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Crítica: R.I.P.D – Agentes do Além

Como mais um seguindo a trilha de grandes prejuízos na bilheteria de 2013, R.I.P.D - Agentes do além, que estreou no Brasil na última sexta feira, tem seu fracasso justificado por ser um parente chato, sem a graça ou o carisma de Homens de Preto (1997), sabemos que o filme vai mal quando o menor de seus problemas é o inexpressivo Ryan Reynolds.
O filme, baseado em uma revista em quadrinhos homônima, conta a história de Nick (Ryan Reynolds) um policial que ao querer entregar a polícia peças de ouro que subtraiu da cena de um crime é abatido inesperadamente por seu parceiro Haeys (Kevin Bacon). Depois de morto, descobre a existência do R.I.P.D., um departamento responsável por prender os desmortos, mortos escondidos entre os seres humanos. A Nick é dada uma escolha, ou trabalha para o R.I.P.D. com seu novo parceiro, o impulsivo Roy (Jeff Bridges) ou vai a julgamento correndo o risco de ir para o inferno.

A ideia de uma patrulha pós-morte é interessante, mas tão pobremente explorada que a impressão que fica é de uma história grotesca que provoca risadas nervosas de vergonha alheia pelos envolvidos, já que no humor o filme também é apenas óbvio. A lógica interna deficiente também é um problema, diversas coisas que poderiam ser explicadas, como o que acontece com um desmorto ao levar um tiro na cabeça, e não são. Se não há espaço para explicações, por outro lado há excedentes incompreensíveis, como por exemplo, acrescentar uma cena de desentendimento entre os dois personagens principais, para na cena seguinte (literalmente seguinte), mostra-los fazendo as pazes.

Apesar de ser difícil engolir Ryan Reynolds no filme que seja, aqui ele é suportável, principalmente por seu personagem ser tão limitado quanto seu alcance dramático. Kevin Bacon está correto dentro dos limites do seu personagem, um vilão que dada as devida proporções nos faz lembrar o que ele interpretou no incrível X-Men: Primeira Classe (2011). Mary-Louise Parker faz aqui uma versão feminina do Zed de Homens de Preto, e é engraçadinha. Frustrante mesmo é ver a atuação forçada de Jeff Bridgess, se Rooster Cogburn de Bravura Indômita (2010) tivesse um irmão gêmeo afetado e superficial seria Roy Pulsipher.

Embora o filme tenha custado mais de 130 milhões de dólares, seus efeitos especiais aparecem em tela muito artificiais, principalmente os desmortos, que tem design pouco imaginativo, a transformação do personagem de Kevin Bacon no ato final do filme é particularmente embaraçosa e anticlímax. Com tantos defeitos, é mais que plausível a falência do filme nas bilheterias (70 milhões até agora), porém o importante é que este filme é mais um golpe a hollywood no ano em que a indústria viu ‘pequeno’ o Uma noite de Crime ter um rendimento de 2,600% encima de sua bilheteria, e assistiu o gigantesco O cavaleiro solitário dar um prejuízo de 190 milhões.


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