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Crítica: SEM ESCALAS (2014)

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Se você assim como eu nunca cansa dos filmes de ação, lotados de throat chops e frases de efeito protagonizado pelo já considerado bad ass Liam Neeson não vai se decepcionar com seu mais novo trabalho. Sem Escalas entrega o que promete sem nunca perder a atenção do espectador de vista: momentos de tensão e soluções nonsenses distribuídos em 106 minutos de puro entretenimento.

O desequilibrado agente federal Bill Marks (Liam Neeson) responsável por garantir a segurança de passageiros de uma viagem de avião se vê encurralado por um anônimo misterioso a bordo do avião que passa a contatá-lo através de mensagens, ameaçando matar um passageiro a cada 20 minutos caso 150 milhões não sejam transferidos para uma conta de sua escolha. Marks precisa lutar contra o tempo para descobrir a identidade do criminoso e para provar sua própria inocência.

O filme tem um início eficiente que estabelece de maneira rápida o contexto do protagonista, um alcoólatra com problemas familiares e profissionais. Além disso, sem abusar de diálogos expositivos, o que é gratificante por si só, apresenta alguns dos personagens secundários que desempenharão papéis de alguma importância na trama, construindo assim um contexto em que se pode duvidar de qualquer um, inclusive do protagonista. A desconfiança vai crescendo gradualmente uma conforme notamos que além de emocionalmente instável, Marks é deliberadamente violento, não hesita em abusar de sua autoridade, para prosseguir na investigação.

O fato da ação se desenrolar dentro de um avião faz muito bem a sensação de urgência que o filme precisa imprimir no espectador. Numa altitude obscena e viajando a 900 km/h não há para onde fugir e a tensão a associada a esse ambiente claustrofóbico já foi bastante explorada no cinema, cito o excepcional Voo 93, e o ridiculamente divertido Serpentes a Bordo, dois de meus favoritos nessa subcategoria. Além disso estar confinado com um bando de desconhecidos durante uma crise é suficiente para assustar alguém, ainda mais quando algum deles pode ser um potencial terrorista, Sem Escalas brinca com isso ao inserir um personagem Árabe, alvo de desconfianças por parte dos outros passageiros.

Mas claro que sem o carisma de Liam Neeson o filme perderia muito de seu brilho, o sujeito é tão durão que só não figura (por enquanto) Os Mercenários porque é um ator de primeira classe, com todo respeito a turma de Stallone é claro. Estamos acostumados com tipos menos talentosos como heróis de ação, o que torna ainda mais curioso o fato de que este cara nunca está no piloto automático, e este é um motivo que mais me inspira admiração nele, mesmo em filmes rasteiros como Fúria de Titãs, ele dá o seu melhor, sempre compra a ideia por mais ridícula que ela seja. Aqui não é diferente, conduz o filme com competência ajudado de Julianne Moore e Michelle Dockery principalmente, e também pelo elenco secundário, atenção para a tímida participação da favorita ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, Lupita Nyong'o (Linda!!).

Mesmo que do meio para o final as soluções oferecidas para alguns dos conflitos sejam arbitrárias, e até, como disse antes no texto, um tanto nonsenses, vide a motivação dos vilões por exemplo, isso não afeta a diversão que sem se levar a sério demais, o filme oferece. Mesmo sendo mais um filme protagonizado por um agente durão, cheio de habilidades, colocado numa situação limite, consegue se destacar por ter sequências de ação empolgantes, e claro, por contar com um dos caras mais fodas dos últimos tempos detonando tudo e todos, como resistir?

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