenhum dos longas da franquia original jamais teve a intenção de se levar a sério. Desde o Brinquedo Assassino de 1988, a ideia dos produtores com Chucky sempre foi levar para as telas histórias que fossem mistos do horror com a comédia, chegando a níveis absurdos de “comédia pastelão” com sequências como O Filho de Chucky, de 2004.

Com isso em mente, é possível entender a proposta do novo longa, que se situa bem mais num local entre o drama e a comédia do que, de fato, no horror. Há uma tentativa de abordagem sobre nossa obsessão com tecnologia, mas o filme não chega a – tentar – ser profundo. Resume-se como um bom entretenimento de 90 minutos, capaz de fazer rir e até causar alguns bons sustos.

A evolução de Chuck de robô defeituoso para brinquedo assassino diabólico acontece de forma gradativa e convincente, e é seguro dizer que a exclusão dos fenômenos naturais da história não chega a fazer falta. O novo boneco pode não chegar num nível tão assustador quanto o anterior, mas cumpre bem o seu papel através de uma performance excelente de Mark Hamill. Junte a isso a existência de sequências nojentas e originais de assassinatos ao longo da história, e o resultado é um programa satisfatório para fãs de horror slasher se divertirem numa tarde de sábado.

É importante destacar também que o núcleo protagonista, embora com personalidades genéricas, funciona bem e transparece emoções. Somos, de fato, convencidos pelo afeto existente entre a mãe e filho de Plaza e Bateman, e levados a torcer pela família com o decorrer da história.

Embora ainda não haja indícios de uma continuação a caminho, o novo “Chucky Black Mirror” é perfeitamente capaz de se comunicar com essa nova geração, trazendo de volta em definitivo a saga do brinquedo mais temido dos anos 80.




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