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Crítica: Os Meninos que Enganavam Nazistas

Com tantos clássicos do cinema histórico, Os Meninos que Enganavam Nazistas está longe de marcar o gênero, mas merece aplausos por conseguir recriar cenário, figurino e relações na tela do cinema e no fim, ainda mostrar a inspiração da história.
Crítica: Os Meninos que Enganavam Nazistas

“Quando a morte conta uma história, você deve parar para ouvir”. A icônica frase que colocou a ficção A Menina Que Roubava Livros entre os clássicos sobre a Segunda Guerra Mundial volta, mas desta vez, na história de dois rapazes judeus e não com as mesmas palavras, mas com o mesmo significado e peso que elas têm.

E as semelhanças aparecem desde a sua dinâmica. Assim como a história da pequena Liesel Meminger e até mesmo a dos Orefice de A Vida é Bela, em Os meninos que Enganavam Nazistas, o público tem a oportunidade de encontrar espontaneidade, ternura e humor na triste história de Joseph e Maurice Joffo. Ambos, sozinhos e com 10 e 12 anos, perambularam pela França, tentando encontrar um lugar que estivessem seguros dos nazistas.

Mas diferente da maioria das histórias autobiográficas que se passam na Segunda Guerra Mundial, neste roteiro, o que comove não são os mals tratos aos judeus, nem a sensação de seres humanos comuns enfrentando as barreiras do impossível, mas sim a relação entre os dois irmãos. Dorian Le Clech e Batyste Fleurial são os pequenos prodígios que tomam essa história para si.

Com destaque a Dorian que interpreta Joseph, carinhosamente apelidado de Jojo, eles possuem uma química que vai do amor comum entre irmãos até o medo de perderem o único apoio e família que tinham naquele momento. Esse companheirismo é o que faz as duas horas do longa passarem rápido. 

Diferente da jornada real que durou três anos. Nela, o diretor Christian Duguay decide utilizar as diferentes paisagens da França para compadecer o público com a história. Sejam os prédios amarelados que trazem segurança até as florestas escuras, o diretor mostra que lugares belos também guardam perigos.

Mesmo assim, nem todo filme é feito de metáforas e é óbvio que tal produção, assim como a maioria das adaptações de livros, não consegue tratar de todos os pormenores que estão contidos em 320 páginas.

Assim, Christian tem o desafio de amarrar diferentes eventos acontecidos entre longos espaços de tempo sem afetar o ritmo narrativo e cair na superficialidade. O longa se torna um adjacente, fazendo com que o público anseie por mais e talvez até procure pelo livro escrito por Joseph Joffo.

E por se tratar da história dos dois na visão de Jojo, é difícil dar crédito a outros personagens que claramente, marcaram os rapazes. Mesmo assim, Patrick Bruel e Elsa Zylberstein conseguem colocar um sorriso no rosto de quem está vendo ao interpretar os pais dos garotos.

Com tantos clássicos do cinema histórico, Os Meninos que Enganavam Nazistas está longe de marcar o gênero, mas merece aplausos por conseguir recriar cenário, figurino e relações na tela do cinema e no fim, ainda mostrar a inspiração da história. Joseph e Maurice, mesmo depois de tudo, ainda com um sorriso no rosto.


Divulgaí

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