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Crítica: Maligno

“Maligno” é um bom filme para os amantes de terror, incapaz de surpreender ou impressionar com grandes reviravoltas, mas perfeitamente possível de causar alguns sustos e calafrios, costurados a uma trama angustiante.
Maligno

Constantemente é possível dizer que um filme apresenta defeitos quando busca inovar dentro de sua categoria e as tentativas acabam não atingindo o objetivo esperado. No caso de Maligno, é possível dizer que o filme satisfaz e entretém porque não se esforça em momento algum para ser algo além do esperado de um filme do subnicho de horror que usa de crianças amaldiçoadas. Ao mesmo tempo em que não se aproxima de obras memoráveis como A Órfã (2009), é possível dizer que alcança o patamar de filmes medianos que satisfazem a crítica como Caso 39 (2009).

Os primeiros instantes do filme já lhe entregam toda o previsível enredo. Miles é um garoto que nasceu no mesmo dia da execução de um notório assassino em série (literalmente poucos minutos após sua morte pelas mãos da polícia). Dotado de habilidades excepcionais e do desenvolvimento de um prodígio desde seus primeiros anos, o garoto surpreende seus pais e todos a sua volta com sua maturidade e habilidades excepcionais para uma criança tão jovem. Contudo, as coisas começam a sair de controle quando sua mãe (Taylor Schilling, de Orange Is The New Black) passa a notar comportamentos estranhos e atitudes violentas vindas do garoto.

A direção adotada por Nicholas McCarthy (Na Porta do Diabo, 2014) é interessante, pois da início ao filme sem a necessidade um tom macabro forçado, soando leve e natural. A narrativa inicial é um tanto forçada, mas nota-se que o diretor aposta numa abordagem intimista da história. É claro que, como todo título do gênero, conta com alguns jumpscares e vários clichês, mas as atuações em paralelo com o clima fazem da obra um conjunto que funciona.

O roteiro é previsível, com atitudes estúpidas de personagens, e resoluções que chegam a causar ódio no espectador. Pode-se dizer que nas mãos de outro diretor ou de outro elenco, o enredo seria capaz de estragar a qualidade do longa. Mas não apenas a direção de McCarthy dá um “up” na história, mas a qualidade nas atuações também satisfaz. Sobretudo, o jovem ator Jackson Robert Scott (de “It: A Coisa”) impressiona muitíssimo com sua maturidade. A criança demoníaca que ele nos traz em diversos momentos é convincente, sarcástica e nos deixa presos ao enredo.

No mais, “Maligno” é um bom filme para os amantes de terror, incapaz de surpreender ou impressionar com grandes reviravoltas, mas perfeitamente possível de causar alguns sustos e calafrios, costurados a uma trama angustiante.



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