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Crítica: A Maldição da Floresta

A Maldição da Floresta conta a repetida história de uma família que se muda para uma casa isolada e acontecimentos sobrenaturais se iniciam. Não há muito o que falar da premissa mais clichê do gênero.
Crítica: A Maldição da Floresta

O ano de 2016 tem evidenciado certa regularidade no gênero terror, que parecia estar morrendo aos poucos com produções genéricas nos últimos anos. Quando as Luzes se Apagam e O Homem das Trevas surpreenderam ao apresentar premissas simples nesta época tão escassa para o gênero. A Maldição da Floresta, entretanto, chega perto de se tornar um passo para trás, infelizmente.

Dirigido por Corin Hardy (do cancelado remake de O Corvo) e estrelado por Bojana Novakovic (Demônio); Joseph Mawle e Michael McElhaton (ambos de Game Of Thrones), o longa conta a repetida história de uma família que se muda para uma casa isolada e acontecimentos sobrenaturais se iniciam. Não há muito o que falar da premissa mais clichê do gênero.

O desinteresse pela película começa logo aos minutos inicias, evidenciando elementos estereótipos do gênero. Além da família se mudando para um novo lar isolado, há um cachorro rastreador que de cara já se sabe o que vai acontecer e, ainda mais claro, um homem perturbado avisando para não entrarem na floresta. Por mais que o filme não seja um desastre, grande parte de seu tempo é previsível e fraco. A fórmula do horror genérico com inúmeras sequências de jumpscares é excessiva ao longo de toda a projeção. Sim, os sustos funcionam, afinal, como não se assustar com o artifício mais óbvio de todos?

Há uma música de tensão gradativa, pontos de vista alternados, a música para, alguns segundos de silêncio e bingo! Um estrondo de pular da cadeira. Mas qual a graça de saber exatamente os momentos em que vou levar um susto? Filmes como O Babadook e A Bruxa foram absolutamente eficientes em assustar e, principalmente, perturbar o espectador. Goste ou não, tais filmes não sairão da sua cabeça com facilidade.

Se Hardy tivesse optado por desenvolver o medo através de elementos gradativos de tensão, explorando o silêncio e a sugestão do sobrenatural, sem apelar para centenas de cortes óbvios, o filme teria sido muito mais eficiente na proposta de assustar definitivamente. Porém, o diretor insiste em apelar para todos os tipos mais óbvios de sustos. O personagem olha para o lado, e quando volta para seu campo de visão, bingo novamente.

Mas A Maldição da Floresta tenta ser um filme bom e tem seus méritos. A direção de Hardy é segura e ousada – dentro do que se propõe, é claro. Há bons momentos de coragem em suas escolhas, por mais que abuse de uma narrativa previsível. Com poucos minutos de filme, já fica claro o que vai acontecer no desenvolvimento de cena, mas não fica evidente o modo como vai acontecer. E é aqui onde Hardy se destaca.

Não há brilho em seu trabalho, mas há eficiência ao cumprir sua proposta. Os atores não prejudicam também, há bons momentos de picos dramáticos na interpretação de Mawle, principalmente ao longo do terceiro ato. Bojana também se mostra eficiente ao explorar o desespero de sua personagem nos momentos de terror, e, principalmente, ao contracenar boa parte do tempo com um objeto de cena em mãos. Sobre McElhaton, o momento que mais agrada no filme é quando seu personagem toma uma decisão surpreendente no terceiro ato, méritos do ator e de Hardy aqui.

A Maldição da Floresta nunca foi promessa de filme do ano, nem mesmo pelo trailer. Por isso, não é um longa que exija altas expectativas. Há um potencial em agradar fãs do gênero do jumpscare excessivo e, com isso, pode se tornar um bom entretenimento nas salas de cinemas.

4
Divulgaí

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