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Filme Filme - Conheça a nova plataforma brasileira de streaming

A demanda pelos serviços aumentou tanto devido à pandemia do novo Coronavirus que o volume de dados disparou no mundo todo – obrigando, inclusive, algumas das maiores empresas a reduzir a qualidade de transmissão para evitar uma sobrecarga.
Filme Filme

Em tempos de quarentena, uma das melhores opções para matar o tempo acabou se mostrando um grande refúgio para todos: as plataformas de streaming de filmes e séries. A demanda pelos serviços aumentou tanto devido à pandemia do novo Coronavirus que o volume de dados disparou no mundo todo – obrigando, inclusive, algumas das maiores empresas a reduzir a qualidade de transmissão para evitar uma sobrecarga.

Como quase todas as salas de cinema do Brasil também fecharam temporariamente, sobrou a internet e o alcance imediato de produções dos mais variados países. Diante de milhares opções oferecidas, não é incomum que as pessoas se sintam perdidas e passem muito tempo procurando e pouco tempo assistindo. A nova plataforma brasileira Filme Filme chega no mercado com a proposta de te ajudar a selecionar o que ver com qualidade.

“Hoje em dia a gente costuma perder hoooras e hoooras escolhendo o que assistir, mas na Filme Filme, além de encontrar o melhor do cinema, você passa mais tempo assistindo do que procurando seu filme”. É assim que o próprio site se introduz antes de apresentar sua proposta que divide em duas categorias: filmes em cartaz, baseados em uma curadoria de estreias semanais, e o catálogo geral, dividido em filmes de festivais, documentários e populares.



Não é necessária assinatura, já que o serviço é recém-inaugurado e ainda possui poucas opções, mas bastam R$ 6,00 (praticamente uma meia da meia entrada no Brasil) para o aluguel de qualquer título. O usuário tem direito a acessar o conteúdo por 7 dias, podendo rever quantas vezes quiser, a partir de qualquer ponto (o player retorna sempre de onde parou do último acesso). O cadastro é bem prático e rápido, exigindo apenas os dados de um cartão de crédito que ficará automaticamente salvo depois do primeiro aluguel (por enquanto só essa alternativa de pagamento, sem previsão para outros meios).

Mas e quanto à qualidade de transmissão e de imagem? A plataforma não deixou a desejar em nenhum dos dois. Realizamos um teste assistindo a alguns títulos completos e não houve nenhum travamento ou queda de qualidade durante todo o tempo. Há produções nacionais e internacionais, essas com a escolha de legenda em português (não há opção de cor, tamanho e disposição, mas o padrão único foi bem satisfatório tanto para as TVs e computadores quanto para a versão em mobile).

Levando em conta que muita gente consume audiovisual em seus smartphones, a adaptação para esses dispositivos é bastante intuitiva e de fácil navegação. Há, inclusive, a possibilidade do streaming continuar ativo em uma tela minimizada quando o usuário desejar checar outras coisas e não precisar parar o serviço. Caso o usuário tenha feito o aluguel, mas não tenha ainda assistido, há um prazo de 48 horas para o cancelamento da compra. Outra possibilidade ainda não ofertada é a de download para aproveitar enquanto se estiver offline, mas a própria equipe do site já adianta que isso será uma realidade futuramente.



Além de ser mais uma boa opção em um mercado já consolidado, o melhor da plataforma é contribuir para que as produções nacionais cheguem a um público muito maior do que aqueles que frequentam festivais ou tem o privilégio de morar em grandes centros urbanos. Como já salientamos aqui algumas vezes, nosso cinema é rico em qualidade e muito reconhecido lá fora (muitas vezes, mais do que aqui), frequentemente premiado em Cannes, Berlin e Veneza, apenas pra citar os mais gabaritados. Obras como Gabriel e a Montanha (Fellipe Gamarano Barbosa, 2017), Ferrugem (Aly Muritiba, 2018) e Los Silencios (Beatriz Seigner, 2018), antes com distribuição limitadíssima, agora podem ser conferidos por todo mundo. Há alguns clássicos obrigatórios como Central do Brasil (Walter Salles, 1998) e O Auto da Compadecida (Guel Arraes, 2000) e lançamentos mais recentes, Aos Teus Olhos (Carolina Jabor, 2018), O Grande Circo Místico (Cacá Diegues, 2018), Morto Não Fala (Dennison Ramalho, 2018), Sequestro Relâmpago (Tata Amaral, 2018). O documentário, um dos gêneros mais fortes que temos por aqui também, está representado em Fevereiros (Marcio Debellian, 2019), Divinas Divas (Leandra Leal, 2016), Dominguinhos (Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar, 2014), SLAM: A Voz do Levante (Roberta Estrela D'Alva e Tatiana Lohmann, 2017), entre outros.

No catálogo também estão presentes filmes estrangeiros como O Formidável (Michel Hazanavicius, 2017), cinebiografia sobre os bastidores de uma filmagem de Jean-Luc Godard; 120 Batimentos Por Minuto (Robin Campillo, 2017), que retrata o braço francês do movimento ACT UP na luta contra a epidemia de AIDS no início dos anos 90; As Montanhas Se Separam (Jia Zhang-Ke, 2015), do premiado cineasta chinês autor de filmes como Amor Até as Cinzas e Um Toque de Pecado; e o excelente documentário Eu Não Sou Seu Negro (Raoul Peck, 2016).

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