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Guillermo del Toro compartilha suas reflexões sobre “Roma” em 10 tweets

Com 2 Globos de Ouro e 4 Critic’s Choice Awards, “Roma” se torna um filme cada vez mais consagrado na corrida ao Oscar e Guillermo del Toro não deixou de reconhecer o trabalho excepcional de Alfonso Cuarón.
 “Roma”
Com 2 Globos de Ouro e 4 Critic’s Choice Awards, “Roma” se torna um filme cada vez mais consagrado na corrida ao Oscar e Guillermo del Toro não deixou de reconhecer o trabalho excepcional de Alfonso Cuarón.

Pelo Twitter, o vencedor do Oscar de Melhor Diretor por “A Forma da Água” compartilhou suas principais observações sobre “Roma” e todos os detalhes que contam a história das memórias de Cuarón.

10 reflexões pessoais sobre ROMA (contém spoilers do filme):

1) a cena de abertura sugere que a Terra (o chão infestado de coco) e o céu (aviões) estão irreconciliavelmente distantes quando são unidas – momentaneamente – e reveladas pela água (reflexo). Todas as verdades em ROMA são reveladas pela água.

2) esses planos de existência, como a divisão de classes dentro do lar não podem ser abordadas. Os momentos em que a família se une são efêmeros... “ela salvou as nossas vidas” é prontamente seguido por “você pode me fazer um milk shake de banana?”

3) ao meu ver, o silêncio de Cleo é usado como uma ferramenta para seu arco dramático – que leva ao momento em que sua dor mais íntima é revelada pela água, de novo – depois do resgate no mar: “eu não queria que ela nascesse”. Cleo supera e suporta suas emoções em silêncio até que elas finalmente extravasam.

4) um momento chave e precisamente elaborado é a escolha de Cuarón de fazer a bolsa de Cleo se romper enquanto a violência explode e seu namorado entra na loja segurando uma arma e uma camiseta de “Amar É...”. O bebê vai nascer morto.

5) em todos os sentidos, ROMA é uma pintura, um mural, não um retrato. A informação audiovisual (contexto, agitação social, facções e políticas/moral da época) existe dentro da moldura que será lida.

6) parece-me que o fato de Cuarón e Eugenio Caballero terem CONSTRUÍDO diversos quarteirões da Cidade do México em um gigante lote (calçadas, postes, lojas, ruas asfaltadas) não é muito conhecido. Isso é uma realização do tamanho do Titanic.

7) as camadas de classe social são representadas no filme não somente na família como dentro da família com os familiares proprietários de terra e até entre Fermin e Cleo – quando ele a insulta no campo de treinamento.

8) ROMA divide muito da sua história fílmica entre imagem e som. Quando assistido em cinemas, o filme tem um dos remixes mais dinâmicos. Sutil e preciso.

9) tudo é cíclico. É por isso que Pepe se lembra de suas vidas passadas nas quais ele pertenceu a diferentes classes e profissões. As coisas vêm e vão – vida, solidariedade, amor. Na nossa solidão nós só podemos abraçar e brevemente à beira do mar.

10) a imagem final rima perfeitamente com a abertura. Mais uma vez, Terra e céu. Somente Cleo pode transitar entre elas. Como ela demonstra na cena com o professor Zovek, apenas ela tem a graça. Nós começamos o filme olhando para baixo e terminamos olhando para cima – mas o céu, o avião, estão sempre distantes.




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