Loucos por Filmes

Loucos por Filmes

Destaques

Últimas

Navegação

Crítica: FESTA NO CÉU


A população latino-americana nos EUA é responsável por uma parcela cada vez maior da venda de ingressos no país. Como confirmou pesquisa recente do MPAA, 32% de todos os frequentadores de cinema nos EUA e Canadá são da etnia citada. Sabendo disso, e de que mais da metade dos latino-americanos vivendo nos EUA são de origem mexicana, é justo que os mesmo tenham sua cultura representada no cinema. Festa no Céu, nova animação da 20th Century Fox, faz isso de maneira satisfatória, e é uma divertida introdução a uma das mais icônicas tradições mexicanas: o Dia dos Mortos.

Durante as comemorações do Dia dos Mortos, as crianças Joaquin (Channing Tatum), Manolo (Diego Luna) e Maria (Zoe Saldana) mantém uma amizade pura e despreocupada, divertindo-se ao máximo na pequena cidade de San Angel sem suspeitar que estão sendo observados por dois poderosos seres espirituais La Muerte (Kate del Castillo) e Xibalba (Ron Perlman). Os dois, ao notar o surgimento de um triângulo amoroso entre os três amigos, decidem fazer uma aposta para ver qual dos dois garotos acabará casando-se com Maria. Xibalba escolhe o lutador nato Joaquin, ao passo que La Muerte acredita que o sentimental Manolo conquistará o coração da garota. Não satisfeito em apenas observar, Xibalba acaba trapaceando, o que acaba resultando em uma série de problemas que envolverão três mundos diferentes.

A história é apresentada de forma bem didática, ambientando-se em algum lugar dos Estados Unidos atual,  rapidamente o foco é deslocado para o  triângulo amoroso entre os personagens principais. É cativante, e trata de não oferecer uma versão clássica de história de amor, mesmo que adversários Joaquin e Manolo tem cada um suas qualidades e defeitos, e Maria, mesmo colocada no papel clássico da mocinha, trata de deixar claro que é independente e moderna, capaz de tomar suas próprias decisões, não se contentando em observar e esperar. Entretanto, mesmo que a relação entre os três seja uma parte agradável do filme, a mesma não chega a competir com o que a obra tem a oferecer em termos visuais.

Explorando uma vasta gama de cores, texturas e formas, o espectador é introduzido no universo da tradição local que embora tenha como conteúdo principal a morte, dedica-se primariamente a celebrá-la em lugar de lamentá-la. É preciso citar ainda os números musicais muito agradáveis, que inclusive contaram com um bom trabalho de dublagem para o português.Quer o espectador esteja ou não familiarizado com o cunho dessa grande festa,  ele será arrebatado pela riqueza da cultura mexicana.


Divulgaí

Deixe sua opinião:)