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Crítica: Sol da Meia Noite

O que ele tem de diferente dos outros dramas de romance sobre jovens sofrendo com algum tipo de doença?
Sol da Meia Noite

Dia dos namorados chegando, e a estréia de um romance adolescente também. Mas, o que Sol da Meia-Noite tem de diferente de outros filmes sobre jovens sofrendo com algum tipo de doença?

Katie (Bella Thorne) é uma adolescente que possuí uma doença rara chamada Xeroderma Pigmentosum ou XP, doença essa que não permite que o portador entre em contato com raios ultravioleta. Entre no Google e procure um pouco mais sobre, é bem diferente e bem mais triste do que o retratado aqui. Ela então vive uma vida reclusa, estuda em casa, e vê o seu maior crush (Patrick Schwarzenegger) apenas pela janela de quarto. Com hábitos de uma vida noturna e apenas uma amiga, Morgan (Quinn Shephard), durante a noite ela visita uma estação de trem para cantar e tocar violão, até que um dia Charlie (Schwarzenegger) a encontra e temos o nosso romance.

O filme começa com uma explicação da condição médica de sua protagonista, com uma montagem dinâmica e uma narração engraçadinha, chega a criar uma certa expectativa de que teremos alguma novidade sendo apresentada em tela, mas para bem por ai. Isso é ruim? Não. Mas temos praticamente um filme igual a esse todo ano (Se Eu Ficar, A Culpa é das Estrelas, Um Amor Para Recordar, Agora e Para Sempre, Antes Que Eu Vá), seria legal apresentar ao menos um jeito diferente de contar a história (Eu, Você e a Garota que Vai Morrer é um bom exemplo). Mas o roteiro não só não se dispõe a isso, como também por vezes parece desleixado em seus diálogos, o que dificulta para o elenco e vai caindo cada vez mais em clichês do gênero.

Os pontos positivos do elenco vão para Rob Riggle, que entrega um pai amigo, preocupado e que vive em prol da segurança de sua filha. A relação entre ele e Katie passa verdade, a garota nem ao menos consegue mentir para seu pai tamanho afeto e cumplicidade que tem junto a ele. É uma das melhores coisas do filme. E a melhor cena também só funciona por conta dele.

Junto de Rob, Quinn Shephard é outra que manda muito bem em sua performance, ela é o alivio cômico e a única amiga da protagonista, é quem tira Katie de casa para levar à sua primeira festa, e que obriga a jovem a se encontrar com Charlie. Morgan consegue ter uma fisicalidade e seus diálogos parecem melhores que do restante do elenco, mas isso ocorre pela qualidade da atriz (que apesar da pouca idade já roteirizou e dirigiu um filme).

Bella Thorne entrega uma protagonista que é confiante e alegre, mesmo diante das dificuldades que a vida lhe impõe. Por culpa também do roteiro, não vemos nenhum tipo de problema psicológico causado pelos 17 anos de reclusão de sua personagem, ela, alias, enfrenta tudo com muita tranquilidade. Infelizmente a atriz não convence quando as cenas exigem mais peso dramático, como em uma conversa com seu pai em que o texto e atuações parecem robóticas e ensaiadas.

Já o seu par romântico, Patrick Schwarzenegger, consegue ter um charme quando necessário, mas não convence no resto, o background do personagem exigia um peso maior que o sorriso do rapaz, a forma como ele lida com a situação de Katie é completamente inexpressiva.

Apesar disso, o filme gera alguns momentos que podem causar um riso ou outro, o romance tem um certo grau de fofura capaz de agradar ao público alvo.

A fotografia conta com cores bem saturadas, muito uso de amarelo para trazer alegria às cenas e também emular a luz do sol ausente por boa parte do filme. O design de som fica um pouco esquisito quando Katie começa a cantar, mas por outro lado a bela voz de Thorne ofusca isso, e a trilha sonora tem pelo menos três músicas cantadas pela atriz.

Infelizmente o filme não entrega um momento inesquecível com a protagonista, como a cena de estar em dois lugares ao mesmo tempo de Um Amor Para Recordar, mas a sua melhor cena pode causar lágrimas nos mais sensíveis.

Sol da Meia-Noite é um filme que você entra na sala de cinema já sabendo o que esperar. O filme não busca inovações, não tem compromisso com a verdade da doença da protagonista, mas entrega uma boa relação familiar e um romance adolescente capaz de esquentar os corações.

O que ele tem de diferente dos outros dramas de romance sobre jovens sofrendo com algum tipo de doença? Nada. E você decide se tudo bem ou não.

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