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Crítica: Joy - O Nome do Sucesso

Joy é uma boa pedida para os curiosos por histórias que parecem copiar a ficção e para os fãs da atriz que agora está em sua terceira indicação ao Oscar
Crítica: Joy, O Nome do Sucesso

Com sua trindade favorita de O Lado Bom da Vida, David O. Russel promove a ostentação de Jennifer Lawrence do ano em Joy: O Nome do Sucesso. Contando a história real e ao mesmo tempo surreal da empreendedora e inventora Joy Mangano, todos os elementos do longa são construídos para fazer Jennifer brilhar, da construção do roteiro até os takes de filmagem.

Joy trata da vida de uma mulher como a de diversas outras mães, que parou todos os seus sonhos para se tornar dona de casa e criar sua família. Com uma narrativa muito interessante que pula de passado para futuro, conhecemos os medos e motivos da personagem, mas o estranhamento começa quando mais uma vez, Jennifer é muito jovem para o papel, interpretando uma mulher madura, com dois filhos e uma vida sofrida depois de um divórcio.

A maioria ainda não entende ao certo o por que de Jennifer ter ganho o Globo de Ouro de melhor atriz em comédia ou musical, ou nem tenha em mente do por que da indicação ao Oscar, mas novamente, a americana mostra sua competência diante das câmeras. O único problema é quando sua performance se torna similar com algumas cenas de seus trabalhos anteriores ou quando seu “brilho” apenas acontece devido a construção do filme ter esta intenção.

Por outro lado, se a intenção era “ostentar” a atriz, também conseguiram criar um roteiro divertido e dramático a ponto de fazer a história parecer muito mais uma ficção e sempre vir as perguntas: “Mas isso aconteceu mesmo?”. Com o branco da neve e o azul do céu, o filme vai se estendendo de forma descontraída e rapidamente, as duas horas do filme passam, com algumas boas risadas e altas tensões.

Quando há espaço, os personagens se destacam devido suas histórias, como é o caso de Virginia Madsen que interpreta a mãe de Joy, Terry, que se afundou nos enredos dramáticos das novelas para esquecer de seus problemas, ou a própria avó da principal, Mimi, que é quem nos mostra todo o trajeto de queda e fama da empreendedora. E não se pode esquecer da participação da atriz de Orange is the New Black, Dascha Polanco, a famosa Daynara, que não é excepcional, mas interessante ver a atriz percorrendo outros trabalhos.

David O. Russel fez o trabalho arriscado de juntar o seu elenco favorito, imaginando que novamente, seria a fórmula para o sucesso. Por um lado, o diretor conseguiu, lhe trazendo indicações a grandes prêmios, mas por outro, trouxe o longa mais fraco de sua carreira e uma dinâmica entre Bradley e Jennifer que pode ser cansativa, depois de O Lado Bom da Vida, A Trapaça e o esquecido Serena.

Joy é uma boa pedida para os curiosos por histórias que parecem copiar a ficção e para os fãs da atriz que agora está em sua terceira indicação ao Oscar, mas mesmo podendo ser considerado um excelente filme por alguns e tendo ótimos elementos técnicos e de elenco, se torna mediano por trazer um pouco de mesmice e as mesmas fórmulas já tão “mastigadas” pelo público. 


Divulgaí

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