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Cláudia Abreu fala sobre “Berenice Procura”, suspense nacional que estreia nesta quinta (28/6)

O suspense nacional chega aos cinemas nesta quinta-feira (28/6).
Berenice Procura
Imagem: Roberto Filho/Brazil News

Na noite da última quarta-feira (20/06), aconteceu a pré-estreia no Rio de Janeiro de Berenice Procura, que entra em circuito nesta quinta-feira (28). O evento se deu no Cine Estação Botafogo, complexo de cinema localizado próximo à estação de metrô do bairro carioca. Estiveram presentes o elenco (Cláudia Abreu, Eduardo Moscovis, Vera Holtz, Caio Manhente, Valentina Sampaio, entre outros), bem como o diretor Allan Fiterman, os roteiristas Flávia Guimarães e José Carvalho.

Também compareceram diversos convidados, entre eles, Rodrigo Fonseca, presidente da Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro (ACCRJ), que mediou o bate-papo do público com a equipe do filme após a sua exibição. Nós, do Loucos por Filmes, estivemos presentes e conversamos brevemente com o diretor do filme e sua protagonista Cláudia Abreu, que nos concedeu uma entrevista.

LOUCOS POR FILMES – Antes de falarmos especificamente sobre Berenice Procura – que, aliás, é bem potente e visceral, apresentando uma linguagem que não é comum de ser vista no teatro e, principalmente, na TV –, gostaríamos de saber justamente o que você mais gosta de fazer no sentido de atuar em cada uma dessas mídias: nas novelas (TV), no teatro e no cinema.

CLÁUDIA ABREU – Eu não saberia te dizer assim. Acho que você tem que ser potente onde você estiver, então ser potente com aquela história que tem que ser contada. Agora, por exemplo, eu estou no teatro, em São Paulo, fazendo uma peça chamada PI – Panorâmica Insana. Lá, estamos falando de outro tipo de potência, que não é esse assunto da transfobia, mas é um assunto muito pertinente: a falência da humanidade. Então, acho que em cada lugar, em cada forma de expressão, temos que contar uma história muito bem contada e com potência.

LOUCOS POR FILMES – Sobre o filme, notamos que a trama acaba expondo uma família tradicional e um outro tipo de família, diferente do padrão tradicional, mas que funciona tão bem quanto.

Em relação à Berenice, ela é uma mulher forte, de fibra, mas completamente diferente da imagem de mulher que costumeiramente vemos na mídia: ela é uma mulher que, ao mesmo tempo que é dona de casa, também trabalha fora, sua profissão é a de taxista (atuação na qual pouco vemos mulheres, inclusive), está em busca de independência e, quando parece que todo já foi solucionado e que o caso do assassinato da transexual Isabelle já se encontra encerrado, ela vai atrás da verdade, em busca, acima de tudo, de justiça.

Como foi para você interpretar uma mulher tão forte e tão diferente do que costumamos ver?

CLÁUDIA ABREU – Acho que é superimportante neste momento termos mulheres fortes, termos essa representatividade das mulheres fortes, independentes e potentes, que possam fazer a diferença. Por exemplo, embora esteja em um casamento infeliz e envolvida em várias questões superdifíceis, ela não fica em casa. Ela é uma pessoa proativa, é uma pessoa que está sempre atrás de tentar melhorar como pessoa. Na verdade, ela se encontra em uma crise existencial muito grande, mas podemos perceber que, gradativamente, ela consegue sair dessa, digamos, depressão e viver um pouco mais. Porém sempre com força, sempre trabalhando, não ficando inerte.

LOUCOS POR FILMES – Por fim, o tema da homofobia e da transfobia surge no filme como uma espécie de mote para fazer a trama girar. Essa é uma temática que eclodiu há pouco tempo, tomando mais força e visibilidade recentemente. Na TV, notamos que essa é uma questão inserida mais discretamente, por conta de bastante preconceito ainda existente.

Gostaríamos de saber como você enxerga o avanço quanto à abordagem e ao espaço desses outros locais de fala, bem como o seu papel colaborador, no caso de Berenice Procura, para a difusão de uma temática tão importante, mas ainda tão delicada.

CLÁUDIA ABREU – Eu acho maravilhoso estar colaborando para isso. Eu acredito que este filme contribui para dois locais de fala muito importantes: o lugar da mulher feminista, da mulher que tem a ação, que está à frente da sua vida e se impondo, com fibra, com força. Vejo que isso diz respeito a um momento muito importante para a mulher atual: um feminismo que coloca a mulher em uma posição de protagonista. E também a causa LGBT: a luta contra a transfobia, contra o preconceito, contra tudo isso que sabemos que precisa ser dito exaustivamente devido ao fato de o Brasil ser um país extremamente violento no que diz respeito a essa questão.



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