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Crítica: COPA DE ELITE

Crítica: COPA DE ELITE
Em Hollywood o subgênero sátira, caracterizado por ser construído em cima de paródias de outros filmes, ganhou destaque na década de 1980, com o excelente Apertem os Cintos...o Piloto Sumiu!, desde então proliferaram-se obras seguindo a mesma linha, passando por um declínio e ressurgindo com força nos anos 2000 com Todo Mundo em Pânico. No Brasil embora a sátira tenha espaço na televisão, no cinema não se constata a mesma expressividade, porém, a configuração do cinema brasileiro nos últimos anos, tornou possível o lançamento do filme Copa de Elite, que, se cair nas graças do público poderá abrir espaço para este filão cinematográfico por essas bandas.

O filme gira em torno de Jorge Capitão (Marcos Veras) um truculento, porém competente e admirado capitão do BOP. Após salvar de um sequestro o maior craque argentino, às vésperas da Copa, perde sua credibilidade e acaba odiado pela opinião pública. Expulso da corporação e sem o reconhecimento que tanto presava, Capitão acaba descobrindo uma trama de assassinato do papa. Para impedir o atentado ele terá que trabalhar em equipe com a empresária de sex shop Bia Alpinistinha (Júlia Rabello), e ainda descobrir a identidade da mente malvado por trás do plano.

O crescimento do número de produções nacionais no últimos anos e o aumento da frequência do espectador brasileiro ao cinema, produziu uma série de filmes marcantes, que foram usados como base para paródia no longa Copa de Elite. Ancora sua trama principal em torno da paródia do aclamado Tropa de Elite, parodiando seu personagem principal truculento, isso rende algumas boas piadas como aquela em que durante um discurso Jorge Capitão promete aos populares que com a sua presença na corporação o único crime nas ruas será a violência policial. Além disso, faz sátiras de outros sucessos nacionais como 2 Filhos de Francisco, Bruna Surfistinha, Minha Mãe é uma Peça, Chico Xavier, E se Eu Fosse Você, entre outros.

O filme nem sempre é bem sucedido ao tenta costurar uma história a partir de reproduções das obras originais, a unidade é prejudicada quando a piada é colocada acima da história, um exemplo é a inteira sequência que satiriza Se Eu Fosse Você, não contribui em absolutamente nada para o andamento da história e é bem mais longa do que deveria. Inclusive o filme alonga-se demais em diversas piadas, e repete outras a exaustação, extrapolando a famigerada Lei dos Retornos Diminutivos, da primeira vez é engraçado mas quando passamos pela quinta o sentimento que a piada provoca é irritação.

Contando com um final que lembra apenas vagamente o do clássico Corra que a Polícia Vem Ai!, já que nem de longe possui um clímax com a mesma eficiência, Copa de Elite aproxima-se mais da remodelagem do gênero feita pelos irmãos Wayans. Mesmo que peque em muitos aspectos é interessante constatar que para o bem ou para o mal filmes como este são sintomas da expansão do cinema nacional. Se for um sucesso, Copa de Elite terá sequências, a esperança é que existam mais bons filmes brasileiros para serem parodiados.
Divulgaí

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