Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegue aqui

Crítica: 300: A Ascensão do Império

Crítica: 300: A Ascensão do Império
Pegando carona no sucesso de seu antecessor, que mesmo com um argumento simples agradou com um visual impressionante e a consagração popular do herói Leônidas, o diretor Zack Snyder (O Homem de Aço, 2013) decidiu produzir esta sequência que ocorre na mesma época da lendária batalha de Esparta, porém o foco da guerra é desviado para mostrar como gregos e persas lutaram em uma épica batalha pelo domínio do território grego. Desta vez, a direção ficou nas mãos do inexperiente Noam Murro (Vivendo e Aprendendo, 2008), já levantando dúvidas a respeito da qualidade do projeto. O motivo desta sequência ter demorado 7 anos para ser realizada foi a espera até que Frank Miller terminasse sua mais recente graphic novel, que serviria de base para o roteiro do filme.

Com a ausência certa de Leônidas (Gerard Butler e seu “Isso é Esparta!”), haviam grandes expectativas quanto ao seu algoz Xerxes (interpretado pelo brasileiro Rodrigo Santoro) ter um destaque bem maior na trama. Apesar de Xerxes ter sua origem explicada (e de uma forma bem ilusória), a produção decidiu dar um foco maior na personagem Artemísia (Eva Green). Isso mostra que, infelizmente, Rodrigo ainda não passa de um mero enfeite para os norte-americanos. Completam os destaques do filme o bravo Temístocles (Sullivan Stapleton) e a rainha Gorgo (Lena Headey).

Embora consiga satisfatoriamente atingir parte do público com suas intermináveis cenas de batalhas e a mesma “estilização” visual do primeiro filme, 300: A Ascensão do Império comete falhas capitais, que acabam por desestimular o interesse do espectador antes da metade do filme. Ao tentar "casar" a história da batalha de Atenas com a história anterior, de Esparta, os roteiristas não conseguiram levar a trama de forma plausível, suas boas intenções ficaram perdidas em meio a tanto sangue (com um efeito bem artificial, por sinal) e golpes de espada, exagerando na utilização do slow motion a cada membro decepado ou a cada morte (e são muitas, acredite!). O único elemento de destaque que não pode passar sem ser reconhecido é a marcante atuação de Eva Green, que não apenas interpreta sua personagem, mas parece vivê-la.

Resumindo, o filme não agrega em nada seu antecessor, pelo contrário, quase coloca em cheque a reputação do primeiro. É recomendado para quem tem um bom "estômago" para violência, mas deverão digerir também alguns diálogos artificiais, além de discursos enfadonhos e em demasia, sendo que a única coisa que realmente valha a pena é ver Eva Green, incluindo uma cena de tirar o fôlego (o curioso é que é uma das poucas cenas fora do campo de batalha). Mesmo que esta sequência não consiga resistir as duras críticas que têm recebido, o sucesso nas bilheterias tem sido satisfatório o suficiente para encerrar a saga em mais um capítulo. O jeito é aguardar..

Deixe sua opinião:)

Mostrar comentários 💬