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Crítica #2: Deadpool

O grande acerto de Deadpool é não tentar adaptar o personagem para o mundo real, mas ser fiel ao Wade Wilson
Crítica #2: Deadpool

Desde X-Men Origins: Wolverine, os fãs da franquia estiveram com um gosto amargo na boca, fazendo com que o estômago do público se revirasse a cada anúncio de filme. Quando surgiu Quarteto Fantástico que prometia ser uma nova fase para Fox/Marvel, a maioria acreditou que poderia vir algo interessante. Mas depois disso, até mesmo o sonho de surgir bons filmes de heróis pela Fox ficaram ofuscados. A Sony por medo de fazer o mesmo desastre, cedeu seus direitos do Homem-Aranha, a Fox por outro lado, “ressuscitou” o Deadpool.

Com um roteiro bem simples, o retorno de Ryan Reynolds e o anti-herói mais tagarela da Marvel, Deadpool é uma carta de desculpas para todo o público que se decepcionou com os últimos filmes que tentaram expandir o universo dos mutantes. Podendo ser superior ao último sucesso do estúdio, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido.

Deadpool não serviu apenas como uma longa desculpas da Fox, mas do próprio Ryan Reynolds, onde seus últimos dois papéis de herói foram, literalmente, para o ralo. Dessa vez o ator mostra que sempre foi a escolha perfeita para o papel e brilha em todo o filme. Cheio de referências de seu passado, seja com a frase “Nada de verde, por favor! Nem animação!” ou com fotos do Hugh Jackman e action figures do Deadpool de Wolverine, toda a fórmula dos últimos filmes de herói da Marvel é ignorada e nos é apresentada uma sátira do mundo real com bastante violência e piadas com o “timing” certo.

O filme não tenta ser uma origem, muito menos continuar os últimos eventos com o anti-herói, mas começa com o frenesi, dispensando qualquer tipo de apresentações, com bala na cara dos vilões e piadas nos créditos iniciais. Todo o roteiro vai e volta com flashbacks ministrados pelo próprio Deadpool e com o passar do tempo conhecemos seu passado, mas dispensando a fórmula forçada de origem, isto é, mudança, herói e vilão (ou apenas o Tio Ben morrendo).

Não há muito espaço para o resto do elenco se destacar, mas Morena Baccarin como sempre consegue se adaptar nos papéis mais sérios aos mais cômicos e a aparição dos dois X-Men foi um dos melhores momentos para apimentar as lutas, dando ênfase ao Colossus, que fez mais do que em qualquer outro filme e aos efeitos especiais das habilidades da Negasonic Teenage Warhead.

Um dos motivos para ganhar a classificação de 18 anos (16 anos no Brasil) são os diversos palavrões, piadas sobre sexo e cabeças sendo baleadas, mas toda a construção e forma como a história é contada também é um motivo. Dentre algumas referências está os filmes Alien, Curtindo a Vida Adoidado, diversos filmes e músicas dos anos 80. Logo, se não der para conquistar o público mais velho pelo personagem, o público vai encontrar diversos outros elementos para pelo menos, dar um breve sorriso.

O grande acerto de Deadpool é não tentar adaptar o personagem para o mundo real, mas ser fiel ao Wade Wilson, o deixando vestir a sua roupa vermelha e chamativa, abrir a boca para falar e conversar com o público, do jeito que ele é conhecido. Facilmente, Deadpool pode se tornar o filme de herói mais lucrativo da Fox. No final, se não der uma certa vontade de procurar os últimos números do anti-herói para ler, pelo menos dá para se sentir que acabou de ler uma revista em quadrinho.


PS: Deadpool possui uma cena pós crédito e diga-se de passagem, uma das melhores.

Divulgaí

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