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Crítica #2: La La Land - Cantando Estações

O diretor Damien Chazelle, que já mostrou que é novo, mas tem talento em Whiplash, volta com sua dinâmica em que consegue dar foco para personagem e cenário
Crítica #2: La La Land - Cantando Estações

“Você acha que eles vão gostar?” - pergunta a personagem de Emma Stone em determinado momento do filme. “Claro que vão! É nostálgico!”

A resposta de Ryan Gosling vai muito além daquela específica situação, mas explica o porquê de La La Land ser um (lugar) filme tão mágico. O figurino é uma homenagem aos anos 50, suas músicas e passos de dança lembram clássicos como Cantando na Chuva, sua direção é dinâmica e tenta captar cada detalhe do cenário colorido e brilhante em que Sebastian e Mia vivem.

Em resumo, La La Land: Cantando Estações é uma ode, uma grande homenagem aos filmes clássicos que há tanto tempo não vemos no cinema. Ele trás uma garota carismática entrando em um novo mundo, como em Funny Face e um belo rapaz tentando ganhar a vida, como em Cantando na Chuva. O longa se resume ao clichê “garoto encontra garota”, mas consegue adaptá-lo e assim, o tornar algo original.

Começando pelo seu roteiro. Com duas horas de filme, não é difícil dizer que tudo que acontece na primeira hora e meia de filme é esperado. Mas os últimos minutos são cruciais, transformando toda a experiência em uma história nova e inesperada. La La Land não vende apenas um romance simples e “barato”, mas uma realidade repleta de nuances e claro, junto a lição de que sonhar vale a pena.

E essas horas de lucidez e sonho trabalham entre si com a trilha sonora. A voz de Emma Stone e Ryan Gosling pode não agradar todos, mas para o filme funciona. As músicas são do tipo que fluem no momento, que não precisam de playback ou shows pirotécnicos (menos Start A Fire), mas sim, de pessoas e sorrisos.

Mas o que os dois conseguem tirar de letra são as coreografias e é claro, as atuações. Emma Stone está em um de seus melhores papéis e não é difícil avistar um Oscar para ela, pois mesmo que o filme trabalhe com música e a típica “felicidade saltitante” desse gênero, também há seu drama. Seja com um sorriso ou com uma lágrima, ela consegue passar cada nuance da personagem Mia.

E o mesmo se aplica a Gosling. Ele não brilha tanto quanto Emma, talvez pelo peso dramático um pouco maior no arco dela, mas os dois juntos tem química. Desde quando um ignora o outro até quando finalmente se agarram e se beijam. Se tratando de elenco, esse filme se resume aos dois, então essa interação foi muito importante para a produção.

O mais impressionante é que mesmo tendo todo esse estilo Broadway que facilmente poderia se tornar apenas mais um musical, La La Land é uma experiência completa. Ele não precisa exagerar as emoções para tornar tudo mais real e todas as músicas possuem um peso nas cenas, não tornando tudo apenas “para se exibir”.

Sem contar a beleza gráfica. O diretor Damien Chazelle, que já mostrou que é novo mas tem talento, em Whiplash, volta com sua dinâmica em que consegue dar foco para personagem e cenário. E para complementar toda a atmosfera, figurino e cenário é formada por cores primárias. Azul, verde, vermelho e amarelo trabalham em harmonia durante todo o filme.

La La Land é o tipo de filme que não importa o quanto já foi dito, sempre parece que estar faltando algo mais. A única crítica, resenha, comentário que pode ser feito para algo assim é: Tire suas próprias conclusões.

9
Divulgaí

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