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Crítica: SOBRENATURAL - CAPÍTULO 2

Em qualquer gênero as continuações são alvos de desconfiança, pois para conseguir uma continuação um filme precisa no mínimo de sucesso nas bilheterias, e isso já implica em um número considerável de pessoas que gostaram dele e não ficariam felizes com uma sequência ruim. Sobrenatural: capítulo 2 é prejudicado primeiro por ser uma continuação, e mais ainda por ser de um filme de terror, se em teoria o susto se apoia na novidade, como um filme pode assustar quando apenas repete de uma forma desastrada o que foi visto no antecessor e em dezenas de outros filmes do gênero?

Após os incidentes do primeiro filme, a família Lambert muda-se para a casa da mãe de Josh (Patrick Wilson), mas embora o filho Dalton (Ty Simpkins) pareça bem após acordar do coma, coisas estranhas começam a acontecer também nesta casa. Levando Renai (Rose Byrne) a desconfiar do próprio marido, que faz tudo para encobrir os acontecimentos. Enquanto isso a mãe de Josh, Lorraine (Barbara Hershey) vai à procura da equipe da falecida Elise (Lin Shaye), para ajuda-la a desvendar mistérios do passado da família para ajudar a exterminar as forças malignas que os tem perseguido.

O filme é uma sucessão de equívocos: cenas que começam com um bom potencial frequentemente acabam em galhofada anticlímax, o que já elimina completamente a necessidade dos alívios cômicos forçadamente inseridos no filme. Clichês são usados em sua forma mais rasteira, um candelabro sendo desparafusado do teto por um fantasma é tudo menos assustador. Aliás, um dos principais problemas é a falta de timing, se um clichê como esse poderia até funcionar como uma referência interessante se fizesse parte de uma cena bem construída, aqui ele parece diretamente retirado de um episódio de dia das bruxas de desenho animado.

Com um roteiro problemático, Sobrenatural: capítulo 2 ainda quebra a regra sagrada para uma boa sequência: não ferre com o original. Por algum motivo, tentar ligar os acontecimentos deste filme com o do anterior através de uma trama envolvendo uma espécie de ‘viagem no tempo’, pareceu uma boa ideia, uma sacada brilhante, uma reviravolta bombástica, mas ao contrário, teve um resultado extremamente constrangedor e ainda conseguiu a façanha de estragar a tensão de um grande momento do primeiro filme. A sequência tem pouquíssimos momentos de tensão bem construída, cai no abismo da mediocridade e ainda tenta levar seu predecessor que era pelo menos eficiente.

Vamos deixar de lado o fato de que o arco do personagem de Patrick Wilson remete claramente ao de Norman Bates, por que isso parece mais vandalismo do que homenagem. Não é possível, entretanto deixar de fazer comparação com o excelente Invocação do Mal (crítica no site), também de James Wan. Sobrenatural: capítulo 2 lembra demais este filme, chegando a parecer ter sido feito com as sobras do mesmo, inclusive com as sobras de criatividade, construí até uma tabela para mostrar as semelhanças:












De resto, Sobrenatural: capítulo 2 não representa nada de novo, e seu relativo sucesso é explicado apenas por ter sido puxado por um ano considerado bom para o gênero, serve mais para nos alertar que ninguém é infalível, afinal em 2013 James Wan realizou um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, e também esta continuação absolutamente esquecível. Se o contrário também for válido, então podemos manter esperança que os costumeiramente medíocres também sejam capazes de realizar obras primas.

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