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Crítica: MEU MALVADO FAVORITO 2

MEU MALVADO FAVORITO 2
Em 2010, a Illumination Entertainment trouxe ao mercado um filme despretensioso, com uma técnica de animação visivelmente menos apurada que os concorrentes lançados no mesmo ano. Chegando como quem não quer nada Meu Malvado Favorito, arrecadou incríveis $543 milhões, 100 a mais do que uma animação muito superior lançada no mesmo ano pela Dreamworks Animation: Como Treinar Seu Dragão. O mais incrível é que o longa custou modestos $69 milhões para ser feito, enquanto o concorrente $169 milhões. Parece que o que deu certo no primeiro foram duas coisas: simplicidade e fofura, sendo assim Meu Malvado Favorito 2, acerta ao trazer uma trama levemente mais complexa e dar mais espaço aos amados Minions.

Gru (Steve Carrell) é convidado a fazer parte da Liga Anti-Vilões para investigar na companhia da agente Lucy (Kristen Wiig) o roubo da fórmula PX41 que transforma seres fofos em maníacos indestrutíveis. Agora ele é um ex-vilão, levando uma vida de pai atencioso e tentando entrar no negócio de geleias. Além de lidar com a paternidade e o novo emprego, Gru também está às voltas com a necessidade de encontrar uma parceira, e para isso precisa superar sua experiência infeliz com relacionamentos.
O foco do primeiro filme era o protagonista aprendendo a ser pai, aqui ele precisa aprender a se relacionar novamente. Ele tem muitos impasses ao mesmo tempo, está se esforçando para tentar provar que o dono de restaurante Eduardo é na verdade o vilão desaparecido El Macho; suas filhas o pressionam para arrumar uma parceira e a filha mais velha tem um interesse romântico, além de tudo Gru está apaixonado pela amável Lucy e não sabe como se comportar nessa situação. São vários conflitos, mas nenhum deles é trabalhado a fundo, dando a impressão que tudo é resolvido muito rapidamente.

Os Minions ganham mais tempo na tela e também uma posição relevante na trama, o vilão pretende criar um pequeno exército de Minions malvados para dominar o mundo. De fato eles têm um potencial carismático admirável, um design absolutamente simples criou os personagens mais adoráveis dos últimos anos. Entretanto, há um excesso de “momento Minions” o que acaba prejudicando a fluidez e ligadura dramática do filme, por isso os conflitos não chegam a ser desenvolvidos plenamente, o filme faz rir, mas não te leva a envolver-se totalmente com a trama, não se chega a temer pelo destino dos personagens.
Meu Malvado Favorito 2 é encantador particularmente para crianças menores, com animações cada vez mais elaboradas e megalomaníacas este público tem ficado a margem, por observação ao comparar com as exibições que tive a oportunidade de assistir de Universidade Monstros, percebe-se claramente em qual dos dois filmes as crianças divertiram-se mais, e não foi na animação da Pixar. É uma mina de ouro, gasta-se menos, ganha-se mais, mas a pergunta que fica no ar é: foi esse apenas um golpe de sorte, ou a simplificações das animações é o futuro? Só o tempo dirá se produções de $200 milhões como Toy Story 3 continuarão sendo viáveis.

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