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Crítica #2 | Homem-Aranha: Longe de Casa

Vale destacar que a cena pós-créditos, pela primeira vez em tantos anos, acrescenta de fato algo à história, fazendo sentido para qualquer tipo de público, e deixando qualquer um ansioso para o próximo capítulo do herói de Nova Iorque nos cinemas.
Homem-Aranha: Longe de Casa

Após o grandioso evento que foi Vingadores: Ultimato (tanto em questão de bilheteria quanto em questão de potencial para o MCU), já era de se esperar que a sequência do Homem Aranha de Tom Holland trouxesse para os fãs da Marvel um “acalmar de ânimos”, saindo do clima estrondoso pós-apocalíptico repleto de tensão, e voltando para uma pegada leve e descontraída. Dessa forma, não é possível dizer que a nova aventura do herói da vizinhança decepciona, já que nos entrega o mesmo a que o primeiro longa se dispôs em 2017.

Ao lado de seus amigos do colégio, e lidando com as consequências emocionais da recente perda de seu tutor Tony Stark, assim como os efeitos pós-Ultimato, Peter Parker (Holland) parte numa excursão da escola pela Europa, onde descobrirá que as responsabilidades de um herói o acompanharão por onde quer que ele vá – como já dizia Tio Ben num outro universo.

O filme ganha pontos desde o início por mostrar que sabe como se equilibrar entre ser uma respirada do MCU e, ao mesmo tempo, funcionar como filme solo do herói. Nos primeiros minutos, o espectador já é ambientado – na sequência mais cômica do longa – nas consequências causadas na sociedade após o retorno do estalar de dedos de Thanos. Numa mesma jogada, uma explicação geral é didaticamente esclarecida, enquanto o clima específico do longa adolescente já se inicia “quebrando o gelo”.

Aos espectadores que desejem uma história madura com um enredo ousado, o longa é capaz de decepcionar. Entretanto, para aqueles com a consciência de que se trata de uma comédia romântica adolescente – com pinceladas de ação – a execução será melhor recebida.

O elenco de adolescentes é mediano, mas funciona. O destaque vai para Zendaya, que teve espaço para explorar a personagem MJ, ao contrário do primeiro filme, nos entregando uma jovem desajeitada, com doses de sarcasmo e ironia pontuais, e o realismo de uma adolescente insegura que fazem da garota, possivelmente, o melhor par romântico que nosso herói já teve nos cinemas.

Tom Holland continua brilhante, mas o roteiro e direção do longa deixam, por diversas vezes, o personagem um tanto apagado, como se, por mais que os conflitos do filme sejam relacionados com o herói, houvessem muitas pontas ligando-os a outros personagens que acabam roubando a cena. É o caso, por exemplo, de Mysterio, personagem de Jake Gyllenhaal, que entrega uma atuação tão coerente com o universo cinematográfico da Marvel, que parece que ele sempre esteve ali. Complexo de grandiosidade, preocupação com os indefesos e boas sacadas para piadinhas sem graça - Gyllenhaal apresenta tudo o que já vimos em deuses, humanos e playboys milionários nesses últimos 11 anos nas telonas – o que é repetitivo, mas ainda funciona no universo.

Assim, por mais que as escolhas de direção e roteiro pequem ao não fornecer subsídios para o desenvolvimento de Parker, o clima adolescente convence até mesmo na falha do protagonista sem real personalidade, visto que o herói é apresentado de forma tão genérica quanto um protagonista de comédia romântica da Netflix (o que seria um defeito em outro longa, mas não nesse).

Vale destacar que a cena pós-créditos, pela primeira vez em tantos anos, acrescenta de fato algo à história, fazendo sentido para qualquer tipo de público, e deixando qualquer um ansioso para o próximo capítulo do herói de Nova Iorque nos cinemas.



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