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HOLLYWOOD e sua Fixação em Refilmagens

Alguns dizem que é a falta de criatividade, outros juram que a questão é trazer de volta franquias e filmes consagrados do cinema para que as novas gerações tenham acesso a eles. Mas o que todos têm de concordar é que, às vezes, chega até a dar calafrio só de ver a notícia de que seu filme preferido está cotado para um remake. Algo cada vez mais recorrente nos estúdios de Hollywood, as refilmagens estão tomando conta das telonas e quase sempre é possível ver entre os filmes em cartaz algum remake.
Muitas vezes é ótimo poder apreciar uma nova abordagem de um filme antigo, com a possibilidade de explorar efeitos especiais ou acertar um erro ou outro da produção anterior. Só que em diversas vezes também é decepcionante ver aquele filme que foi considerado há anos atrás clássico voltar aos olhos do público de forma desleixada, aparentemente tendo como único objetivo sugar a última gota do potencial de um filme, série ou franquia. Não é novidade que o que fala mais alto em Hollywood é o lucro, mas não custaria nada se os diretores prezassem pelo capricho, coerência e ousadia quando estivessem fazendo um remake.


A “crise de originalidade” enfrentada no cinema torna, a cada dia que passa, mais difícil a criação de um roteiro original de qualidade, e estes acabam sendo exceção a regra. Ao recorrer à facilidade de se basear em sucessos do passado, muitas refilmagens acabam se tornando desnecessárias ou então apenas apreciados por questão visuais. Um dos fatores que leva muitos executivos e diretores a cogitar a possibilidade de uma refilmagem ou nova adaptação para os dias atuais são as tecnologias e efeito especiais, que, principalmente em filmes de ação e terror, podiam deixar a desejar na época. Mas um filme não é feito só de efeitos especiais e, assim como um clássico mais antigo possa ter conseguido seu lugar de prestígio entre os filmes sem a necessidade de efeitos como os vistos hoje, os remakes não podem apenas focar as atenções e esforços para tal recurso, já que também precisam desenvolver diversas outras áreas do filme – o roteiro, principalmente, acaba sendo deixado de lado por muitos filmes que preferem focar a releitura nos efeitos especiais.


No entanto, não temos como negar que existem alguns remakes que honram o original ou até conseguem superá-lo. “Scarface” (1983), “Bravura Indômita” (2010), “Os Infiltrados” (2006), “Lolita” (1997) e “Millenium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” (2012) são exemplos de filmes que cumpriram o que prometeram e conseguiram manter a qualidade exibida nos originais. Por outro lado, remakes de “Psicose” (1998), “A Família da Noiva” (2005), “Planeta dos Macacos” (2001) e “A Pantera Cor de Rosa” (2006) não conseguiram ser tão bem sucedidos e são mais lembrados por seus erros do que acertos.


Alguns dos últimos remakes a irem parar nos cinemas foram “Robocop” (2014), dirigido pelo brasileiro José Padilha e que contou com um elenco de peso com atores como Samuel L. Jackson, Gary Oldman e Michael Keaton parece ter agradado o público e a crítica e “Carrie – A Estranha” (2013), tentativa um tanto quanto dispensável de remontar o clássico numa versão mais atual, com Chloe Moretz e Julianne Moore no elenco. Entre os que vão entrar nos próximos meses, estão “Godzilla” de Gareth Edwards, “O Grito” com produção de Sam Raimi, “Brick Mansions” com Paul Walker, “Pantera Cor-de-Rosa” e As Tartarugas Ninjas com produção de Michael Bay.
Divulgaí

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