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Crítica: A Bruxa


Um bom marketing pode fazer o filme se tornar um sucesso de bilheteria em poucas horas e um marketing excelente, mas mal executado pode fazê-lo se tornar um fiasco em qualidade. Nos últimos dias, o longa A Bruxa sofreu o que seria a divulgação “boca à boca”. Foi chamado de “pertubador”, “aterrorizante”, “infernalmente assustador”, mas na realidade, é apenas um documento histórico com um bela fotografia, algumas cenas de arrepiar e um elenco que carrega toda a história.

Antes de mais nada, o telespectador deve ter em mente que o longa está longe de ser o novo terror que poderá ser banido de diversos países como A Serbian Movie foi. Em um estilo que lembra A Bruxa de Blair, o filme trata de manter a expectativa alta, a pergunta sobre o que está por vir sempre no ar, para no fim concluir sem muitos sustos e uma boa história. Nele temos cenas perturbadoras de deixar desconfortável, mas nada insuportável ou que cause pânico.

O que é mais complicado de se suportar é conseguir seguir todas as ideias presentes. Nos primeiros minutos, vemos a família ser expulsa da vila, mas com poucas explicações, logo após, seguimos minutos sem diálogos, fazendo com que o telespectador junte sozinho as peças do quebra-cabeça. E com um roteiro inspirado em documentos reais, os que sentem repulsa por qualquer história sangrenta e medonha irão encontrar fatos históricos, o que poderíamos chamar de “terror documental”.

A Bruxa é um filme de elenco, que sem uma dinâmica como a que os atores conseguiram criar entre si, nunca teria ficado tão bom quanto ficou. Mas mesmo com os veteranos Kate Dickie e Ralph Inenson (ambos de Game of Thrones), quem realmente segura o longa nas costa são as crianças, dando ênfase a protagonista Thomasin interpretada por Anya Taylor-Joy e Caleb vivido por Harvey Scrimshaw. Além disso, o longa é repleto de qualidades técnicas, dentre elas uma fotografia excelente que tenta em sua maioria criar uma tensão a luz de velas. Suas cenas misturam elementos de religiosidade, natureza e o medo da solidão e desconhecido. Todas bem pensadas e executadas pelo diretor estreante Robert Eggers.

Todo o enredo engloba misticismos, preconceitos e metáforas. Suas nuances são simples e em alguns momentos, podem ser paradas demais para o público atual. Incluindo sua cena final, que ao invés da “pegada” A Bruxa Blair, preferiu tornar tudo mais explícito e com uma explicação simples. Talvez, A Bruxa nunca chegue a ter um lugar de glória como melhor filme de terror do ano, mas consegue ser mais um ótimo longa para se iniciar 2016.

Divulgaí

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