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Crítica: Vingadores - Ultimato (sem spoilers)

Nostalgia também é uma palavra que marca o longa, uma emoção que transcorre o público durante e após a exibição.
Vingadores: Ultimato

Faz tempo que os Vingadores provaram ser mais que uma equipe, mais que uma franquia. Trata-se de nada menos do que um marco na história do cinema, uma idealização audaciosa e mais do que bem-sucedida: um estrondoso sucesso.

Em 2008, com Homem de Ferro, a Marvel nos apresentou a primeira peça de um projeto de proporções até então inimagináveis: um universo amplo, rico, profundo, com tudo magistralmente interligado. Suas produções foram estabelecendo os pilares de uma união ambiciosa e espetacular: o primeiro longa dos Vingadores (2012), que foi um divisor de águas não apenas para o Universo Cinematográfico Marvel, mas também para o segmento de filmes de super-heróis. E esse crossover épico foi apenas a primeira reunião de um grupo de personagens que cresceria grandiosa e surpreendentemente.

Com isso, ao longo de 11 anos, com 11 franquias e 21 filmes, a Marvel construiu uma jornada sem precedentes. Toda essa arquitetura finalmente culmina em Vingadores: Ultimato.

Nossos heróis, devidamente apresentados e com suas trajetórias pessoais já conhecidas pelo público por meio dos filmes anteriores do MCU, uniram-se em prol da salvação do universo. Porém a empreitada não foi bem-sucedida. Em Vingadores: Guerra Infinita, Thanos conseguiu reunir as Joias do Infinito e com um estalar de dedos dizimou metade de todos os seres vivos existentes.

Ultimato se inicia nesse cenário catastrófico. Após enfrentar o maior vilão da Marvel e serem por ele derrotados, os vingadores vivem o drama de terem falhado. Remoendo a dor e sem jamais deixar de pensar em reverter o quadro, eles se reúnem novamente numa última tentativa de salvar o universo do pior pesadelo que se tornara realidade.

Nesse novo longa, a Marvel não só conecta todos os personagens até então vistos, mas se aprofunda nos dramas pessoais dos seis "vingadores originais". De forma delicada, bela, mas sem perder a leveza e o bom humor típicos, é traçado um rumo para nossos heróis que arranca tanto lágrimas quanto risos.

É realmente um filme para lavar a alma dos fãs. Prepare-se para vibrar, gritar, rir, chorar, ficar com o coração apertado e também aliviado. Ultimato consegue provocar um misto de emoções vasto e delicioso de modo que suas três horas de duração não são sentidas. O espectador fica imerso na trama que se desenrola de forma coesa, coerente e, acima de tudo, satisfatória.

Em termos técnicos, é um filme impecável: fotografia espetacular, efeitos sonoros bem aplicados, trilha sonora vibrante, tocante e assertiva, efeitos visuais estarrecedores, com a construção de cenas épicas e inesquecíveis. Uma experiência cinematográfica única.

Nostalgia também é uma palavra que marca o longa, uma emoção que transcorre o público durante e após a exibição. A vontade é de correr para reassistir na próxima sessão. Mas o principal sentimento suscitado por Vingadores: Ultimato é um orgulho pelo primoroso trabalho da Marvel, uma sensação de dever cumprido. Usando as palavras do Homem de Ferro: "Parte da jornada é o fim". Felizmente, este "fim" é memorável, na verdade, colossal.



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