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Crítica: Hotel Transilvânia 3 - Férias Monstruosas

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas não é um primor em seu roteiro e ritmo, mas cumpre bem a função de divertir crianças e adultos, com um humor leve e divertido.
Hotel Transilvânia 3 - Férias Monstruosas

Depois do sucesso de Hotel Transilvânia em 2012 e de manter bons números em sua sequência, a Sony Pictures Animation lança o terceiro filme de sua franquia de monstros.

Apesar da boa ideia de trazer personagens de horror em uma nova roupagem para o público infantil, os roteiros de Hotel Transilvânia nunca foram destaque, e neste terceiro longa da saga os mesmos erros de seus antecessores se veêm presentes.

Na trama deste, mesmo que as relações entre a família estejam estáveis, Drac (Adam Sandler) não se sente completamente feliz, é como se o mesmo sentisse a ausência de algo em sua vida, um novo amor. Marvis (Selena Gomes) acaba interpretando que seu pai está infeliz com a rotina de trabalho e decide presenteá-lo com férias em um cruzeiro. Durante o passeio Drac acaba sentindo um “Tchan” pela capitã do navio, Ericka (Kathryn Hahn).

Mesmo diante de uma premissa interessante – Quem não quer ver o Conde Drácula em férias de verão? - o filme desliza em seu roteiro que parece não se decidir entre ser um longa, uma sequência de esquetes, ou se vai se dividir em capítulos, hora o filme é frenético e barulhento, em outros é lento para explicar os planos de seu vilão. Os velhos personagens estão de volta, mas devido a essa falta de decisão do roteiro, alguns somem por longos minutos e outros têm soluções preguiçosas. A falta de decisão cria uma ausência de linha narrativa, pois a maior parte dos personagem reagem de maneira curta dentro do filme com exceção de Drac, todos parecem apenas reagir ao novo cenário apresentado a eles. Tal inconsistência atrapalha também o ritmo da edição que corrobora para a confusão do espectador para com a história.

Hotel Transilvânia 3, tem sim boas piadas e momentos que podem tirar risos até dos mais sisudos, mas a influência de um de seus protagonistas atrás das câmeras é notada a frente delas. Por diversas vezes vemos o humor característico de Adam Sandler dando as caras e deixando de lado as piadas que realmente funcionavam.

Se você parar por aqui nesta analise, terá a impressão de que o filme é um acidente ferroviário, mas não é. Como dito no parágrafo acima, existem bons momentos de humor no longa, que mesmo diante da confusão consegue encontrar caminhos para ser espirituoso como seus antecessores, e existe espaço para ser criativo. Outro fator funcional é o romance, que embora batido e previsível cumpre bem a função de ser o fio condutor da história.

A dublagem do filme é muito boa e as adaptações utilizadas para se adequar ao cenário brasileiro, também. O design sonoro é eficiente, apesar da barulheira presente na produção, este não é gratuito e cumpre bem sua função.

No terceiro ato o filme volta ser barulhento, porém ao menos diverte e ensina uma bela lição a suas crianças, lição que se mostra de extrema importância para que os pequenos de hoje cresçam com uma concepção de que apesar de nossas diferenças, somos todos iguais.

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas não é um primor em seu roteiro e ritmo, mas cumpre bem a função de entreter crianças e adultos, com um humor leve e divertido.


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