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Retrospectiva 2018: Os Melhores do Ano


Os Melhores do Ano

Dois mil e dezoito foi mais um daqueles anos na história do cinema em que reclamaremos incansavelmente sobre a qualidade dos filmes, mas que daqui um tempo lembraremos com certo saudosismo por algumas das produções lançadas nos últimos 12 meses. O ano foi marcado por seis filmes de super-heróis, diversos longas de horror e dramas com cara de Oscar.

Super-Heróis

Pantera Negra


Ao longo dos meses as telonas exibiram uma quantidade relativamente alta de filmes de super-heróis, a maior surpresa ficou a cargo de Pantera Negra, o longa dirigido por Ryan Coogler (Fruitvale Station) é um passo importante para a Casa das Idéias nos cinemas, não se limitando só pelo importante acontecimento de finalmente um longa com um super-herói negro ter sido lançado, mas também pela qualidade técnica e novidade empregada por seu diretor, Coogler consegue deixar sua marca mesmo diante de uma fórmula que dá sinais de desgaste.

Vingadores: Guerra Infinita


Seguindo nos sucessos de heróis e da Marvel, Vingadores: Guerra Infinita foi o responsável pelo maior cliffhanger do cinema atual deixando para trás até mesmo franquias renomadas como Star Wars. O final melancólico do longa gera a incerteza que só será sanada no vindouro Abril de 2019. A decisão de fazer um filme de mais de duas horas e meia que serve como preparação para algo maior pode até frustrar alguns fãs, mas os cinéfilos mais atentos podem gozar da oportunidade de ver um filme focado em seu vilão, usando nomes como Capitão América e Doutor Estranho apenas como reagentes das ações de Thanos.

Animações


Os Incríveis 2


Caminhando para o campo de animações, mas ainda dentro dos longas de agentes da justiça, a tão esperada continuação de Os Incríveis chegou aos cinemas em Junho, catorze anos após o longa de 2004, embora tenha trazido o plot muito semelhante ao primeiro filme, a continuação se aprofundou um pouco mais nas relações familiares dos Pêras, Brad Bird consegue manter o bom nível do antecessor e deixa mais focado nas discussões atuais da sociedade.

Ilha de Cachorros


Dono de um estilo único e dotado de grande sensibilidade para contar belas histórias, Wes Anderson esteve em 2018 com sua nova animação em Stop Motion, Ilha de Cachorros, a produção que se passa na cidade fictícia de Megazaki é repleta de referências e homenagens a cultura pop japonesa, passando desde Kurosawa à Hayao Miazaki. Deve marcar presença entre os indicados a melhor animação, sendo um dos principais candidatos a vencê-la.

Comédia

A Noite do Jogo


Talvez essa produção devesse ser inserida na categoria que veremos mais abaixo nessa postagem “Filmes que ninguém viu, mas que são legais”. A impressão é que ninguém confiou muito na premissa de A Noite do Jogo, mas quem dedicou uma hora e meia para vê-lo teve como recompensa uma das melhores comédias do ano. Na trama os protagonistas Jason Bateman e Rachel McAdams participam de um jogo que simula um sequestro e depois descobrem que nem tudo é um jogo. O roteiro de Mark Perez não se limita ao humor e também entrega discussões interessantes sobre o planejamento familiar e o medo de ter um filho.

Bumblebee


Não me lembro se desde o lançamento do primeiro longa da franquia, existiu algum momento em que Transformers figurou no fim do ano em alguma lista de melhores produções, é quase certo o contrário aconteceu, mas Bumblebee é diferente dos outros filmes da franquia de bonecos da Hasbro. Se Michael Bay deixou as lutas entre Autobots e Decepticons barulhentas e incompreensíveis, Travis Knight se aliou a um bom roteiro para fazer o filme do fusca amarelo se parecer com um filme Indie Adolescente que mistura comédia e drama.

O Infiltrado na Klan


Spike Lee foi esnobado pela academia de artes cinematográficas em 1990 ao não vencer a edição com o longa Faça a Coisa Certa, com seu novo filme O Infiltrado na Klan além da indicação do diretor, a possibilidade dos votantes tentar se redimir do erro é grande. Lee conta a história real de um jornalista negro que consegue adentrar uma das seitas mais asquerosas já criadas. Além do enredo marcante, o longa ainda entrega figurinos setentistas excelentes e uma cinematografia que também pode ser indicada ao Oscar.

Terror


Mandy


Normalmente após vencer o Oscar os atores começam a escolher melhor seus projetos, vislumbrar novas indicações, dedicam mais tempo estudando seus personagens, normalmente, porque no caso de Nicolas Cage isso não se encaixa, o ator passou a participar de todo tipo de produção, muitas de qualidade duvidosa, outras que tinham até certo valor. Em Mandy, Panos Cosmatos pega as caretas do ator e insere num contexto em que elas melhor se encaixam. O longa é um terror difícil de assistir pela maluquice envolvida, mas com dedicação, Mandy surpreende e se torna um dos mais legais do gênero.

Halloween


Reboot/Remake do longa de 1978 não deixou os fãs da versão original decepcionados, não que fosse uma tarefa das mais difíceis já que as sequências anteriores eram apenas medianas e ainda sofriam cortes bizarros para alguns países, como no caso de H2: Halloween 2 (2009). As sagacidade das personagens e a volta de Jamie Lee Curtis transformam essa versão do filme em uma das melhores desde o filme de John Carpenter.

Hereditário


Uma das melhores surpresas de 2018 ficou nas mãos do estreante Ari Aster, o primeiro longa do diretor é um dos melhores, se não o melhor filme de terror do ano, repleto de simbologias e com uma direção que não subestima o público, Hereditário é daqueles filmes que caminha de mãos dadas com o pós-terror ao investir na atmosfera assustadora, mas em alguns momentos se desgruda do rótulo para gerar medo ao invés de só apreensão. Ao fim da película você é acompanhado por alguns dias por pensamentos sobre o filme, teorias e uma sensação ruim.

Um Lugar Silencioso


Na briga com Hereditário pelo posto de melhor horror do ano, Um Lugar Silencioso é também o filme de estreia de John Krasinski. Alternando o tom entre Suspense, Drama e Terror, a trama do filme se mostrava uma das mais originais do ano, até o lançamento de Bird Box, que pode soar parecido. Em um mundo em que criaturas com super audição são uma ameaça, o longa retrata a vida de seres humanos tentando sobreviver sem poder falar ou fazer barulhos, com poucos diálogos, Krasinski consegue extrair do elenco emoções que não dependem de verbalização para serem compreendidas.

Ação/Aventura


Missão: Impossível - Efeito Fallout


Tom Cruise volta a viver Ethan Hunt no novo longa da franquia, e novamente acompanhado por seus parceiros de cena Simon Pegg, Rebecca Ferguson e Ving Rhames, além deles temos a volta do vilão Solomon Lane (Sean Harris). Continuação de Nação Secreta (2015) marca mais um filme da parceria entre Tom Cruise e o diretor Christopher McQuarrie. A principal marca da franquia é honrada neste filme com belas sequências de ação e diversas referências a seus antecessores, Efeito Fallout é grandioso, divertido e tenso, se destaca e muito da média dos concorrentes de gênero por não investir apenas nas cenas de ações e no carisma de seu protagonista.

Jogador Número Um


A adaptação do livro homônimo chegou às telas do cinema em março pelas mão de Steven Spielberg, possivelmente o maior homenageado pelo livro de Ernest Cline. O longa mantém o aspecto nostálgico do livro, e é repleto de easter eggs por toda a tela, o filme deixa a desejar um pouco em seu roteiro e na construção de seu vilão, mas dentro da proposta de ser um filme “Sessão da Tarde”, o longa cumpre bem o papel. Além de mostrar ao público e a crítica que Spielberg ainda sabe se divertir e fazer filmes menos sisudos.

Drama


Buscando...


O filmes e curtas que se passam inteiramente na tela do computador não são mais novidade, o exemplo mais conhecido é Amizade Desfeita (2014), mas o longa protagonizado por John Cho consegue trazer para as telas do cinema emoções, a atuação de Cho, que vive um pai a procura de sua filha desaparecida sem deixar muitos vestígios, é capaz de emocionar e transmitir verdade ao espectador. Embora a trama não seja muito diferente de um episódio de uma série de investigação qualquer, a maneira como Aneesh Chaganty consegue mostrá-la é sagaz e sufocante ao mesmo tempo.

Nasce Uma Estrela


Bradley Cooper se junta a Lady Gaga no remake do filme de 1937 de mesmo nome. Na trama Ally é uma jovem com o sonho de ser cantora, certo dia o bar em que trabalha recebe a apresentação Jackson Maine, um musicista que decide ajudá-la em sua carreira e não demora muito para os dois se apaixonarem. O grande acerto de Bradley Cooper na direção do longa, não está só nas interpretações de seu elenco, mas na compreensão que ele tem sobre a história retratada pelo filme, ele mesmo diante de um relacionamento tortuoso, opta por não julgar as decisões de suas personagens, não apontar culpados, deixando de lado uma premissa capaz de incomodar o público.

O Primeiro Homem


Logo depois de vencer o Oscar de Melhor Diretor por La La Land, Damien Chazelle dá uma pausa em musicais e aposta na biografia de Neil Amstrong como sequência para sua carreira. Chazelle mostra que aprendeu bastante nos filmes focados em canções, tanto que um dos maiores destaques de O Primeiro Homem está no trabalho do design sonoro e mixagem de som, a barulho da lataria dos aviões e dos testes de vôo são incríveis e assustadores. A escolha do diretor por trazer Ryan Gosling para viver o primeiro homem a pisar na lua se mostra acertada em diversos momentos, o jeito frio do ator funciona ao representar uma pessoa extremamente focada em seu objetivo.

Roma


A primeira tentativa da Netflix em vencer o Oscar foi em 2015 com Beasts of No Nation, quatro anos depois Roma de Alfonso Cuarón (Gravidade) deve finalmente premiar o serviço de Streaming. Cuarón trás uma experiência quase sensorial ao longa ao inserir uma ambientação sonora quase palpável desde o barulho da água, até o som da televisão ligada sem ninguém assistindo. O filme foca mais nas trivialidades do dia-a-dia, do que em grandes mudanças de trama e personagens, mas a maneira como a direção decide observar a rotina mundana é o que faz de Roma um dos melhores filmes do ano.

Nacional


Benzinho


Irene finalmente conseguiu se formar no ensino médio, mãe de quatro filho e dona de dificuldades diárias ela precisa lidar com a ausência de seu filho de 16 anos que recém se mudou para a Alemanha. A síndrome do ninho vazio é algo recorrente em famílias ao redor do mundo, e isso é o que torna quase injustificável o longa ser preterido em detrimento de O Grande Circo Mágico, o longa machista que aborda a vida de uma família que trabalha no circo não passa perto da qualidade do drama de Gustavo Pizzi, era o melhor filme para representar o país na categoria de Melhor Filme Estrangeiro por se tratar de um sentimento universal.

O Animal Cordial


Pouco antes de fechar o expediente, um restaurante é surpreendido com dois assaltantes, cansado da já recorrente ação dos bandidos em seu estabelecimento Inácio (Murilo Benício) revida atirando em um dos ladrões, o que a princípio seria um ato quase heróico se torna num pesadelo para clientes, funcionários e assaltantes ao ver Inácio perder o controle de si. O filme de Gabriela Amaral Almeida é visceral e violento, conforme os minutos vão avançando um banho de sangue vai tomando conta das cenas, além da paranóia e da forma animalesca que seus personagens vão assumindo, tornam o longa cada vez mais interessante.

Filmes que ninguém viu, mas são legais (ou Menções Honrosas)


A Rota Selvagem


Ao ficar sozinho após a morte de seu pai, o jovem de 15 anos Charlie Thompson embarca em uma viagem perigosa com um cavalo de corridas roubado em busca de sua tia, sobre a qual não tem notícias há muito tempo.

Você Nunca Esteve Realmente Aqui

Um veterano de guerra ganha a vida resgatando mulheres presas em cativeiros. Após uma missão mal sucedida em um bordel de Manhattan, a opinião pública se volta contra ele e uma onda de violência se abate na região.

Em Chamas


Durante um dia normal de trabalho como entregador, Jong-soo reencontra Hae-mi, uma antiga amiga que vivia no mesmo bairro que ele. A jovem está com uma viagem marcada para o exterior e pede para Jong-soo cuidar de seu gato de estimação enquanto ela está longe. Hae-mi volta para casa na companhia de Ben, um jovem misterioso que conheceu na África. No entanto, o forasteiro tem um hobby peculiar, que está prestes a ser revelado aos amigos.

A lista de Melhores Filmes não é única e nem mesmo definitiva, cada um vai lembrar um filme ou citar uma pérola escondida nos confins do Festival de Sundance ou Toronto, alguns filmes vão se tornar um lugar comum em meio as novas produções, mas 2018 foi um ano complexo e cheio de filmes, e para quem é Loucos Por Filmes, foi um ano e tanto.



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