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Crítica: Maze Runner - A Cura Mortal

Instigante, chamativo, resiliente, bem trabalhado, divertido e aventureiro. Estas são algumas palavras que definem o novo filme do universo de Maze Runner.
Crítica: Maze Runner - A Cura Mortal

A adaptação da saga Maze Runner nos cinemas chegou ao fim com um filme enorme (em muitos sentidos). Com exatas duas horas e vinte e três minutos de duração, o desfecho dessa trama famosa inspirada nos livros de James Dashner é eletrizante, tensa e traz uma enxurrada de cenas de ação suficientes para segurar qualquer um na cadeira e prestar atenção aos mínimos detalhes. Muito havia se questionado a respeito da qualidade desta sequência, estando todos cientes do histórico de atrasos na produção e do acidente de Dylan O’Brien no set de filmagem, o que complicou e adiou ainda mais o lançamento do produto final. Todavia o resultado está aí, e felizmente ele traz características mais positivas que negativas.

Neste terceiro capítulo, Thomas descobre planos da C.R.U.E.L. que podem levar ao fim definitivo da humanidade e resolve ir atrás de uma possível cura para a doença mortal. Ele deverá escolher se confia nos experimentos e na promessa da organização de que esse será seu último experimento. Devido ao grande conteúdo que o carrega, podemos analisá-lo por algumas visões. Primeiro, a ambientação no geral. O filme dispõe de uma grandeza visual impressionante. Cada detalhe minucioso do contexto do qual estão ali os personagens é muito bem feito, e isto deve ser mencionado.

Como obra audiovisual provinda de uma obra escrita, assim como outras, o longa tem seus momentos de livre arbítrio para mudar alguns trejeitos da história original. O diretor usou de sua criatividade para completar as cenas que preenchem as lacunas da trama, porém de forma sensata. Claro que um fiel leitor gostaria de ver cada palavra ali disposta no papel sendo representada na tela do cinema, e isso talvez possa ser um leve incômodo para os fãs da série, mas em linhas gerais essa mudança não negligencia todo o passado descrito até então. Um final mais adaptado (e destinos também) irá possibilitar uma maior surpresa ao espectador.

O que Mazer Runner sempre trouxe em cheio foi ação. Desde os enigmas do labirinto, ao caos do deserto e agora ao embate com a C.R.U.E.L., a linha de pensamento foi seguida e o que vemos é uma belíssima produção de efeitos especiais em longas cenas de tirar o fôlego. A Cura Mortal é ação após ação. Algumas cenas mais calmas, digamos, podem se tornar um pouco cansativas, mas a experiência por completo vale toda a pena. Agora nem tudo é um mar de rosas, certo? Tem certas falhas que poderiam ser consertadas. Há erros de continuidade, de lógica e de roteiro. Coisas que nem no mundo pós-apocalíptico seriam possíveis de acontecer, levando em consideração o fato de que as peças dessa história ainda são humanas. Outras se percebem que aquilo só aconteceu porque foi forçado para acontecer. São pequenos deslizes no meio do grande salto que, no final, o filme não deixa de dar. Esses traços são relevantes, pois o que se vivencia ao assistir essa obra-prima é muito mais além do que míseras falhas.

No elenco, temos a volta de Dylan O’Brien (A série televisiva Teen Wolf/O Assassino: O Primeiro Alvo) como Thomas, grande precursor do desenrolar das ações no filme; Kaya Scodelario (Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar/A série televisiva Skins) como Teresa, que tem papel fundamental na trama; Thomas Sangster (Simplesmente Amor/A série televisiva Game of Thrones) como Newt, um grande destaque pela atuação impecável; Além de Ki Hong Lee (The Mayor/O Experimento de Aprisionamento de Stanford) como Minho, Will Poulter (O Regresso/As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada) como Gally, Rosa Salazar (A Série Divergente: Insurgente/CHiPs: O Filme) como Brenda e Giancarlo Esposito (A série televisiva Breaking Bad/Mogli: O Menino Lobo) como Jorge. Todos os personagens exercem alguma função e tem importância para a dramaticidade do filme. E a exemplo disso, os atores cumpriram seus papéis com perfeição.

Sob a direção excelente de Wes Ball, que também dirigiu os dois filmes anteriores (Correr ou Morrer e Prova de Fogo), o filme acerta muito nos quesitos técnicos. Com música composta por John Paesano, toda a estrutura de cenas, tal como sua montagem e edição, é de excelência. A fotografia futurista retrata bem a imagem que o filme passa e eleva muito o caráter da ambientação, como dito anteriormente. O roteiro consegue disfarçar pequenos erros com a coesão das partes que conectam o enredo e com muita cena de ação. Enfim, um belo trabalho foi orquestrado em A Cura Mortal.

Instigante, chamativo, resiliente, bem trabalhado, divertido e aventureiro. Estas são algumas palavras que definem o novo filme do universo de Maze Runner. Um filme completo, cheio de surpresas, personagens cativantes e uma história que sustenta o tempo que tanto detém. Com isso, A Cura Mortal fecha o ciclo da trilogia e é, possivelmente, o melhor filme dos três já lançados.


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