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Crítica: COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2

Crítica: COMO TREINAR SEU DRAGÃO 2
Talvez nem todos saibam, mas “Como Treinar Seu Dragão” é baseado em uma série de livros infanto-juvenis escritos por Cressida Cowell. Apesar de ter uma essência narrativa parecida com obras como “Harry Potter” e “Percy Jackson”, a escolha da adaptação por meio da animação foi uma grata surpresa e muito bem aceita tanto pela crítica como pelo público pelo fato de conseguir se destacar no gênero sem ter a intenção de “copiar” a fórmula que consagrou os estúdios Disney, mas se preocupando em ter um criativo roteiro bom o suficiente para amarrar a trama, com doses de humor, emoção e sem descuidar do visual, que é impecável, especialmente nas sequências de voo.

Baseado no sucesso do seu antecessor - indicado a dois Oscar - “Como Treinar Seu Dragão 2” coloca fim a 4 longos anos de espera e ansiedade para alçarmos voo em novas aventuras com Soluço, Banguela e seus amigos. Enfim estamos de volta ao mundo dos Dragões e Vikings, só que desta vez a situação é outra: após convencer os habitantes de seu vilarejo que os dragões não devem ser combatidos e sim treinados, o valente Soluço e seu dragão Fúria da Noite chamado Banguela, vivem pacificamente na ilha de Berk. A dupla de aventureiros viaja pelos céus explorando novas terras enquanto na ilha a população se diverte assistindo emocionantes corridas de dragões. Entretanto, em uma dessas viagens acabam descobrindo que o perigoso vilão Drago Bludvist, um domador de dragões, pretende reunir um exército para controlar o mundo.

Escrito e dirigido por Dean DeBlois – roteirista do emocionante e engraçado “Mulan” – “Como Treinar Seu Dragão 2” mantém todos os elementos que deram certo no seu antecessor e apesar de correr o risco de parecer superficial ou realizado por motivos comerciais, a franquia surpreende novamente ao produzir um trabalho de qualidade muito próxima ao anterior, demonstrando com o mesmo charme uma bela história de amizade entre o homem e seu animal, com a vantagem de poder aprofundar o universo e os personagens do primeiro filme. Apenas o surgimento de um vilão tão perigoso repentinamente pareceu um tanto forjado, mas nada que atrapalhe a diversão.

Indicado para todas as idades, desde aqueles que se emocionaram no primeiro filme quando um garotinho encontrou em um dragão seu melhor amigo até aqueles esperavam mais, aqui vemos o amadurecimento desse rapaz que começa a descobrir que conforme o tempo avança, mais próximo o menino fica de se tornar um homem. Capaz de comover e surpreender em alguns momentos, como capítulo do “meio” para a trilogia (o terceiro filme está previsto para 2016), o resultado certamente agradará todos os públicos, e a franquia consegue manter um bom nível e sua reputação intacta. É sempre reconfortante dizer que, desta vez, os fãs não se decepcionarão.
Divulgaí

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