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Crítica: MIB: Homens de Preto - Internacional

A fragilidade das decisões tomadas pelo roteiro do longa não atingem o grande público uma vez que o humor e o carisma conseguem manter a obra num ritmo elevado, porém é inegável que a história que não emociona e não surpreende, é o elo mais fraco do filme.
MIB: Homens de Preto - Internacional

No século passado, mais precisamente no ano de 1997, um filme com Will Smith e Tommy Lee Jones adaptava uma das histórias em quadrinhos da Marvel e Malibu Comics, Os Homens de Preto, uma divisão policial secreta que cuida da segurança da Terra e de seres oriundos de outras galáxias que se abrigam no terceiro planeta do sistema solar.

Mais de vinte anos depois MIB: Homens de Preto ganha sua primeira versão sem seu ator mais carismático e aposta na química entre Chris Hemsworth (Thor) e Tessa Thompson (Thor: Ragnarok) para funcionar.

Ao invés da jornada do herói que se recusa participar da aventura, ou do escolhido que não aceita seu destino, MIB: Homens de Preto – Internacional aposta em uma protagonista buscando a todo tempo o seu espaço. A personagem de Tessa Thompson (Molly/Agente M) não se contenta com o fato de saber da existência da agência secreta, ou até de ser aceita em trabalhos muito bons na CIA e FBI, seu objetivo de vida é maior e vai persegui-lo até conseguir. Sua motivação é satisfatória, pois quando ainda era uma garotinha viu seus pais serem desneuralizador, deixando-a fascinada pelo grupo de agentes e por suas atividades, tentando sempre ser recrutada.

Do lado oposto da balança, não temos um agente ranzinza como fora Tommy Lee Jones, mas sim um galanteador cheio trapalhadas, mais ou menos um Senhor das Estrelas de Guardiões da Galáxia. O Agente H (Chris Hemsworth), apesar dos equívocos em suas missões, possui muito respaldo de seu chefe o Agente T (Liam Neeson), o crédito do personagem se deve a uma grande aventura em que ambos salvaram a Terra com um armamento básico da temida organização intergaláctica A Colméia. A trajetória de seu personagem para se redescobrir é válida, mas a impressão deixada é de que é mais importante seu carisma e humor do que propriamente seu desenvolvimento.

A química entre Hemsworth e Thompson já havia sido bem executada em Thor: Ragnarok, e aqui o senso de amizade entre os dois é igualmente satisfatório, o roteiro não força um romance entre os personagens, apenas um grande laço afetivo está em cena, vai além do casal e foca no Bromance, a decisão é coerente com a protagonista, além deixar a trama mais atual dando destaque para os objetivos profissionais e pessoais da personagem.

O enredo do longa é simplório, talvez um dos grandes problemas da obra não seja sua estrutura, pois ela possui algumas mudanças interessantes, mas sim a fragilidade das decisões tomadas pelo roteiro. Depois do Agente H ser designado para uma missão, a Agente M procura uma maneira de participar, após as coisas começarem a dar errado os dois precisam procurar por um possível infiltrado na MIB.

Não conseguimos sentir de verdade um peso muito grande nas atitudes nem dos heróis e nem dos vilões do filme. Apesar de algumas baixas ocorrerem, não vemos as personagens sentindo a perda ou se abatendo, mesmo sabendo da existência de uma missão maior, era de se esperar algum tipo de reação mais sentimental de seus personagens.

Apesar do carisma e do humor sustentarem a obra, MIB não consegue entregar uma história que cative como foi feito em 1997, mesmo se tratando de um universo conhecido do público, o reboot não apresenta a Agente M se deslumbrando com aquela realidade, não é perceptível a sensação de que estamos cercados por seres intergalácticos, mesmo que a personagem tenha estudado por muito tempo a existência da agência e as espécies extraterrestres, falta emoção dela para com as situações em que se envolve. Pra falar bem a verdade, faltam seres alienígenas no filme, eles estão presentes, mas parece um clubinho fechado, a escala é menor.

Além do elenco principal, a presença de Kumail Nanjiani é excelente, seu personagem é Pawny, ser minúsculo, mas que é um dedicado guerreiro, o humor de Pawny rende ótimas cenas e junto de Hemsworth e Thompson, formam o trio principal e as melhores performances do longa.

O contrário não pode ser dito do elenco de apoio, Liam Neeson parece subutilizado na obra, as participações têm seu charme, mas não acrescentam muito. O mesmo acontece com Emma Thompson, assim como todo o elenco, o charme e carisma da atriz estão presentes, a elegância como sua personagem se porta é magnetizante, porém é mais uma que está apenas cumprindo tabela.

A fragilidade das decisões tomadas pelo roteiro do longa não atingem o grande público uma vez que o humor e o carisma conseguem manter a obra num ritmo elevado, porém é inegável que a história que não emociona e não surpreende, é o elo mais fraco do filme. As cenas de ação não são bagunçadas ou barulhentas, mas são menos épicas e empolgantes do que se espera.




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