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“Sai de Baixo - O Filme” é uma comédia, mas tem crítica, destaca elenco

A família endividada do Largo do Arouche se coloca em situações ainda mais complicadas e “antiéticas” em “Sai de Baixo – O Filme”, que estreia dia 21 de fevereiro com grande parte do elenco original e novas adições.
“Sai de Baixo - O Filme”

A família endividada do Largo do Arouche se coloca em situações ainda mais complicadas e “antiéticas” em “Sai de Baixo – O Filme”, que estreia dia 21 de fevereiro com grande parte do elenco original e novas adições. 

Na terça-feira (12), o elenco participou de coletiva de imprensa em São Paulo e fez questão de distanciar o filme das críticas do “politicamente correto” e ainda levantar o tom crítico que os personagens carregam.

Com o famoso bordão “coisa de pobre” de Caco Antibes, o programa sempre recebeu críticas, mas para Miguel Falabella, o modo como o personagem dizia suas pérolas fazia diferença. “Eu [como ator] falava de coisas que tinha vivido na minha infância, com afeto, então havia uma costura de afeto dentro da patologia do Caco”, destacou.

A atriz Marisa Orth ainda defendeu o universo de “Sai de Baixo”: “o humor é uma ferramenta crítica. É um raciocínio curto você achar que Caco e Magda são para fazer propaganda. É óbvio que a Magda é uma crítica à mulher ‘imbecilóide’. O Brasil é lotado de Cacos Antibes e suas respectivas Magdas”, defendeu Marisa Orth.

A plateia ri porque é o que nós somos: sempre uns coitados, um país de m*. Caco é um psicótico que o brasileiro entende imediatamente porque ele é um cara que não quer ser brasileiro. Então pode vir o politicamente incorreto e o que quiser que o ‘Sai de Baixo’ continuará porque ele intrinsecamente conversa com seu público”, reforçou Falabella.

“Sai de Baixo – O Filme” traz de volta a marca registrada da série que cresceu no fim dos anos 90: o improviso. Para a diretora Cris D’Amato, levar a história para a telona foi um grande desafio, mas o improviso foi o frescor principal que deu o tom do filme mesmo 17 anos depois do fim da série.

E os anos que separaram a série do filme não foram grande empecilho para os intérpretes se reconectarem com seus personagens. “Imediatamente a gente pegou a manha”, contou Falabella.
Para Marisa Orth, ela encontrou sua Magda nos antigos colegas: “um ajuda o outro a lembrar do personagem. Achei a Magda no Caco, Ribamar, na ‘mami’”.

Nos cinemas, o filme explode todas as situações que poderiam acontecer com a família, mas em um cenário político e social diferentes de quando a série estreou, o longa deve cutucar ainda mais os brasileiros.

Eu achei o filme forte, punk. É o tempo todo o roto falando do rasgado, tem uma crítica. Uma falta de ética. Mas tem o amor que costura todos esses psicóticos”, destacou Marisa. Para Falabella, o recado é simples: “divirta-se antes que seja tarde”. 




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