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Crítica: Independence Day - O Ressurgimento

Assim como a iniciativa do novo Star Wars, Independence Day 2 opta por fazer tudo igual, mas aumentando a dimensão dos problemas.

Desde a destruição da nave-mãe, sabíamos que eles voltariam. A civilização humana nunca mais seria a mesma. Com uma tecnologia alienígena em mãos, era apenas um passo para desvendar os mistérios do universo e encontrar novas espécies.

O que poderia ser o enredo de Independence Day 2: O Ressurgimento, na verdade tem muito mais cara da franquia de jogos Mass Effect. O longa que promete dar continuidade a ficção científica de 1996, na verdade é uma cópia do primeiro, mas que muda quando se trata da dinâmica dos personagens e representatividade.

É estranho falar sobre um assunto tão polêmico junto de uma ficção que tenta trazer comédia e explosões. Mas, o primeiro filme, que tinha Will Smith no papel principal, de alguma forma tratava de emponderamento negro. Tenta novamente explorar as minorias, mas dessa vez de forma mascarada e gratuita.

Em que há uma presidenta que faz as escolhas mais idiotas; a grande reviravolta do filme é um casal gay de meia idade que em momento nenhum se beija; um personagem negro que teoricamente seria importante, mas é dispensável. E várias outras minorias que não dá para entender por que estão ali.

Mas deixando todos esses problemas de lado, é um bom entretenimento, mas que diferente do primeiro, não surpreende. A mesma fórmula junto do advento da tecnologia formam um filme agradável, com piadas interessantes e discursos motivacionais já conhecidos. Mas desde 1996 foram criados diversos filmes dessa forma, logo, Independence Day 2 ganha crédito pelo saudosismo. Dessa vez, as crianças que assistiram na Sessão da Tarde, poderão ver os alienígenas novamente, só que no telão.

Esse é um dos pontos positivos. Conseguiram atrelar toda a história do primeiro no segundo. Desde referências ao primeiro ataque até fotos de antigos personagens e até mesmo aparição dos mesmos, como é o caso do Presidente Thomas J. Whitmore, conhecido por um dos maiores discursos do cinema; além do Dr. Brackish Okun; Julius Levinson, o simpático e rabugento pai de David; dentre outros.

Junto de rostos antigos, surge uma nova geração liderada por Liam Hemsworth no papel de Jake Morrison. Talvez o mais decepcionante é como o protagonista caiu de paraquedas na história. A inserção dele é interessante, mas a falta de ligação com o primeiro filme – sendo que há até mesmo a filha do presidente e o filho do personagem de Will Smith – faz  dele apenas um gancho para chamar a nova geração para o cinema.

Assim como a iniciativa do novo Star Wars, Independence Day 2 opta por fazer tudo igual, mas aumentando a dimensão dos problemas. Temos naves e alienígenas maiores. Um aliado, grandes explosões, mas o que falta mesmo é um roteiro conciso que realmente faça com que o público torça pelos humanos e que a ideia de “dessa vez vai ser mais difícil” não seja apenas marketing.

Mesmo com tantos erros, acertaram na fotografia. As cenas inicias são de deixar qualquer um maravilhado. A destruição do planeta Terra é bem feita e remete a algumas teorias físicas, o que faz ter um pé de verdade nesta invasão. Não apenas isso, mas se recorreram a mesmice no roteiro, tentaram ser criativos quando se tratava de destruir o mundo. Diferente de uma cidade sendo devastada por um bombardeio, espere por um longo take de destruição por catástrofe “natural”.

Com alguns problemas, que quase todo enlatado blockbuster possui, Independence Day 2 não decepciona quem estava esperando algo mediano, mas também não surpreende. Talvez a grande surpresa seja o pequeno gancho que deixaram, assegurando que dependendo da aceitação do público, haja uma terceira invasão alienígena. Ou melhor, um confronto direto entre a resistência e os invasores.


Divulgaí

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