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Crítica: Brightburn - Filho das Trevas

Longa produzido por James Gunn pode ser um bom começo para uma série de filmes
Brightburn - Filho das Trevas

Como já havia sido pré-anunciado, Brightburn - Filho das Trevas, do diretor David Yarovesky, dá início a um novo gênero cinematográfico: o horror de super-herói. E isso se torna ainda mais evidente quando o nome do produtor do filme sobe nos créditos. James Gunn já é um dos gigantes de Hollywood, principalmente depois de ter dirigido, produzido e roteirizado filmes do UCM, como Guardiões da Galáxia, Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. De super-herói, portanto, o cara entende.

Só que em Brightburn, Brandon Breyer (Jackson A. Dunn) é um herói às avessas. Na verdade, ele é um mini Super-Homem do mal que, assim como Clark Kent, é igual aos humanos na aparência física e só pode ser machucado por material de seu próprio planeta. O que podemos dizer, entretanto, é que se o longa for o começo de uma série de filmes, foi muito bem, mas se pretendeu ser uma produção solo, deixou um pouquinho a desejar. vamos por partes.

Brightburn traz Elizabeth Banks (Jogos Vorazes - 2012-2016) no papel principal, um nome de peso que faz toda a diferença no resultado final. Ela interpreta Tori Breyer, personagem cujo sonho, junto com o marido Kyle (David Denman), era ter um filho. Seu desejo é atendido quando uma nave alienígena literalmente cai em seu quintal, trazendo dentro um bebê que eles acolhem como se fosse seu. Qualquer semelhança com o Homem de Aço não é mera coincidência, certo?

Os pontos em comum que Brandon tem com Clark Kent, aliás, são muitos, como a super-força, a inteligência aguçada, o fato de morar em uma fazenda e ele tem até sua própria Lois Lane que, no caso, se chama Caitlyn (Emmie Hunter) e é sua colega de classe.

Mas como a proposta é o terror, o filme tem um clima sombrio muito bem feito (apesar de clichê) em que a noite e a escuridão têm seu papel relevante. E a direção de arte se superou principalmente nas cenas de sangue. Tudo bastante convincente.

Mas o que quero dizer quando menciono que o filme merece uma continuação, são os vários pontos que o diretor deixou soltos para serem amarrados posteriormente. Ora, neste longa as coisas aconteceram em um ritmo moderado. Brandon está apenas começando a conhecer seus poderes e formando o seu caráter. Como fica bem claro ao longo da história, ele sempre foi um garoto exemplar, primeiro aluno e ótimo filho, mas as coisas mudam quando ele faz 12 anos e descobre um lado sombrio. Ele próprio fica confuso com essa mudança. Essa parte do enredo, aliás, faz lembrar muito o filme Maligno (2019), quando Miles (Jackson Robert Scott) começa a ter a própria alma subjugada pela alma de um maníaco assassino e não entende alguns comportamentos que começa a ter.

Outros pontos também demonstram que Brightburn deveria ser apenas um começo, afinal, Brandon ainda está começando a descobrir seus poderes e sua força, a desenvolver seu próprio símbolo - um BB (de Brandon Breyer) estilizado -, assim como seu traje, que ainda é muito rudimentar (como o primeiro traje que o Homem-Aranha confecciona para ele mesmo). Além do mais, todo super-herói que se preze tem um inimigo que, no caso, seria o herói do bem.

São muitas questões sem respostas que merecem bastante uma continuação. Seria muito interessante que esse fosse o começo de um franquia, de um gênero cinematográfico que pode ser tornar bem sucedido…



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