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Crítica #2: Um Lugar Silencioso

Um Lugar Silencioso

90 minutos de pura tensão e suspense não é apenas o que Um Lugar Silencioso nos mostra. É uma história envolvente, que cativa, retém nossa atenção e, mesmo com alguns clichês, se sustenta durante todo o filme. O enredo com uma premissa interessante poderia muito bem se esvaziar nas telonas, algo que felizmente não aconteceu. Além de ser uma trama chamativa, ela cumpre seu papel de entreter, distribui terror em pequenas doses certeiras e nos convida a participar dessa experiência sonora invejável.

Dirigido por John Krasinski, que também atua no longa, o filme retrata uma família que vive numa fazenda remota nos Estados Unidos, mas que vive de uma maneira peculiar. O ano é 2020. Entidades fantasmagóricas invadiram e dominaram a Terra e caçam os humanos a partir do som emitido por eles. O que resta é fazer silêncio em todas as situações possíveis.

Com apenas quatro atores, o nível de atuação surpreende e merece destaque. John Krasinski (13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi/A série The Office) interpreta o pai da família escondida no campo e, por boa parte da trama, divide o protagonismo com Emily Blunt (A Garota no Trem/Sicario: Terra de Ninguém), a mãe que está grávida e faz uma das cenas mais intrigantes do filme. Os filhos, vividos por Millicent Simmonds (Sem Fôlego) e Noah Jupe (Extraordinário/The Titan), ganham espaço no decorrer dos acontecimentos e são relevantes para a história. Os personagens criam uma empatia conosco e nos fazer torcer por eles, no final das contas.

Explorar o silêncio é o ponto alto dessa trama. A trilha sonora de Marco Beltrami enfoca isso e faz com que o espectador se sinta completamente imerso naquele contexto pós-apocalíptico. Tudo passa a ser um ponto de apoio e há momentos em que se presta atenção em situações que seriam facilmente deixadas de lado em outra ocasião. O roteiro apresenta alguns clichês de filmes de terror, porém não toma conta do resto já apresentado. A fotografia de Charlotte Bruus Christensen, igualmente belíssima, participa na construção da tensão, junto da edição e montagem. E com certeza o olhar de John fez diferença estando na direção.

O que poderia dar muito errado, deu certo. Uma ideia bem executada, sem fillers e sem ações desnecessárias, um clima de suspense envolvente, ótimas atuações e o mesmo com a produção. Um Lugar Silencioso traz aquilo que estava em falta hoje em dia: um filme que dá aflição, tensão e inquietação. Uma junção de suspense com um leve terror que entretém sem decepcionar as expectativas.

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