Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegue aqui

Crítica: Anna - O Perigo Tem Nome

Mais um longa em que Luc Besson mostra a força das personagens femininas
Anna - O Perigo Tem Nome

O título do filme já nos adianta o nome da personagem principal da mais recente obra do diretor Luc Besson, ‘Anna: O Perigo tem Nome’. Interpretada pela modelo e atriz russa Sasha Luss, o longa narra a história de Anna que, de uma promissora carreira militar, passou à vida de viciada em narcóticos e acabou se tornando espiã da mais perigosa instituição do governo russo, a KGB.

O longa carrega a marca do cineasta, que gosta de protagonizar seus filmes com mulheres fortes e dominadoras, inserindo-as num contexto que, normalmente, caberia aos homens. Foi assim com ‘Nikita: Criada para Matar’ (1991) e ‘Lucy’ (2014), por exemplo. E ele é bom nisso.

A admiração de Besson pelo feminino é transparente em seus filmes, mas ele consegue equilibrar esse ponto crucial com boa dose de violência e, claro, personagens masculinos. Em ‘Anna: O Perigo tem Nome’, não é diferente, e esse é um dos motivos por que os filmes do diretor não cansam.

O dinamismo do longa é impressionante, e Besson vai nos apresentando a personagem principal gradativamente, à medida que vai e volta no tempo, como se estivéssemos brincando com uma Matryoshka (a famosa boneca russa, várias vezes mencionada nas cenas) em que cada camada representa uma Anna diferente: a órfã, a drogada, a modelo, a espiã. Todas elas, no entanto, buscam apenas um objetivo: a liberdade.

Ao mesmo tempo em que possui boa dose de frieza (o que permite que ela ingresse na KGB), Anna não se perde em seu papel de agente nem em suas habilidades, e ainda carrega consigo dúvidas, angústias e incertezas, não somente em relação ao futuro, mas também com relação às figuras masculinas.

Assim, Alex (Luke Evans) e Lenny (Cillian Murphy), num primeiro momento podem parecer somente um passatempo de prazer para ela, mas depois fica claro que eles não lhe são indiferentes. Mesmo assim, suas inclinações sexuais não são fortes o suficiente para desviá-la de seu foco, que é ser livre, dona de suas próprias escolhas e destino.

Muito além da filmografia de Luc Besson, entretanto, outros filmes nos lembram muito o enredo de ‘Anna: O Perigo tem Nome’. ‘Operação Red Sparrow’ (2018), de Francis Lawrence, é um deles, mas ao olhar para Anna, não há como não se lembrar da Viúva Negra de Scarlett Johansson.

Apesar da diferença de altura (uma tem 1,60m e a outra 1,78m) e da cor do cabelo (uma é ruiva e a outra é loira), as personagens quase que poderiam ser as mesmas. Não seria nada estranho se, ao invés de Natasha Romanov, encontrássemos Anna no grupo dos Vingadores. Suas lutas parecem uma dança muito bem coreografadas, chegando ao ponto de serem elegantes.

E por falar nisso, outro ponto a ser considerado é a sutileza de Besson em misturar as duas profissões de sua protagonista. Como já mencionado, Sasha Luss, além de atriz, é modelo. Sendo assim, em meio ao clima de espionagem e ação do filme, o cineasta inseriu o mundo da moda na narrativa, ao fazer Anna se tornar modelo internacional, como forma de disfarce para completar uma missão. Dessa forma, glamour e estilo aparecem como um bônus para encher os olhos do público e elevar o figurino da obra a um nível superior e digno de nota.

Por tudo isso, com ‘Anna: O Perigo tem Nome’ os fãs de ação ganharam mais uma boa pedida de entretenimento.


Deixe sua opinião:)

Mostrar comentários 💬