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Crítica: Sobrenatural - A Última Chave

Sobrenatural: A Última Chave retorna com aspectos que entretém e capta a nossa atenção.



O quarto filme da franquia Sobrenatural traz recursos dos outros longas num roteiro clichê que avança e se sustenta no clima tenso. A franquia consagrada manteve sua linha de terror e aqui são aprofundados alguns mistérios da infância da personagem principal, em torno de um núcleo de referências e coadjuvantes que compõem a trama.

Elise Rainier, grande personagem do mundo de Sobrenatural, é chamada para resolver o caso de uma assombração no Novo México. O que a chamou atenção foi o fato desse lugar ser justamente a casa em que ela passou a conturbada infância. Acompanhada por mais dois colegas, Elise irá descobrir que o mal que a assombrava está mais perto do que imaginava.

O filme segue uma linha cronológica interessante que faz sentido. Acontecimentos do passado que vêm se repetindo durante os anos. Como um todo, a obra é fechada, pontual e significativa. O terror fica por parte dos jumpscares e da história tensa e dramática. Alguns personagens ganham destaque e o plot usado no filme ganha relevância ao decorrer dos episódios da trama. O visual agrada e seu desfecho também.

Um grande ponto positivo é a interpretação de Lin Shaye (A franquia Sobrenatural/A Hora do Pesadelo) como Elise. Seu papel é fundamental para toda a trama, afinal ela é a peça-chave das situações ali envolvidas. A sua expressão constrói a carga dramática do filme e ela o faz muito bem. Os colegas de Elise, Tucker e Specs, interpretados por Angus Sampson (A série televisiva Fargo/Mad Max: Estrada da Fúria) e Leigh Whannell (Jogos Mortais/A franquia Sobrenatural) carregam o ar cômico do filme, com algumas pitadas de humor. Leigh, inclusive, é o roteirista deste filme. Ainda aparecem nomes como Spencer Locke (A Casa Monstro/Resident Evil 4: Recomeço), Tessa Ferrer (A série televisiva Grey’s Anatomy/Abducted) e Javier Botet (Mama/REC).

A produção do filme é ótima e extrai boas experiências do filme. A fotografia é bem direcionada, como montagem e edição agradável e trilha sonora muito bem disposta. A direção de Adam Robitel foi bem intencionada e os efeitos especiais são realistas, o que proporciona uma imersão definitiva na história. O roteiro de Whannell tem suas escapadas, mas nada que saia do controle. Tudo isso proporciona uma boa ambientação e resulta em um bom filme.

Sobrenatural: A Última Chave retorna com aspectos que entretém e capta a nossa atenção. Um belo filme para as horas vagas e para quem procura algo do gênero terror com uma trama envolvente. Aqueles que gostam dos outros filmes da franquia provavelmente também irão se contentar com este.


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