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Crítica: AS TARTARUGAS NINJA

Para muitos daqueles que fizeram parte, em maior ou menor nível da febre Tartarugas Ninjas ocorrida principalmente na década de 1990, desde o princípio a ideia de um remake produzido pelo famigerado Michael Bay, não foi recebida imediatamente com aplausos e cumprimentos. O material de divulgação irritou parte  dos fãs, uma vez que sugeria que o que vinha pela frente era mais um espetáculo de entretenimento genérico para garotos jovens e não um tributo decente. Bem, não estavam eles completamente enganados,  mas isso não é tão negativo se considerarmos  que o filme não foi feito para agradar aos fãs saudosistas, mas justamente aos tais garotos jovens, e para este público a diversão é garantida.

Ao tentar investigar a atuação do lendário Clã do Pé, que ameaça a segurança dos cidadãos de Nova York, a repórter April (Megan Fox), acaba descobrindo a existência de um grupo de guerreiros misteriosos dispostos a combater os atos terroristas da organização; as Tartarugas Ninjas. Ciente da verdadeira situação da cidade ela torna-se colaboradora do quarteto e com a ajuda de seu amigo Vernon (Will Arnett), para tentar impedir o plano de dominação executado pelo bom samaritano local Eric Sacks (William Fichtner) e engendrado pelo terrível vilão Destruidor.

É preciso ser justo e dizer que o quarteto protagonista, embora não parecesse particularmente amigável nos trailers, é sim um grupo carismático. Um feito considerável levando em conta o grau de computação gráfica envolvida em sua apresentação. No entanto seu potencial mantém-se sub-explorado, uma vez que o tempo de tela das tartarugas muitas vezes é sacrificado em detrimento do desenvolvimento da personagem April, a qual Megan Fox não faz nenhum favor. A atriz aliás definitivamente não foi a melhor escolha para April, pois fora a beleza e a fama, não tem muito mais a oferecer, mesmo que o papel não exija uma grande atriz, mínimo necessário era um pouco de graça.

E é provável que da falta de carisma de Fox venha a necessidade da escalação de um sidekick humano que pudesse garantir a identificação do público. É ai onde entra Will Arnett mais conhecido pelo seu trabalho na série Arrested Development. Acontece que também esse tiro sai pela culatra já que juntos os dois tem menos química que uma samambaia e uma chaleira. William Fichtner que também compõe o elenco, já é figurinha carimbada como vilão, e aqui não destoa muito de seus trabalhos similares. 

O diretor Jonathan Liebesman segue a cartilha de Michael Bay, no que diz respeito a direção e ao trato com a história, ou seja, não se preocupa com nenhuma das duas, mas ao menos suas sequências de ação, são um pouco mais inteligíveis que a de Bay. E pensando de maneira geral, conseguem entreter, uma vez que para todos os efeitos, como dito anteriormente, são protagonizadas pelo trabalho em equipe das Tartarugas Ninjas. E mesmo que as mesmas não sejam tão interessantes como já o foram um dia, ainda são a melhor coisa que o longa tem a oferecer, são engraçadas, duronas e lutam bem, elementos preciosos para satisfazer o público alvo. Em outras palavras, embora não seja particularmente brilhante, a obra cumpre o que promete, agora, se possui potencial para disparar uma nova febre, é outra história.


Divulgaí

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