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Crítica: UMA NOITE DE CRIME (The Purge)

Durante o ano inteiro as pessoas guardam suas mágoas, indiferenças e raivas até o dia do Purge, mostrado como ambos um culto quase religioso de libertação e um momento de tensão lockdown para as pessoas de boa índole. O filme conta a história da família Sandin durante o Purge, um dia por ano de isenção e imunidade por crimes cometidos contra - quase - todos com armas de até nível quatro.
O diretor e roteirista James DeMonaco traz, junto de uma premissa aparentemente boa, uma crítica  moral. O filme roda em torno desse conceito de questionamento de valores éticos se tornando, às vezes, muito repetitivo. A pergunta feita no filme, mais especificamente, é: Você sacrificaria a vida de um estranho para proteger a de sua família?
Quando o garoto mais jovem, Charlie, deixa um estranho entrar na casa durante o bloqueio no meio do Purge, o estranho desaparece. Enquanto isso, bate na porta dos Sandin o vilão, Polite (o jovem vilão loiro que quer ser o coringa mas falta-lhe autenticidade). Polite exigi que James, o pai da família, entregue o fugitivo que o garoto deixou entrar em casa em troca de sua vida, sua casa e sua família. James inicialmente aceita a proposta e começa a caçada pelo Bloody Stranger (como é referido no IMDb).

Paralelamente a tudo isso, passa-se a trama do namorado da filha mais velha, Zoey. Pela diferença de idade, o pai de Zoey não gosta da ideia de sua filha namorando Henry. O que James não sabe é que Henry está trancado na casa junto com a família Sandin durante tudo isso.
São muitas informações jogadas na nossa cara de uma vez só de maneira meio atordoada. O roteiro não é bem escrito, porém a direção tem traços interessantes. Por exemplo, o garoto Charlie - o pequeno causador de todos os problemas - tem um boneco construído com uma câmera embutida e as cenas mostradas em primeira pessoa pelo boneco são diferentes da mesmice do resto do filme.

O elenco é razoável, a garota que faz Zoey é muito bonita e atua de uma maneira passável. A mãe é a impecável Lena Headey (a Cersei, de Game of Thrones). E o pai, Ethan Hawke, faz o papel que lhe é dado sem acrescentar nada demais.
Quando eu vi o trailer pela primeira vez no YouTube, fiquei ansiosíssimo para assistir, como acredito que muitos de vocês estejam. Infelizmente a ideia é muito melhor do que a maneira como ela é desenvolvida. Falta carisma para o vilão, os personagens não são bem introduzidos e, quanto mais o filme avança, mais parece que DeMonaco quer atingir os espectadores com plot twist atrás de plot twist.
O filme não tenta evitar nem faz bom uso dos clichês, abusa do psicológico e transforma o elemento da surpresa em apenas elemento, depois de repetidas maneiras de usar a mesma fórmula.


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