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Crítica: Estrelas Além do Tempo

Sendo um dos pontos altos, o figurino e maquiagem não existem apenas para inserir o público nesta época, mas também para trazer elegância e sofisticação para as atrizes, mostrando que elas poderiam ser negras e mais pobres que seus superiores..
Crítica: Estrelas Além do Tempo

“Estamos fazendo história”. Três mulheres negras, em diferentes posições profissionais, enfrentando homens brancos e mulheres de nariz em pé. Em Estrelas Além do Tempo, figuras escondidas da história são exploradas de forma cômica, mas também séria, fazendo o público rir de boas piadas, mas também sentir no coração o que cada uma das personagens passou, que vai do racismo a humilhação em si.

Atos que eram normais para época, ignorados e jogados para debaixo do tapete com um olhar cabisbaixo e silêncio prolongado. Momentos assim são muito bem representados com a composição de atores como Jim Parsons e Kirsten Durst, mas quem fica com a vez é a tríade quase impossível de se apontar uma protagonista: Taraji P. Henson, Janelle Monáe e Octavia Spencer.

Cada atriz é uma engrenagem da máquina maior que é esta produção: a inteligente, a divertida e a líder. As três trabalham em harmonia e se já não bastasse, o roteiro dá espaço para que cada uma tenha um momento para brilhar, além do diretor Theodore Melfi. Sua direção não possui grande jogos de câmera ou algo que chame atenção, ela é básica, mas cativa por tirar o melhor de seu elenco.

É quase inacreditável que em duas horas de filme se consiga contar três enredos diferentes que se intercalam pouquíssimas vezes. Sendo que nesse meio tempo consegue tratar sobre feminismo, crise profissional, a corrida espacial e racismo. Vendo de forma minuciosa, Estrelas Além do Tempo é quase atemporal com seus temas que parecem ter sido tirados de nosso dia-a-dia.

Mas apenas isso pode tirar o telespectador dos anos 60, pois a caracterização o puxa de volta. Sendo um dos pontos altos, o figurino e maquiagem não existem apenas para inserir o público nesta época, mas também para trazer elegância e sofisticação para as atrizes, mostrando que elas poderiam ser negras e mais pobres que seus superiores, mas não ficavam atrás no quesito beleza.

Essa divisão entre negro e branco é muito explorada no filme, mas isso não o transforma em um discurso panfletário contra o preconceito. Na verdade, seus momentos de “rebeldia” contra o sistema são bem pontuados e sempre marcados com a emoção, para fazer com que toda e qualquer pessoa sinta o peso da injustiça.

Por motivos como esse que, Estrelas Além do Tempo é um filme leve e simples de se assistir. Nele, não é necessário entrar em todo o mundo “mecânico” da NASA, nem levantar bandeira a favor de minorias. É necessário apenas sentir e se compadecer. Diferente de tantas biografias, esta não vale a pena ser vista, mas sim, precisa ser.

Divulgaí

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