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Crítica: Goosebumps 2 - Halloween Assombrado

Goosebumps: Halloween Assombrado não supera seu antecessor, mas traz um visual mais interessante e o clima de filme sessão da tarde para os novos espectadores.
Goosebumps 2 - Halloween Assombrado

Outubro é mês do dia das crianças e do Halloween, por isso é bem comum que diversos filmes com a temática de horror ou usando a data como pano de fundo sejam lançados nas salas de cinemas nesse período. É o caso de Goosebumps 2 - Halloween Assombrado, que mistura humor, aventura e uma pitada de terror para o público jovem.

Dirigido por Ari Sandel, responsável por filmes quase genéricos, como “Duff: Você Conhece, Tem ou É” (2015) e “Quando nos Conhecemos” (2018), Goosebumps 2 traz a história de dois amigos que sofrem bullying, um nerd mais descolado que curte vídeo games, Sam (Caleel Harris) e o outro um nerd muito estudioso Sonny (Jeremy Ray Taylor), além de sua irmã mais velha Sarah (Madison Iseman).

Sam e Sonny aproveitam o tempo livre para prestarem serviços de limpeza de tralhas, eles são contratados para fazer seus trabalhos numa casa antiga. Durante o trabalho, eles encontram um livro misterioso e o boneco de ventríloquo Slappy que nos moldes de Uma Noite Alucinante desperta para a vida e passa a “ajudar” os amigos.

A direção do longa consegue misturar bem o clima de aventura e comédia junto ao terror para crianças. Com poucos lampejos criativos, Sandel administra os clichês e boas ideias no limite de testar a paciência do público, pois vemos personagens aceitando situações bizarras com muita facilidade, como se todos já estivessem acostumados com os eventos que acontecem neste filme.

Visualmente Halloween Assombrado é superior a Monstros Arrepiantes, com cores mais vibrantes o longa abraça o visual aventuresco, os tons de azul funcionam muito bem em contraste com o laranja das abóboras. Os figurinos também são um grande certo, a direção de arte é bem competente, e é a principal fonte de inovação do longa por transformar a decoração do Halloween nos monstros.

A trilha sonora surpreende quem conhece algumas bandas indies, como por exemplo The Vaccines, que dá as caras com Ghost Town.

O roteiro do longa, assim como a direção é genérico, o humor em relação ao anterior tem uma queda, talvez pela ausência de Jack Black, durante boa parte do filme. A história soa derivada e praticamente descarta a história anterior, repetindo personagens, mas não dando continuidade, alguns diálogos parecem completamente fora da realidade. A evolução dos personagens são praticamente nulas, e em alguns casos é sem fundamentos.

A edição é outra que sofre com a ausência de inventividade, vez ou outra sentimos falta de transições entre as cenas que fossem melhores conectadas.

No elenco, todos parecem prejudicados pelo material do roteiro, mas Caleel Harris e Jeremy Ray Taylor conseguem formar uma boa dupla em ação. Por outro lado, Madison Iseman tem a personagem com o arco narrativo mais delineado, mas que durante todo o filme se torna descartável. Jack Black tem uma participação bem reduzida, mas mesmo em seu pouco tempo de tela consegue demonstrar o seu humor característico e arrancar um ou outro riso.

Goosebumps: Halloween Assombrado não supera seu antecessor, mas traz um visual mais interessante e o clima de filme sessão da tarde para os novos espectadores.

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