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Na Netflix: Nu

Apesar de produzido pela gigante Netflix, Nu não apresenta a qualidade típica das produções da plataforma streaming.
Na Netflix: Nu

Não seria bom poder reviver datas especiais, como, por exemplo, o dia do seu casamento, e aproveitar para tentar reparar quaisquer erros a fim de torná-lo um acontecimento perfeito? Ou seria, na verdade, uma espécie de pesadelo quando isso começasse a se repetir continuamente? Esse é o plot da comédia Nu, uma das mais recentes produções Originais Netflix, lançada no dia 11 de agosto.

O longa acompanha a saga de Rob Anderson (Marlon Wayans). Ele é um professor de literatura que está prestes a se casar com Megan (Regina Hall), uma médica bem-sucedida cujo pai (Dennis Haysbert) é dono de uma multinacional. Além de ter de lidar com suas próprias inseguranças com relação ao casamento, Rob ainda enfrenta a reprovação da família da noiva. Na véspera do casamento, enquanto Megan vai para uma despedida de solteiro com as amigas, ele aceita o convite do melhor amigo para beber. O que ele não esperava era acordar no dia seguinte completamente nu dentro de um elevador e sem lembrar como foi parar ali. E o pior: atrasado para o próprio casamento. Como se isso tudo não bastasse, ele acaba se vendo preso em um loop temporal que dura o período de uma hora, retornando, assim, continuamente ao elevador no qual acorda pelado.

Buscando recompor seus passos da noite anterior para descobrir como foi parar nu dentro do elevador ao mesmo tempo em que precisa correr contra o tempo para chegar ao próprio casamento em uma hora, Rob vai ter incontáveis chances para tornar essa data única e especial. Com isso, ele vai percebendo que o modo de escapar do ciclo temporal é fazendo com que o casamento seja perfeito, o que o levará a se esforçar para cumprir suas responsabilidades, compreender as inseguranças do sogro, corresponder às expectativas depositadas nele, repensar suas prioridades e analisar seus sentimentos pela futura esposa.

Com uma narrativa que possui um mote bastante explorado no cinema (podemos citar o famoso Feitiço do Tempo, além de No Limite do Amanhã, Contra o Tempo e também Antes que eu vá), o filme é, na verdade, um remake da comédia sueca Naken (2000). A direção do americano Michael Tiddes (habituado a trabalhar com Marlon Wayans, sendo Nu o quarto filme no qual trabalha com o ator – os anteriores foram Inatividade Paranormal 1 e 2 e 50 Tons de Preto) mostra-se mais uma vez fraca ao apresentar uma trama sem harmonia e sem ritmo, com várias cenas desnecessárias, repetições um tanto enfadonhas por não apresentarem novidades nem desenvolverem ou aprofundarem a história, além de fórmulas desgastadas e que não conseguem funcionar – assim como a interpretação extremamente caricatural de Wayans, que, apesar de bom comediante, busca obter um efeito cômico sempre por meio do exagero. Ademais, a proposta de comédia do filme é alcançada com muito esforço, não sendo necessariamente muito convincente; podemos dizer que até mesmo a pretensão de instalar um suspense na narrativa não obtém êxito, pois ele não se sustenta de forma contundente.

Apesar de produzido pela gigante Netflix, Nu não apresenta a qualidade típica das produções da plataforma streaming. Ainda assim, corresponde a uma opção de entretenimento descompromissada, despertando algumas risadas em seus 96 minutos de duração.


Divulgaí

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