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Crítica: Tudo Acaba em Festa

Assim, num misto de piadas ruins e improvisos bem feitos, Tudo Acaba em Festa acaba se saindo bem, na verdade, por cumprir exatamente o seu propósito: trazer uma história bem-humorada, ideal para um Sessão da Tarde sem propósitos grandiosos.
Tudo Acaba em Festa

A mais nova comédia nacional protagonizada por Marcos Veras e dirigida por André Pellenz traz como proposta representar um tradicional costume da classe trabalhadora pouco explorado no cinema: a festa da firma. Partindo do princípio que todo empregado já passou pela experiência de ser “obrigado” a participar de uma confraternização de fim de ano junto aos demais funcionários da empresa, o filme busca criar arquétipos bem característicos de figuras de nosso cotidiano, no melhor estilo “Zorra Total”, trazendo uma história simplista, mas capaz de entreter aqueles descompromissados com conteúdo.

O enredo acompanha Vlad, um funcionário de RH de uma multinacional que leva a vida de forma imatura priorizando festas e horas bem dormidas à trabalho e pontualidade. Ainda morando na casa dos pais, começa a ser pressionado pela namorada, Aline (Rosanne Mulholland), que exige que o parceiro demonstre maturidade e responsabilidade com seu futuro. É então que, num momento de crise, o Senhor Takai (Nelson Freitas), presidente da empresa, dá a Vlad uma função que, se bem executada, pode servir como um marco em sua carreira: unir os funcionários da empresa organizando uma festa da firme. Para ajudá-lo em tal missão, ele contará com a ajuda de uma recém-contratada estagiária, Priscilla (Giovanna Lancellotti), que não possui experiência alguma em escritórios, mas sabe como organizar uma boa festa.

A aposta do longa encontra-se inteiramente apoiada em seus personagens e no elenco, visto que a história é rasa e não apresenta propostas que se sustentem. O filme consegue ser bem guiado por Marcos Veras, que possui uma já conhecida habilidade humorística e consegue cativar o público, trazendo um personagem com o qual é possível se identificar. Além de Vlad, sua namorada Aline é a única personagem do filme que não recai num estereótipo grotesco e intencionalmente exagerado, e não exerce papel maior na história além de influenciar as ações do protagonista.

Desde Priscilla, a estagiária do interior, até todos os demais funcionários, passando pelo departamento jurídico, equipe de T.I., atendentes de telemarketing, setor de transporte e muitos outros, características são acentuadas e “piadas antigas” sobre o que a sociedade pensa de cada arquétipo social são jogadas sem descanso na tela. É impossível assistir ao longa sem se sentir representado (ou ofendido) por pelo menos uma das representações de grupos trabalhadas na premissa.

Não é possível acusar a falta de conteúdo como “característica da comédia nacional”, visto que o longa, na verdade, aposta inteiramente no modelo de comédias rasas norte-americanas, que comumente retratam estereótipos do cotidiano em filmes sobre empresas e grandes corporações. Assim, deve-se reconhecer que o longa não fica atrás de títulos protagonizados por Adam Sandler, Owen Wilson ou até mesmo Jennifer Aniston.

Logo, num misto de piadas ruins e improvisos bem feitos, Tudo Acaba em Festa acaba se saindo bem, na verdade, por cumprir exatamente o seu propósito: trazer uma história bem-humorada, ideal para um Sessão da Tarde sem propósitos grandiosos.

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