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Crítica: Boneco do Mal

O enredo merece pelo menos um ponto pela criatividade e pela forma cotidiana em que é apresentada
Crítica: Boneco do Mal

Depois de O Boneco Assassino e o notório Chuck dando medo nas crianças, o mundo do terror abraçou a ideia de que bonecos com sede de sangue eram uma boa ideia. Então surgiu Bonecas Macabras de 1987 e o recente Annabelle. Todos um pouco de cópia e uma pitada de novidade. E é assim que se resume Boneco do Mal. O longa que trás Lauren Cohan (Maggie de The Walking Dead) e Rupert Evans (Hellboy) trás mais do mesmo, mas com menos sustos e um plot twist de virar cabeças.

O enredo merece pelo menos um ponto pela criatividade e pela forma cotidiana em que é apresentada. Não demora muito até que o telespectador se veja no lugar de Greta, tendo que cuidar de um boneco. Mas quando se trata de roteiro, vamos para o lento. Desde o início, está mais do que claro que tem algo errado. Começando pelo boneco e terminando pelo olhar ausente dos pais do garoto, mas até chegar a uma conclusão definitiva do que há de errado, quem está assistindo fica cansado com a história simples dos personagens e os mistérios tão óbvios e conhecidos do gênero.

Em diversos momentos, a história beira ao cômico, principalmente quando se trata da atuação de sua estrela principal. Seus risos devido a situação, seus gestos loucos e aceitação dos eventos sobrenaturais frustam além de fazer o telespectador rir. E o mesmo cabe a Rupert com suas caretas e ao resto dos atores interagindo como o boneco, supostamente, inanimado. O filme realmente melhora em seus momentos finais, quando tudo está “esclarecido” e consegue manter a atenção de quem está assistindo.

Além da história que segue uma linha já bem conhecida, diversos elementos técnicos contribuem para mais do mesmo, desde a fotografia mantendo o lugar sombrio e frio, a direção focando em sustos fáceis junto de sons altos e rápidos e imagens repetitivas dos olhos do boneco. O que deixa realmente a desejar é a maquiagem que parece uma simples máscara do que um trabalho feito para um filme. E mesmo com um rosto macabro e olhos de vidro, The Boy, no original, não é um longa para dar medo. Assim como Boa Noite, Mamãe, o filme cria toda a sua tensão e expectativa no trailer, mas no momento de assustar, o papo é outro.

Mesmo não sendo o terror do ano e podendo ser muito mais engraçado do que traumático, Boneco do Mal é uma das poucas grandes esperas do gênero para o ano de 2016. O mesmo não vale muito a pena, além de poder ver Lauren matando outra coisa além de zumbis, por curiosidade e pelo final que em torno de tanto clichê, se torna original.

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Divulgaí

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