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Crítica: RIO 2

Crítica: RIO 2 (2014)
Nos últimos anos pudemos notar uma maior participação do Brasil como cenário de blockbusters, principalmente o Rio de Janeiro. Edward Norton encarou uma perseguição em uma favela no início de O Incrível Hulk (2006), Edward e Bella vieram por essas bandas curtir sua lua de mel como visto em Amanhecer: parte 1 (2011), enquanto a turma de Velozes e Furiosos 5 (2011) o adotaram como plano de fundo para mais rachas e explosões. Nenhum desses filmes porém, dedicou-se em exaltar a beleza do lugar como Rio (2011), onde, como o título do filme já sugere, a cidade era quase um personagem. Superior ao primeiro, Rio 2 (2014), estende o tributo a natureza, música e cultura de todo o Brasil sem esquecer de ser divertido.

Blu (Jesse Eisenberg), Jade (Anne Hathaway) e seus três filhotes, Carla (Rachel Crow), Bia (Amandla Stenberg) e Tiago (Pierce Gagnon) estão vivendo como uma família feliz no Santuário do Rio de Janeiro. Enquanto isso Linda (Leslie Mann) e Túlio (Rodrigo Santoro) são surpreendidos durante sua excursão no coração da Amazônia com a possibilidade da existência de mais araras azuis, mas um madeireiro rico não está nada feliz com sua presença no território. Embalada pela notícia e com a chance de mostrar a sua família suas raízes convence todos a empreender uma jornada até a Amazônia, onde confirma as suspeitas de Túlio e Linda e conhece sua família perdida. Blu então terá que conseguir a aprovação do sogro Roberto (Andy Garcia) e lidar com a perseguição de Nigel (Jemaine Clement), seu antigo inimigo. 

Mesmo que concentre sua história nos dois cenários tupiniquins mais batidos para filmes estrangeiros, Amazônia e Rio de Janeiro, o filme inclui uma sequência particularmente prazerosa (para brasileiros) em que os pássaros viajam de um ponto ao outro, passando por pontos turísticos menos conhecidos internacionalmente, porém, não menos belos que o Cristo Redentor, como a Ponte J.K em Brasília, Elevador Lacerda em Salvador, Ouro Preto e o soberbo encontro dos Rios Negro e Solimões. Além disso, sendo brasileiro, Carlos Saldanha nos poupa de imprecisões geográficas vistas em outras obras hollywoodianas, como o grotesco momento de 007 Contra o Foguete da Morte (1979) em que James Bonde ao navegar pelo Rio Amazonas acaba caindo nas cataratas... do Iguaçu! 

Assim como no primeiro filme, há uma trama ecológica, o tráfico de animais é substituído pelo desmatamento da floresta amazônica, e as próprias araras chamam a atenção para o fato de que a destruição de seu habitat natural as tem empurrado mais e mais para dentro da floresta, forçando-as a procurar novos lares e esconder-se a todo custo dos humanos. Um problema cuja gravidade vem sendo ignorada, neste caso, de maneira um tanto ingênua o filme acaba cumprindo seu papel de conscientização de seu público alvo,  uma adição importante ao espetáculo carnavalesco e a exaltação ao futebol (que não incomodam) obrigatório em obras estrangeiras sobre o Brasil.

Porém a maior virtude do filme fica mesmo por conta do  visual, como já dito anteriormente, a reprodução de belos pontos turísticos brasileiros beiram a perfeição, enquanto as cores vibrantes da Amazônia e seus animais parecem ter sido feitas para a animação. Os números musicais com ritmos brasileiros são envolventes e divertidos, mesmo que alguns se estendam além do necessário e não existam músicas particularmente marcante, a coreografia das cenas acabam compensando. De forma geral Rio 2 é uma boa animação, não genial, mas é interessante principalmente para as plateias brasileiras, que, deixando de lado a rabugice, poderão enxergá-lo como um leve e divertido tributo audiovisual ao nosso país.

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