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Crítica: MUPPETS 2 - PROCURADOS E AMADOS


A primeira canção de Muppets 2 brinca divertidamente com a convenção hollywoodiana de que uma sequência dificilmente será  tão boa quanto a obra original. Mesmo que a certa altura da projeção seja notável que a profecia se cumpriu também neste caso, é impossível não deixar a guarda baixa para uma obra tão autoconsciente, que pouco se leva a sério mas sem nunca parecer desleixada ou preguiçosa. Se o filme  ri de si mesmo, porque nós também não?

O filme começa exatamente após o ponto em que o anterior acaba, com os Muppets percebendo que uma sequência é solicitada e que precisam pensar com qual história preenchê-la. Sob a orientação de Dominic CaraMau (Rick Gervais) o grupo decide partir numa turnê internacional sem suspeitar que o mesmo é aliado de Constantine, criminoso número 1 do mundo e por ironia do destino sósia de Kermit, o sapo (Steve Whitmire). Os dois vilões engendram o plano de trocar Constantine e Caco de posições, fazendo com que Caco, seja mandado para um prisão na Sibéria e hostilizado pela implacável Nadya (Tina Fey). Enquanto isso, sem perceber seus amigos Muppets não percebem a troca de identidades e caem no plano  maquiavélico que irá incriminá-los e riscá-los do mapa.

Se no primeiro filme já era possível deleitar-se com várias referências, nesta continuação a ideia foi jogar-se de cabeça na metalinguagem, então, como já dito, desde os primeiros minutos somos lembrados que aquilo se trata de um filme e que os próprios personagens estão conscientes disso.As piadas surgem em alta velocidade, parece quase impossível captar todas, mas nem por isso frustrante, há humor para todas as idades, gostos e níveis de referências. Nesse sentido, as participações especiais (são várias, fiquem atentos para não perdê-las!) surgem como piadas a parte. É incrível como é delicioso reconhecer algum ator famoso em uma aparição particularmente irônica ou embaraçosa, uso como exemplo, Ray Liotta, em uma ponta inesperadamente musical e dançante.

Mas nem só de participações vivem os Muppets, se por um lado é lamentável que Jason Segel e Amy Adams não retornaram, por outro escalar comediantes do primeiro time foi uma solução satisfatória, Rick Gervais afinal é absurdamente engraçado, e, dada as devidas proporções um bom ator, assim como Tina Fey, que tirando sua faceta cômica conhecida por todos é também um monstro do carisma. Ty Burrell por sua vez, astro da série Modern Family cativa como um investigador francês com direito a todos os estereótipos que sua nacionalidade prevê e também por seu relacionamento questionável com Sam Eagle, a dinâmica entre esses personagens rende algumas excelentes gags apesar de ocupar mais tempo em tela do que realmente é necessário.

O efeito colateral de esforçar-se tanto para entregar o maior número de piadas  por segundo (muitas geniais diga-se de passagem) e mais tramas paralelas do que o necessário, é que a certa altura da projeção o espectador é acometido pelo cansaço. A sensação é que algumas gags poderiam ser sacrificadas para beneficiar a duração e a fluidez da obra. Alguns podem culpar a quantidade de canções, mas estas são significativamente melhores e mais engraçadas do que as do primeiro filme. No final a obra remete as origens do show televisivo, nos lembrando que coloridos, pitorescos, metalinguísticos e dados a excessos, assim são os Muppets, e não se deve mudá-los.

Divulgaí

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